Os 5 maiores desafios do profissional de educação

  • 10/jul/2017

Os 5 maiores desafios do profissional de educação

Se você acompanha os noticiários e os debates em torno da educação, já deve ter percebido a importância do professor para nossa sociedade, bem como os empecilhos enfrentados por eles em solo nacional.

Sabemos que, em geral, a desvalorização do professor é uma realidade gritante, mas existem diversos outros obstáculos e gargalos. Como saná-los? Qual é o papel que a tecnologia desempenha na dinâmica com os alunos? Como lidar com os diferentes ritmos de aprendizagem e comprometimento?

Neste artigo, vamos assumir a perspectiva do docente para listar os principais desafios do profissional de educação contemporâneo em sala de aula e especular algumas alternativas de ação. Venha conosco e tire suas próprias conclusões sobre o assunto!

1. A diferença entre um especialista e um professor

Um dos grandes tropeços da educação brasileira é a confusão que há entre a expertise e a didática — ou prática de ensino. A maioria dos professores, especialmente no Ensino Superior, é especialista em sua área (seja ela Biologia, Física, Marketing, TI etc.), mas nem todo especialista é um professor.

Isso quer dizer que dominar um assunto não basta. Conhecer a fundo uma teoria não necessariamente significa que você saberá ensiná-la. A prática da docência é algo que vai além da especialidade.

É comum que as licenciaturas formem acadêmicos e pesquisadores, e não professores. Não há ênfase na prática, na metodologia do ensino, na elaboração de planos de aula e de ação.

Mas como lidar com essa realidade se o problema está na raiz do próprio sistema de ensino? Bem, é essencial que os profissionais reconheçam essa diferença e procurem cursos de aperfeiçoamento e pós-graduações que supram essa deficiência.

2. Os diferentes perfis de estudantes

Ensinar algo a alguém demanda habilidades interpessoais bem treinadas. Portanto, o cotidiano de um professor exige muito mais do que conhecimento teórico e didático. Perceber as distintas formas de aprendizagem dos alunos, bem como suas dificuldades e obstáculos requer empatia e perspicácia.

Em uma turma do Ensino Fundamental de quarenta estudantes, por exemplo, fica difícil acompanhar a evolução de cada um deles e é comum que alguns tenham baixo aproveitamento. Aqui, o sistema educacional também influencia negativamente, já que é costume padronizar os indivíduos e desconsiderar suas particularidades cognitivas.

Em uma turma universitária, por exemplo, pense na quantidade de distintos perfis. Sempre há os comprometidos, os questionadores, os que não têm vergonha de expor suas ideias, os que têm, os tímidos e os introvertidos. Alguns não gostam de determinadas disciplinas e vão para aula contrariados, outros dormem e outros passam o tempo todo no celular.

Imagine a dificuldade de cativar a atenção e a curiosidade de todos esses indivíduos!

É por isso que, para quem não tem prática com a didática, dar aula se torna uma atividade tão extenuante. É como se você precisasse construir uma ponte dia após dia — e, em muitos momentos, é preciso começar do zero.

Esse entrave pode ser debatido com a equipe pedagógica acadêmica ou escolar, a fim de delinear alternativas viáveis, como a criação de dinâmicas que contemplem diferentes formas de percepção/absorção do conteúdo, indo além da aula meramente expositiva.

Algo muito válido para todos os professores é ser honesto com a turma desde o primeiro dia de aula e se mostrar disposto a estabelecer um diálogo em vez de já partir para o monólogo.

3. A falta de tempo

Quem nunca deu aula não se dá conta da carga de trabalho que um professor normalmente enfrenta. Na grande maioria das outras profissões, uma vez que você cumpre seu horário, está livre para fazer o que quiser, viver suas horas de lazer.

Um docente, além das horas em sala, precisa reservar um tempo considerável para executar tarefas de suporte, como preparar planos de aula e corrigir avaliações ou trabalhos. É claro que a própria instituição já inclui esses intervalos na sua grade de horários. O problema é que, na maioria das vezes, eles não são suficientes.

Especialmente se levarmos em conta que a remuneração costuma ser baixa, o que leva o profissional a assumir um número grande de horas-aula.

Aqui o problema é congênito de nossa nação, e está diretamente relacionado à desvalorização desse profissional apesar de seu papel essencial para o desenvolvimento humano. É interessante, contudo, acompanhar projetos e leis, como o Plano Nacional da Educação (PNE) e suas metas em vigência até 2024, e cobrar para que as transformações de fato ocorram em seu município.

Uma possibilidade de sanar a falta de tempo in loco e aumentar a renda pessoal é, em vez de assumir muitas horas-aula, optar por elaborar conteúdo, como aulas e bancos de questões, para cursos de Educação a Distância (EAD), exames e vestibulares.

4. A tecnologia e a batalha pela atenção

Você sabia que, até meados da década de 1990, o processo de ensino-aprendizagem dependia quase que exclusivamente da relação entre dois agentes e uma variável? Estamos, é claro, nos referindo a professor, aluno e conteúdo. Nos últimos anos, entretanto, outro fator passou a interferir na dinâmica da sala de aula: a tecnologia.

Com a tecnologia, o cenário educacional tende a ficar cada vez mais complexo, passando do uso de smartphones e tablets à realidade virtual. Esse movimento tende a continuar até que a interatividade proporcionada por esses recursos substitua por completo o método tradicional de lecionar.

É quase impossível para um professor competir com o Google, por exemplo. Por essa razão, tente pensar ou pesquisar maneiras de fazer desses instrumentos seus aliados, colocando-os a serviço do conhecimento.

Se você pensa em construir uma carreira na educação, é importante ser capaz de lidar com essas mudanças e buscar se aperfeiçoar. A modalidade EAD, por exemplo, é uma tendência que veio para ficar. Sua metodologia e resultados já são tão aceitos pelo mercado de trabalho quanto os do ensino presencial.

5. A busca por alternativas

Para ser bem-sucedido na docência, é necessário aprender a lidar com os obstáculos listados neste artigo, buscando alternativas e caminhos e experimentando abordagens inovadoras, especialmente no que diz respeito ao uso da tecnologia em sala de aula.

Os desafios do profissional de educação contemporâneo podem ser resumidos pelo seguinte pensamento: a sociedade evolui e a educação deve evoluir com ela. Se você quiser acompanhar o ritmo das transformações que estão ocorrendo, é fundamental buscar capacitação.

Ajudamos você a refletir sobre os principais desafios enfrentados pelos professores atualmente? Então compartilhe este post nas redes sociais e permita que outros também tenham acesso às ideias nele expostas.