Saiba como estudar para o Enem depois de anos fora da escola

  • 21/mar/2017

Saiba como estudar para o Enem depois de anos fora da escola

Aos 17, Roberta sonhava em ser juíza, queria fazer Direito e se especializar em Família e Sucessões. Aos 19, Airton pretendia cursar Engenharia, aproveitando a influência da família e sua paixão pelo automobilismo (desejava ser engenheiro automotivo). Joana achou que chegaria aos 35 já formada em Administração, atuando em uma grande empresa e estabilizada financeiramente. Em todas essas histórias, a vida os levou para caminhos diferentes do planejado e apenas hoje, às portas dos 30, é que eles encontraram a oportunidade tão esperada para estudar para o Enem e concretizar seus sonhos de adolescência.

Seja pelos filhos, desemprego ou outras “mudanças de rota”, se a sua história é semelhante às citadas acima, vale a pena continuar lendo este post, que vai mostrar a você o caminho de como estudar para o Enem após anos fora da escola (ainda que você tenha que conciliar estudo e trabalho)! Mude seu mundo com a mudança de suas atitudes!

Seja objetivo

Ok, você está amadurecendo a ideia de fazer vestibular depois dos 30. Seu primeiro ímpeto é coletar todos os seus livros de Ensino Médio e começar sua programação? Começou errado.

Primeiro porque as descobertas científicas, a geopolítica e os novos acordos ortográficos, por exemplo, mudaram muito de alguns anos para cá. Segundo porque a forma de abordar todo esse conteúdo também foi transformada ao longo de décadas. E terceiro porque os livros de Ensino Médio são demasiadamente densos (cada um possui centenas de páginas), com muito conteúdo que pode não ser recorrente nas provas do Enem/vestibular tradicional.

Dessa maneira, opte por apostilas de cursinhos pré-vestibulares. Estas são elaboradas por verdadeiros especialistas em Enem e outros exames tradicionais. Acostumados a analisarem as provas anteriores, eles já sabem o que é cobrado com maior frequência e, portanto, o que deve ser condensado em cada apostila. Dinamismo e eficiência são as palavras de ordem nesse momento!

Matricule-se em um cursinho para rever a matéria

Ainda na linha da dica anterior, o ideal é que quem está há muito tempo sem estudar retorne amparado por um sistema didático especializado. Se você puder ir além da apostila, é válido destacar que existem ótimos cursinhos pré-vestibulares no país para conduzir seu cronograma de estudos de forma racional, no intuito de potencializar seu desempenho no dia da prova!

Dentro do conteúdo de Biologia, o que eu devo estudar primeiro (Botânica ou Genética)? Dou mais ênfase a funções ou à trigonometria? Conflitos étnicos na África costumam ser cobrados? A estrutura didática de um cursinho pode te ajudar a responder a perguntas como essas!

Concentre-se especialmente nas disciplinas menos familiares

Sua bagagem cultural lhe permite interpretar com maior facilidade um artigo cobrado nas questões de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias (que inclui Português, Literatura, Artes, Educação Física e línguas, como Inglês ou Espanhol). Algumas questões de Ciências Humanas (História, Sociologia, Geografia e Filosofia) eventualmente também podem ser resolvidas apenas com base em sua visão de mundo (o que não significa que você não precisa se dedicar a elas).

O problema é que, por outro lado, o longo período fora dos bancos escolares certamente trará maiores dificuldades na resolução de questões de Ciências da Natureza (Química, Física e Biologia) e Matemática. Dessa maneira, foque suas energias no que você lembra menos, lendo e resolvendo provas antigas (muitas delas estão disponíveis na Internet).

Aliás, acabamos entrando no tópico seguinte: a importância de ter ao seu lado os recursos tecnológicos para estudar para o Enem!

Faça da tecnologia uma aliada

Ter se atrasado para fazer o vestibular, acredite, tem também seus pontos positivos. No auge de sua adolescência, a Internet provavelmente era discada (lembra que você só podia acessá-la nas madrugadas?), não havia ainda a cultura do ensino a distância (EaD, que hoje é considerado o mais eficiente método de aprendizado) e os estudantes tinham poucas oportunidades para interagir com outros vestibulandos.

Hoje, no entanto, existe uma diversidade incrível de ferramentas on-line para quem quer estudar sozinho ou não tem tempo para se dirigir às aulas presenciais dos cursinhos pré-vestibulares. Dê uma olhada neste site, especializado em videoaulas gratuitas para o Enem! Esse é apenas uma das muitas opções disponíveis na web para quem quer “tirar a ferrugem” e ficar em pé de igualdade com qualquer recém-saído do Ensino Médio.

Há ainda canais do Youtube e outros portais específicos, como o Khan Academy (ótimo para estudar matemática e com conteúdo traduzido para a língua portuguesa), além do Só Física. Isso sem contar os muitos apps que podem ser baixados para o seu smartphone, com áudio de conteúdos para você estudar no trânsito, em casa ou até em viagem.

Revise conteúdos em grupo

Não se trata de depender unicamente de um grupo para estudar para o Enem. A ideia aqui é revisar apenas parte do conteúdo com outros vestibulandos. Diversas pesquisas mostram que falar em voz alta, refletir e contrapor argumentos aumentam o poder de fixação das disciplinas. Evidentemente, quem trabalha tem pouco tempo disponível para a preparação, o que explica a ideia de revisitar apenas tópicos de maior dificuldade de memorização.

Use a idade a seu favor

A experiência pode ser um grande aliado no desempenho do vestibulando que já está acima dos 30. Questões que cobram conhecimento de mundo e atualidades podem ser resolvidas mesmo sem que haja grande carga de conteúdo “decorado” por parte do candidato. Além disso, a experiência é fundamental para manter o equilíbrio emocional durante todo o exame, algo difícil de ser atingido por estudantes que encaram pela primeira vez em suas vidas o desafio de serem “testados impiedosamente”.

O site G1 contou, há alguns anos, a história de um advogado que, após 30 anos longe da escola, decidiu mudar de carreira. Após 1 ano de estudo sistemático (incluindo datas festivas como Natal e Ano Novo), o ex-advogado de 48 anos recebeu a notícia pelo próprio site que havia sido aprovado em Medicina na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), na primeira chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Em uma prova que valoriza a visão de mundo de forma integral, como o Exame Nacional do Ensino Médio, a experiência de vida certamente o auxiliou a ter um desempenho de excelência na avaliação nacional.

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