Mulheres no mercado de trabalho: como driblar as diferenças?

  • 21/mar/2018

Mulheres no mercado de trabalho: como driblar as diferenças?

Segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho, a participação das mulheres no mercado de trabalho cresceu 17% em 20 anos. Isso demonstra que cada vez mais elas têm acesso a educação e oportunidades de emprego.

Contudo, a valorização salarial não segue o mesmo caminho. Em uma pesquisa, a Catho identificou que ainda existe uma diferença na remuneração entre os sexos. Em cargos operacionais, esse índice chega a 58%, em cargos de gerência e diretoria, 46,7%, e nas atividades de consultoria, o percentual alcança 62,5%.

As divergências entre homens e mulheres no mercado de trabalho não param por aí. Quer saber como superá-las e conquistar o seu cargo dos sonhos? É só continuar a leitura!

Quais são as principais diferenças entre homens e mulheres no mercado de trabalho?

Para saber como superar as barreiras que dificultam a conquista de melhores cargos e salários, é fundamental identificar quais são as principais divergências no mercado de trabalho. Veja:

Diferenças biológicas e os compromissos assumidos

É fato que homens e mulheres têm uma biologia diferente, o que propicia comportamentos e responsabilidades distintos. Um exemplo disso é que somente a mulher pode engravidar e seguir com a gestação.

Logo, isso gera certa preocupação por parte de muitos gestores na hora de contratar uma profissional. Que mulher nunca foi questionada sobre o que vai acontecer se o filho ficar doente ou com quem ela deixará a criança?

A consequência é que muitos diretores de empresas ainda acreditam que as mulheres serão menos comprometidas com o trabalho em razão dos filhos, quando, na verdade, elas acabam até se dedicando mais para oferecer qualidade de vida para eles.

Dependendo do setor, a diferença biológica pode gerar a ideia de fragilidade. É o que acontece em trabalhos que exigem uma posição mais agressiva e competitiva, em altos escalões das companhias ou em funções antes vistas como “de homens” — como na construção civil.

Os múltiplos papéis que a mulher precisa assumir (esposa, mãe, profissional) provocam questionamentos internos, pois ela busca um equilíbrio para conseguir ser feliz no campo pessoal e no trabalho. Essa sobrecarga pode dificultar a dedicação ao estudo e desenvolvimento, o que prejudica o seu crescimento na empresa.

Exemplo disso é que uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) identificou que 90,7% das mulheres que assumem uma posição no mercado de trabalho também precisam se ocupar com atividades domésticas e de cuidados, enquanto, entre os homens, o índice cai para 51,3%.

Para complementar, muitas vezes, a mulher precisa se afastar da vida profissional após a chegada do bebê. Quando ela tenta retornar ao mercado após alguns anos, o recrutador não compreende esse período e acredita que ela não tenha conhecimento suficiente para obter um cargo melhor.

Perfil profissional

Essas diferenças biológicas e históricas também contribuíram para que as mulheres desenvolvessem um perfil profissional diferente da do homem. Geralmente, elas são mais organizadas, comunicativas e atentas aos detalhes, enquanto os homens são mais racionais e agressivos.

Cabe à mulher, em seu ambiente de trabalho, mostrar como o seu perfil pode favorecer o crescimento do negócio para conquistar a valorização de seus gestores. Para tanto, ela deve desenvolver melhor as suas habilidades, ao participar de workshops, cursos de capacitação e graduação.

Desigualdade salarial

A diminuição do número de filhos nas famílias, o aumento da expectativa de vida e o acesso à educação já fazem parte das mudanças que começam a influenciar positivamente o mercado de trabalho para as mulheres.

Todavia, apesar de elas conquistarem vagas de emprego, ainda existe uma dificuldade na hora de obter um salário igual ao dos homens. Muitas vezes, essa discriminação ocorre no momento da entrevista e, em outras, no ambiente de trabalho, com a oferta de menores salários e cobrança por uma “boa aparência”. Esse exemplo aconteceu com uma jornalista que exercia as mesmas atividades de seus colegas, mas era registrada com outro cargo.

A desigualdade salarial é um problema que afeta o mundo. De acordo com dados divulgados pelo Fórum Econômico Mundial, a expectativa é de que essa disparidade leve até 170 anos para mudar completamente. Nos Estados Unidos, por exemplo, as mulheres ganham cerca de USD 0,78 a cada dólar que os homens recebem.

A melhor maneira de vencer esses obstáculos é por meio da busca contínua por conhecimento. Com uma graduação, a mulher consegue entrar no mercado de trabalho, mas ela também deverá participar de cursos de especialização e estudar línguas estrangeiras para se destacar perante os homens.

Como driblar esse problema e conquistar o tão sonhado cargo?

A mudança na sociedade só ocorrerá se as mulheres continuarem buscando suas colocações no mercado de trabalho, respeitando as diferenças e mostrando o seu potencial. Saiba como aumentar suas chances de obter o cargo dos sonhos:

Investimento em educação

O conhecimento é o principal caminho para mudar o cenário de desigualdade em relação às mulheres no mercado de trabalho. É importante buscar uma qualificação profissional por meio da graduação, cursos de atualização e especialização.

O conhecimento acadêmico ajuda a formar cidadãos mais conscientes de suas capacidades e desenvolve as habilidades profissionais que são imprescindíveis para o ambiente corporativo.

Desenvolvimento da liderança

A sociedade precisa mudar os paradigmas em relação à capacidade das mulheres de liderar equipes.

A facilidade que as mulheres têm de promover o diálogo e gerenciar conflitos precisa ser valorizada, pois elas são excelentes ferramentas para promover o trabalho em equipe e gerar resultados para as companhias.

Para isso, cabe à mulher buscar o seu espaço no mercado de trabalho e também participar de cursos que ajudem a desenvolver outras habilidades que são necessárias para a liderança em ambientes corporativos.

Mudança cultural

Outro caminho para combater essas diferenças entre homens e mulheres no mercado de trabalho é o aspecto cultural. É em casa que esse trabalho começa. Cabe aos pais ensinar aos filhos a importância do respeito às diferenças de gênero, o compartilhamento de tarefas domésticas e o valor das mulheres na sociedade.

As instituições de ensino também fazem parte dessa mudança cultural, ao promover práticas integradas entre homens e mulheres e o respeito mútuo.

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