Neuromarketing: o que é e como aplicar?

  • 02/abr/2018

Neuromarketing: o que é e como aplicar?

Entender o comportamento de compra do consumidor e saber exatamente o que o leva a tomar decisões nesse momento pode ser uma ferramenta importantíssima em meio a um mercado altamente competitivo. Essa análise corresponde justamente ao neuromarketing, ou seja, a junção da neurociência com o marketing.

De modo geral, ele permite o acompanhamento em tempo real de quais áreas do cérebro humano são ativadas quando somos expostos a certos estímulos — como propagandas —, revelando assim dados relevantes sobre como o consumidor se sente diante de uma ação de compra que envolve a aceitação de marcas e produtos.

Para entender melhor o que estamos falando, o artigo de hoje trabalhará o conceito de neuromarketing e explicará como aplicar a ferramenta na prática em diversos tipos de situação. Ficou curioso? Continue a leitura!

O que é neuromarketing?

Conhecido também por neurociência do consumo, o neuromarketing, como já dissemos, é uma ferramenta capaz de ensinar mais sobre a mente dos consumidores e, assim, gerar mais vendas para as marcas que fazem uso da ferramenta.

Vale lembrar que não se trata de uma ferramenta de marketing, mas de um modo de estudar o comportamento dos indivíduos e o processamento de informações pelo cérebro.

Por meio das análises e estudos neurológicos feitos pelo neuromarketing, é possível identificar e testar quais são as estratégias e técnicas que mais atraem e agradam o público.

A partir disso, é possível chegar a conclusões significativas a respeito do comportamento do público na hora de comprar ou se interessar por determinado tipo de marca ou produto.

Qual a sua importância?

O neuromarketing é de grande importância para quem deseja vender mais e, assim, aumentar os resultados de um negócio.

Primeiramente, já foi comprovado que 95% das ações dos seres humanos vêm do cérebro inconsciente — em outras palavras, diferentemente do que se possa imaginar, a tomada de decisões não é algo que acontece de forma lógica e racional.

Quando estamos diante da tomada de decisões no processo de compra, por exemplo, determinados estímulos ativam partes específicas do cérebro, ou seja, instinto e emoção se sobressaem.

Sendo assim, pode-se concluir que é praticamente impossível controlar como uma pessoa vai reagir diante de alguma publicidade, concorda?

Como, muitas vezes, esse tipo de reação não pode ser verbalizada, o neuromarketing entra como o principal responsável por estudar, analisar, interpretar e medir as reações inconscientes dos consumidores.

Tudo isso é feito com o auxílio da tecnologia avançada, permitindo que sejam captados indicadores neurológicos, psicológicos e até mesmo fisiológicos, que vão desde a atividade elétrica do cérebro aos batimentos cardíacos e a linguagem corporal do indivíduo.

No final, os dados obtidos podem servir como base para a criação de táticas e estratégias eficientes para conduzir o consumidor em potencial pelo funil de vendas.

Como aplicar o neuromarketing?

Nas tomadas de decisão

Sabe-se que o processo de tomada de decisão pelo consumidor é crucial para o sucesso ou fracasso de uma venda. Sendo assim, entender as influências do marketing nesse momento é fundamental para que sejam elaboradas estratégias que levem ao fechamento da compra.

O papel do neuromarketing aqui é mostrar, por exemplo, como fatores de eficácia da embalagem, o uso das cores (como veremos adiante), a eficiência do anúncio e até mesmo o ambiente da loja ou o leiaute de um site de e-commerce podem influenciar diretamente o modo como o consumidor realiza sua tomada de decisão.

Na publicidade

Todo investimento em publicidade carrega consigo alguns riscos. Contudo, é possível medir a eficiência dessa ação e aperfeiçoá-la a partir dos resultados, gerando maior possibilidade de retornos.

O neuromarketing, aqui, vai além das pesquisas tradicionais, avaliando pontos como o impacto emocional das suas campanhas no consumidor por meio da análise das reações cerebrais. Como consequência, é possível identificar quais elementos serão efetivos dentro de um contexto publicitário.

Lembre-se de que tudo isso é feito levando em conta o fato de que a publicidade atualmente age por meios inconscientes, prezando cada vez mais a discrição e buscando despertar no público a vontade inconsciente de consumir.

No branding

Já reparou que você instintivamente se lembra de uma marca quando vê determinadas cores juntas? A gigante norte-americana McDonald’s levou isso em conta para fortalecer e fixar a marca na mente do consumidor — afinal, é difícil ver algo vermelho e amarelo sem pensar no logotipo do restaurante, sentindo de quebra aquela vontade de comer um lanche.

Essas associações feitas por meio de cores, formas e demais tipos de linguagem são amplamente utilizadas no processo de branding, e o neuromarketing pode ser um grande aliado quanto à mensuração dos resultados, identificando as áreas afetadas no nosso cérebro quando somos expostos a determinada marca.

Já foi comprovado, por exemplo, que cores quentes como o vermelho, o amarelo e o laranja são responsáveis por desencadear a sensação de fome — por esse motivo, elas são tão utilizadas no logotipo de fast foods.

Na experiência online

É um fato que, hoje em dia, ter presença online sólida é fundamental para expandir os resultados de um negócio. As redes sociais são bons exemplos disso. Afinal, os perfis de empresas e marcas são cada vez mais comuns nessas plataformas.

Por meio da análise cerebral proposta pelo neuromarketing, é possível obter noções mais exatas sobre quais emoções são geradas durante a experiência online do consumidor.

Dessa forma, os conceitos constatados pelos resultados são transmitidos e redirecionados para algumas estratégias do âmbito digital como o marketing de conteúdo, por exemplo. Isso implica a criação de conteúdos cada vez mais valiosos para o público-alvo, capazes de gerar impacto no maior número possível de consumidores.

Neste artigo você aprendeu o que é neuromarketing e como ele pode ser aplicado em diversas situações, analisando o comportamento de compra do consumidor e, assim, identificando tudo aquilo que o leva a tomar decisões nesse momento. Interessante, não é verdade?

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