Gestão Hospitalar EAD: tudo o que você precisa saber sobre o curso

  • 10/abr/2018

Gestão Hospitalar EAD: tudo o que você precisa saber sobre o curso

Quando temos interesse por determinada área, a melhor coisa a se fazer é procurar saber tudo a respeito dela. Ou seja, para conhecer mais sobre o curso de Gestão Hospitalar EAD é preciso ler o máximo de informações a seu respeito.

Além de descobrir a composição da grade curricular e as habilidades que são requisitadas de um profissional, você fica por dentro de questões como o mercado de trabalho e as tendências do setor. Isso confere mais segurança na hora de tomar sua decisão e escolher uma carreira.

Então, para que perder tempo? Aproveite o conteúdo que desenvolvemos especialmente para que você se informe sobre esse assunto. Confira!

A faculdade de Gestão Hospitalar

Para muitos, essa área ainda é bastante misteriosa. A princípio, é possível imaginar que um gestor hospitalar deve ser o responsável por toda a administração de um hospital — o que o próprio nome indica.

A partir disso, surgem outras dúvidas como: que tipos de atividade devem ser desempenhados? Os hospitais são os únicos locais de trabalho? O que é preciso estudar para isso? Que tipos de curso estão disponíveis? Como está o mercado de trabalho? Quais habilidades são importantes?

Para responder a essas questões, podemos começar entendendo melhor sobre a faculdade de Gestão Hospitalar. No Brasil, existem basicamente três caminhos para quem quer se formar na área: fazer um curso técnico, superior ou uma especialização.

O primeiro, de nível médio, tem duração mínima de 1.200 horas (aproximadamente dois anos de curso) e oferece um diploma de técnico. É a opção de muitos estudantes do Ensino Médio, que decidem investir seu tempo livre para conquistar mais uma certificação e adquirir um diferencial no currículo.

Acontece que as responsabilidades de um técnico no ambiente hospitalar são limitadas e, para ocupar cargos mais altos, pode ser necessário uma formação mais completa. Nesse caso, é interessante optar pelo tecnólogo, que é um curso superior com carga mínima de 2.400 horas de aula (e que também dura em torno de dois anos).

Com essa graduação, o profissional já é considerado apto para coordenar uma instituição de saúde — seja ela um hospital público ou privado, uma clínica, um laboratório ou afins.

A outra alternativa para capacitar-se como gestor hospitalar é fazer uma pós-graduação na área. Mas, para isso, é exigido que o aluno já tenha algum diploma de Ensino Superior, por exemplo, em Administração.

Grade curricular

Embora cada instituição possa apresentar uma composição diferente, o curso superior de Gestão Hospitalar contempla algumas disciplinas essenciais para embasar o conhecimento do aluno, como:

  • Teoria Geral da Administração;

  • Gerência da Assistência em Saúde;

  • Sociologia da Saúde;

  • Administração da Produção em Saúde;

  • Direito e Regulação em Saúde;

  • Qualidade em Saúde;

  • Administração da Tecnologia em Saúde;

  • Estrutura de Estabelecimentos de Saúde;

  • Administração de Materiais;

  • Antropologia da Saúde;

  • Economia da Saúde.

Perfil do aluno

Depois de conhecer um pouco mais sobre as disciplinas que são estudadas, é hora de tentar identificar se você possui os interesses que costumam ser comuns aos alunos que fazem Gestão Hospitalar.

Para começar, exercer atividades gerenciais deve ser algo que o atrai. Isso envolve assumir grandes responsabilidades e dar o seu melhor para manter em alta a produtividade de um negócio — o que muitas vezes inclui ficar até mais tarde no trabalho, ter disponibilidade para viajar, enfrentar reclamações e pedidos etc.

Outro aspecto básico é demonstrar facilidade com a área da saúde. Ainda que você possa ficar a maior parte do tempo na frente de um computador, o gestor precisa ser uma figura presente no cotidiano do seu local de trabalho e não ficar “escondido” dentro de uma sala de escritório.

É dessa forma que ele consegue verificar o andamento dos serviços, reconhecer acertos e erros, sentir o clima organizacional, entre outros pontos valiosos para uma boa gestão. Para tal, deve se manter próximo da equipe e dos pacientes o quanto puder — o que aponta outras duas necessidades: ser acessível e sociável.

Modalidade EAD

Muitas vezes, a dificuldade que impede o aluno de estudar uma área específica como essa é a falta de oportunidades ao seu redor. Quando não há um curso disponível por perto, realmente fica mais difícil para quem não pode se mudar para outros locais.

Outro detalhe que geralmente tem um peso significativo nesse momento é se a pessoa já possui um emprego e precisa encontrar uma maneira de conciliar sua vida pessoal e profissional com a acadêmica. Uma rotina atribulada realmente exige um esforço maior.

Especialmente nesses casos, os cursos EAD são uma ótima alternativa. A educação a distância reduz as barreiras geográficas e garante maior autonomia para o estudante, fazendo com que a sua rotina seja mais flexível.

Mas é claro que a EAD não é destinada apenas para esses alunos. Na verdade, qualquer pessoa que tenha interesse em cursar Gestão Hospitalar de um modo prático e econômico pode optar por essa modalidade.

Vale a pena lembrar que a certificação nesse tipo de curso tem o mesmo reconhecimento e validade que a obtida no modelo presencial — desde que a instituição de ensino seja credenciada e siga os requisitos estabelecidos pelo Ministério da Educação (MEC).

Provas, exames e estágio

Uma das grandes vantagens de estudar a distância é que os ambientes virtuais de aprendizagem permitem que o conteúdo seja transmitido via internet para qualquer lugar e a qualquer hora, com qualidade e segurança.

Sendo assim, fica mais fácil realizar todos os exercícios, trabalhos, provas e exames propostos pelo curso. No entanto, é importante que a instituição cumpra a exigência do MEC de aplicar provas presenciais de tempos em tempos.

Isso garante maior confiabilidade ao processo, evita possíveis fraudes e ajuda a nivelar as duas modalidades (presencial e a distância). Diante disso, geralmente as faculdades disponibilizam pontos físicos espalhados nas suas regiões de atuação para que os alunos possam realizar as provas presenciais de forma mais conveniente.

Já o estágio em EAD segue regras semelhantes aos cursos tradicionais. Isto é, em muitos casos é obrigatório cumprir determinadas horas desse tipo de atividade supervisionada para conseguir o diploma.

O primeiro passo é imprimir um documento (que normalmente está disponível na área virtual do aluno) chamado Termo de Compromisso de Estágio. Então, a empresa empregadora faz as suas considerações sobre o período dessa experiência para que a instituição de ensino avalie e aprove (ou não) a obtenção do título.

O que cabe ressaltar nesse sentido é que, ainda que o estágio não seja obrigatório, deve-se considerar que essa é certamente uma fase de muito aprendizado para o estudante. Nem sempre as aulas conseguem contemplar todo o conhecimento necessário para atuar na área, sobretudo as questões mais relativas à prática profissional.

Logo, procurar uma oportunidade de estagiar no mercado de trabalho é uma das formas de aproveitar tudo o que a graduação pode oferecer, inclusive levando debates relevantes e atuais para as aulas e fóruns.

A hora certa de fazer a matrícula

Muitas pessoas ficam presas a algumas ideias e opiniões sobre esse assunto. Mas não há mais razões para achar que fazer faculdade é coisa de adolescente, não é mesmo?

Investir na sua capacitação profissional e dar maiores passos na carreira pode ser um desejo em qualquer idade. Nem sempre as oportunidades acontecem no mesmo tempo para todo mundo, por isso alguns se formam aos 20, outros depois dos 30, dos 50 e assim por diante.

Não existem limitações para quem quer dedicar o seu tempo para aprender algo novo. Inclusive, existem idosos que cursam sua primeira graduação depois da aposentadoria ou decidem aproveitar o tempo livre para adquirir uma nova capacitação.

A questão é que pensar nisso o quanto antes é capaz de abrir muitas portas na sua trajetória profissional. Nunca se sabe quando uma boa oportunidade pode aparecer, e perdê-la pelo fato de não ter um diploma é um tipo de falha que dá para evitar.

Com um pouco de planejamento, é possível organizar sua rotina e sua vida financeira para dar início a uma nova formação. Nesse aspecto, a EAD oferece muitas facilidades para que você dê um impulso na sua carreira como flexibilidade, baixo custo e facilidade de acesso. Enfim, nunca pense que é tarde, pois a hora certa é agora!

Expectativas do mercado

Antes de se informar sobre como anda o mercado de Gestão Hospitalar, vale saber o que ele espera de um profissional com essa formação. Além de um título e do conhecimento teórico, conhecer um pouco das funções práticas também é indispensável.

Dentre as principais atividades desempenhadas por um gestor hospitalar estão:

  • administrar o quadro de funcionários, priorizando o atendimento oferecido;

  • supervisionar toda a rotina e lidar com as questões burocráticas;

  • fazer o planejamento e o controle de compra dos materiais;

  • gerenciar os processos vinculados aos sistemas de saúde;

  • fiscalizar a manutenção dos equipamentos e de toda estrutura física;

  • cuidar de detalhes como a destinação correta dos resíduos;

  • solucionar quaisquer problemas relacionados ao funcionamento da rotina hospitalar naquela instituição;

  • fazer análises de desempenho e elaborar propostas para otimização de recursos.

De forma geral, trata-se de comandar todo o lado operacional e físico de uma empresa que presta serviços de saúde. Isso depende de muita dedicação para conhecer a fundo o funcionamento do local, sem deixar que nada passe despercebido e atrapalhe sua gestão.

A missão é complexa e desafiadora, mas os bons profissionais encontram o seu lugar no mercado de trabalho. O maior destaque no país fica para a região Sul e Sudeste, onde esse tipo de serviço ainda apresenta melhor infraestrutura e benefícios.

O que o profissional tem que ficar atento é que a área da saúde tem grande relevância e que as vagas não estão apenas nos hospitais. É possível encontrar ofertas em clínicas médicas, odontológicas, laboratórios, maternidades, casas de repouso e até mesmo spas.

Independentemente do segmento ou do tamanho, o importante é conseguir gerir bem os recursos que se tem em mãos. Aliás, nem é necessário ficar comprometido a somente uma organização. Muitos gestores optam por abrir empresas de consultoria especializada na área, que podem ser contratadas por diferentes clientes.

Quanto às perspectivas salariais, de acordo com o Guia de Profissões e Salários da Catho, a média atual da remuneração para o cargo de gestor hospitalar está em torno de R$ 5.421,16, o que pode variar de acordo com a região e o contratante.

Outras características relevantes que o guia aponta é que dos administradores hospitalares:

  • 39% são formados em Administração de Empresas;

  • 36% têm MBA ou outra especialização;

  • 33% têm inglês intermediário.

Isso aponta que a busca pelo conhecimento é um fator de relevância para o sucesso do profissional. Já o domínio de outro idioma (principalmente o inglês) é bastante recomendado para referências de estudo e contato com tecnologias estrangeiras.

Tendências em Gestão Hospitalar

O grande compromisso da área da saúde é aprimorar a experiência do atendimento proporcionado aos pacientes. A tecnologia vem contribuindo consideravelmente para isso, oferecendo facilidades que antes eram inimagináveis.

Embora essas mudanças ocorram de forma gradual, é essencial estar atento às tendências da área para não deixar o seu negócio obsoleto e ineficiente. Além do mais, ficar de olho nas novidades é uma maneira de ser um profissional mais inovador.

Veja a seguir alguns dos principais temas para os próximos anos.

Humanização

Ao mesmo tempo em que as ferramentas tecnológicas ganham espaço, o aspecto humano se torna cada vez mais um diferencial para a Gestão Hospitalar. Na realidade, em qualquer segmento essa tem sido uma tendência crescente.

Deixar o serviço padronizado como uma máquina é capaz de causar um distanciamento prejudicial. Ainda mais quando falamos em saúde, a busca pela proximidade do cliente é determinante para entender mais sobre suas necessidades e preferências — e, consequentemente, atendê-lo melhor.

Sua experiência deve ser agradável e acolhedora para que a empresa (no caso, o hospital, a clínica ou qualquer outro) ganhe um diferencial competitivo frente à concorrência. O tratamento humanizado e cuidadoso é o primeiro passo para ganhar a confiança e a fidelidade do paciente.

Medicina preventiva

Durante muitos anos, o grande foco do ramo da saúde era o tratamento de doentes ou acometidos por algum problema. Acontece que as pessoas perceberam que lidar com esse tipo de situação envolve muitos riscos e gera mais custos.

Por isso, a mentalidade vem mudando para reforçar a importância da medicina preventiva. Tratar de tópicos como mudanças de hábitos, manutenção dos exames de rotina e outros cuidados preventivos deve servir como um ponto de interação e aproximação do público, atraindo as pessoas que ainda não têm essa preocupação.

Big Data

Para quem não sabe, Big Data é um termo usado para se referir à possibilidade de coletar e analisar dados com precisão e praticidade. É um tipo de ferramenta que garante maior agilidade nesse processo, permitindo que as empresas consigam identificar melhor seus clientes e tomar decisões com base nesses dados.

Tais informações podem ser coletadas por meio de aplicativos, redes sociais, prontuários eletrônicos, resultados de exames, entre outros. Então, cria-se um histórico de cada paciente que facilita muito o relacionamento direto com ele (acessibilidade, comunicação etc.).

Lean Hospital

Metodologia já conhecida em hospitais de países como EUA, Canadá e Inglaterra, a Lean Hospital surgiu da filosofia desenvolvida pela Toyota — a fabricante automotiva japonesa — para a indústria de manufatura.

Sua ideia principal é produzir mais com menos, evitando desperdícios e otimizando os resultados. Essa busca constante pela qualidade tem o objetivo de promover maior eficiência para a instituição, independentemente do seu segmento de atuação. No caso da saúde, os termos mais utilizados são Lean Hospital ou Lean Healthcare.

Uma das propostas dessa abordagem é a implementação de atividades, oficinas, palestras e treinamentos que façam com que a equipe repense seu desempenho. Por exemplo, reavaliar o que fazer para otimizar pontos como a redução do tempo de espera para ser atendido, dos erros médicos ou das horas extras dos funcionários.

Tudo isso com o intuito de aprimorar a capacidade produtiva da empresa, reduzir custos e, principalmente, oferecer um serviço ainda melhor para os clientes. Sendo assim, um gestor hospitalar que trabalha com esse tipo de metodologia possivelmente entrega melhores resultados.

Qualificação profissional

Por fim, é preciso ter a consciência de que não basta fazer um curso para se tornar um profissional bem qualificado. Existem outras características e habilidades que ajudam a formar um profissional de maneira mais completa. Conheça algumas delas:

Liderança

A função de gerir um negócio normalmente está muito ligada à capacidade de liderança do gestor — ou seja, de lidar com as pessoas, motivar a equipe, resolver conflitos, fazer negociações, entre outros.

O responsável pela gestão deve ser um líder preocupado em administrar os seus recursos e oferecer um produto/ atendimento cada vez melhor ao seu público.

Para conseguir isso, dois aspectos cruciais são: ser um bom exemplo e exercer uma liderança participativa, que consiga envolver os colaboradores nas metas da empresa e promover o bem-estar no ambiente.

Pensamento estratégico

Se tem uma coisa que um gestor precisa fazer é lidar com problemas diariamente. Ele deve estar preparado para administrar imprevistos e traçar estratégias para solucionar essas questões de maneira consciente e ética.

Logo, características como visão sistêmica, raciocínio lógico aguçado e pensamento estratégico são favoráveis para quem deseja ocupar esse tipo de cargo. A ideia é oferecer caminhos e saídas para que os problemas não se transformem em grandes obstáculos para o funcionamento do negócio.

Organização

Se quiser ser um bom gestor, saiba que você terá que ser bastante organizado. Entre as suas funções, será preciso estabelecer metas, cumprir prazos, lidar com contratos, avaliar propostas e administrar uma infinidade de outras coisas.

Logo, se essa não for uma qualidade atual sua, busque maneiras de desenvolvê-la para que a desorganização não seja prejudicial para o seu trabalho. Ainda que a sua casa continue bagunçada, não deixe essa característica afetar a sua vida profissional.

Inteligência emocional

De fato, trabalhar com a área da saúde não é uma tarefa para todas as pessoas. Ainda que o contato do gestor não seja tão próximo quanto o de um médico ou enfermeiro, a fragilidade da vida é um ponto latente.

As situações são delicadas e desafiadoras, o que exige muito preparo psicológico e inteligência emocional. Especialmente quando falamos de cargos de liderança, a pressão é um componente muito presente.

Por isso, um grande diferencial é conseguir manter-se equilibrado psicologicamente para tomar decisões importantes que fazem parte do dia a dia.

Boa comunicação

Nenhum gestor é capaz de trabalhar sozinho. Sua atividade administrativa naturalmente envolvem outras pessoas — sejam elas o próprio quadro de funcionários, os fornecedores de materiais, as empresas parceiras etc.

Para lidar com tudo isso, é fundamental saber se expressar bem, representando os objetivos da empresa, mas também aprender a ouvir o outro. O seu comportamento como ouvinte pode ser muito significativo para que as pessoas considerem mais a sua fala, suas ideias e motivações.

Desse modo, não fique achando que apenas falar bem em público ou ser um profissional desenvolto faz de você um bom comunicador — é preciso envolver as pessoas e não apenas apresentar o seu ponto de vista.

Criatividade e inovação

Por último, uma habilidade que agrega muito valor é a capacidade de criar e inovar. A missão do gestor de otimizar recursos e processos requer soluções criativas e diferenciadas.

Seguir sempre os mesmos procedimentos provavelmente não vai levar a lugar nenhum, a não ser àquele em que você já se encontra. Portanto, procure desenvolver o seu lado criativo constantemente, buscando referências, lendo livros, estudando outros casos, fazendo cursos, entre outras maneiras que você julgar interessantes.

A ideia é permanecer em estado de construção. Nunca se dê por satisfeito ou acredite que você já é capacitado o suficiente para o seu cargo. Em uma área como a gestão, há sempre novos desafios que precisam ser vencidos a cada dia — e é bom estar preparado para eles.

Agora que você já conhece mais sobre o curso de Gestão Hospitalar EAD, basta se planejar para conquistar o seu diploma e avançar nessa carreira. Mas, se ainda tem dúvidas de como voltar aos estudos, não deixe de baixar o nosso e-book para aprender algumas dicas de como se organizar financeiramente para isso!