Saiba mais sobre o curso tecnólogo em Recursos Humanos

  • 06/abr/2018

Saiba mais sobre o curso tecnólogo em Recursos Humanos

O campo do desenvolvimento de pessoas nunca esteve tão em alta quanto atualmente. Em um contexto profissional, o setor de RH é vital para a captação e desenvolvimento de talentos, considerando os interesses das empresas e dos funcionários, promovendo incentivos, cuidando das relações trabalhistas, entre outras funções. Para isso, é preciso contar com uma formação específica — que pode ser o curso tecnólogo em Recursos Humanos.

É pensando nisso que, no artigo de hoje, falaremos um pouco mais sobre essa formação, abordando as funções do profissional de RH, como é o mercado e a faixa salarial e quais são as principais tendências da área. Vamos lá?

O que é o curso tecnólogo em Recursos Humanos?

O curso tecnólogo em Recursos Humanos é uma formação de nível superior, assim com a graduação, pós-graduação, MBA, especializações, entre outras.

A principal diferença é que, aqui, a duração da grade curricular é de 2 anos (ou seja, 4 períodos), fazendo do curso uma opção excelente para aqueles alunos que desejam se formar com rapidez, aprendendo conteúdos específicos para atuar na área, com bastante foco voltado para a prática.

O objetivo dessa formação é preparar devidamente o aluno para a atuação profissional adequada às novas perspectivas e exigências do mercado de trabalho na área de Gestão de Recursos Humanos. Para isso, são ofertadas disciplinas como: ​

  • Diversidade e Cultura Organizacional;

  • Fundamentos de Marketing;

  • Fundamentos de Direito;

  • Gestão Estratégica de RH;

  • Recrutamento e Seleção;

  • Práticas de Administração de Pessoal;

  • Cargos, Carreiras e Remuneração;

  • Gestão de Clima Organizacional e Tomada de Decisão;

  • Treinamento e Desenvolvimento de Pessoas;

  • Relações Trabalhistas e Negociações Sindicais.

O que faz um profissional dessa área?

O gestor de Recursos Humanos possui um papel estratégico e indispensável dentro de uma empresa.

Isso porque é ele quem vai reter, atrair e desenvolver os talentos adequados para cada segmento, coordenando processos e mensurando os resultados. Em suma, são essas algumas das principais funções desse profissional:

  • realizar e gerenciar processos de seleção;

  • treinar e desenvolver talentos;

  • cuidar do clima organizacional;

  • promover a cultura da empresa;

  • elaborar políticas e estratégias;

  • cuidar das relações trabalhistas;

  • diminuir o turnover (ou rotatividade de profissionais).

Para garantir que essas tarefas sejam cumpridas com excelência e que a organização tenha os recursos necessários para alcançar seus objetivos, é fundamental que o time de RH seja composto por profissionais competentes e com uma grande bagagem de conhecimento, daí a importância de uma boa formação na área.

Como é o mercado e a faixa salarial?

Embora se possa afirmar que o mercado de trabalho em geral anda cada vez mais competitivo, exigente e difícil, a perspectiva de retomada da economia promete notícias positivas para diversos setores, entre eles, o de Recursos Humanos.

Para se dar bem nesse sentido, o profissional precisa estar por dentro das principais tendências da área.

Além disso, a tendência é que o mercado passe a priorizar aqueles talentos com características mais analíticas e que as vagas exijam candidatos que saibam, além das funções já citadas no item anterior, fazer um bom planejamento financeiro e dominar a gestão de remunerações e benefícios.

A remuneração dos profissionais de Recursos Humanos é considerada satisfatória, no entanto, para se destacar perante os demais e garantir o seu espaço, investir em formações e qualificações é fundamental. Abaixo, listamos uma média salarial por cargo, de acordo com o Guia da Carreira:

  • Supervisor de Recursos Humanos: R$ 3.108,00

  • Coordenador de Recursos Humanos: R$ 4.521,00

  • Gerente de Recursos Humanos: R$ 7.591,00

  • Diretor de Recursos Humanos: R$ 22.303,00

Quais são as principais tendências da área?

Mídias sociais para a captação de talentos

Não é segredo algum que os candidatos de um processo seletivo e até mesmo aqueles que já trabalham dentro da empresa em questão têm seus perfis nas redes sociais analisados pelos gestores de RH. Postagens indevidas já foram, inclusive, motivo para a demissão justificada.

Contudo, a tendência é que as redes sociais se tornem também um ambiente de captação de talentos.

A geração atual enxerga essas plataformas como uma extensão de suas habilidades e personalidades, portanto, se dedica a tornar seus perfis digitais em verdadeiros currículos ou portfólios repletos de competências — isso vem otimizando o trabalho em recrutamento para os gestores de RH, desde que haja o devido cuidado em relação à análise.

Carreira em W

A evolução de um funcionário dentro de uma empresa, até pouco tempo atrás, se dava em formato de Y. Isso quer dizer que, assim que esse colaborador se destacasse e adquirisse determinado nível de experiências, ele tinha apenas duas escolhas: se tornar gerente ou técnico.

O que fez com que isso mudasse foi a complexidade de várias organizações e a forte demanda da geração atual, que não se sente satisfeita ao ter que se encaixar nessas categorias.

Foi criado então o modelo de carreira em W. Essa metodologia não possui limitações, se tratando de uma opção para unir talento operacional e habilidades de coordenação.

Aqui, os profissionais podem crescer na direção que quiserem, desde que atendam o perfil e as exigências do cargo. Tudo isso deve, então, ser gerenciado pelo gestor de RH, de modo a unir as necessidades do funcionário e da empresa.

Promoção à qualidade de vida

A tendência é que o setor de RH passe a estreitar os laços com as equipes de segurança no trabalho, com o objetivo da promoção à saúde e à qualidade de vida do funcionário.

Aqui, podem ser implementadas políticas como a de incentivo à alimentação saudável e à prática de exercícios físicos por meio de benefícios, além das pausas para alongamentos no dia a dia e até mesmo remodelações no ambiente de trabalho que deixam o espaço mais clean e agradável.

Dessa forma, os colaboradores ganham em bem-estar e a empresa diminui a quantidade de afastamentos por doenças — sem falar que tudo isso é bem-visto pelos funcionários e candidatos, tornando a companhia atraente e fazendo dela um bom lugar para se trabalhar.

Mobilidade no trabalho

O home office é uma prática que se tornou bastante comum entre as empresas, bem como a contratação de freelancers para determinada demanda, sem vínculos empregatícios institucionais.

Essa realidade é possível graças à ascensão da internet, da tecnologia e dos dispositivos móveis — e é papel do gestor de RH ficar antenado quanto a tudo isso.

E então, entendeu como é um curso tecnólogo em Recursos Humanos? Como você pode perceber, a área precisa de profissionais altamente qualificados e aptos a cumprirem suas funções com excelência, e contar com uma formação como essa é certamente uma boa escolha.

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