7 técnicas de estudo que funcionam até para quem não tem o hábito

  • 20/out/2017

7 técnicas de estudo que funcionam até para quem não tem o hábito

Não importa se você decidiu fazer vestibular agora ou se já está cursando uma graduação, estudar vai ser uma constante na sua vida daqui para frente. E nós sabemos como é extenuante a rotina de trabalhar, cuidar da casa e da família e não deixar os estudos atrasarem.

Para ajudar você nessa jornada, preparamos este post com 7 técnicas de estudo que não são muito comuns, mas que funcionam mesmo com quem ainda não adquiriu o hábito.

Acompanhe, aplique estas técnicas no seu dia a dia e descubra que você nasceu para estudar!

1. Separe as matérias em blocos de estudo

Tudo bem, essa primeira técnica é bastante comum. No entanto, ela é tão poderosa, que não há motivo para deixá-la de fora da lista. O principal objetivo dela é fazer com que seu cérebro desenvolva resistência e aguente mais tempo estudando.

Partindo do princípio de que a monotonia prejudica a atenção, variar as matérias estudadas faz com que seu cérebro recarregue o foco a cada mudança.

Cuide, apenas, para que você não intercale assuntos muito similares. Estudar 50 minutos de trigonometria e, em seguida, mudar para funções não vai ter o mesmo efeito que alternar entre matemática e português.

2. Estude a partir de exercícios

Pode ser com os exercícios dados pelo professor em sala de aula, pode ser com questões retiradas da internet ou, até mesmo, enunciados feitos por você. Responder questões fará com que você perceba qual parte do conteúdo ainda não domina e, então, poderá revisá-lo a partir daí.

Além disso, testar seus conhecimentos provoca a mente a fazer as conexões necessárias para chegar à resposta, o que auxilia a manter a lembrança do assunto viva.

No entanto, não adianta fazer exercícios a respeito do que você ainda não conhece. Por isso, as primeiras leituras e releituras são fundamentais — e é sobre elas que vamos falar a seguir. Acompanhe!

3. Elabore mapas mentais

Os mapas mentais são uma forma bastante lúdica de estimular o cérebro. Para quem tem memória fotográfica, eles são ideais, já que posicionam o conteúdo de forma espacial na página, trazendo informações adicionais, como cores e ilustrações. Mas, mesmo que sua memória não funcione assim, essa técnica pode ser muito útil.

O segredo está no processo de desconstrução do conteúdo. Antes de criar as entradas do mapa, você precisa decidir que palavras resumem e representam o conceito que você acabou de estudar. Ou seja, você fará, obrigatoriamente, um processamento da informação na sua mente, o que ajuda não apenas a memorizar, mas também a identificar partes que não foram bem compreendidas.

Vá criando o mapa conforme a leitura do conteúdo. Depois, acrescente notas e tente interligar assuntos já estudados com as informações que você selecionou.

4. Grave sua própria explicação

Poderíamos falar sobre os benefícios de ler trechos e resumos em voz alta. No entanto, alguns estudos sugerem que esse método não tem tanta eficácia quanto se pensava.

O que ajuda, e muito, a compreender e memorizar o conteúdo é ensiná-lo a outra pessoa. E se essa outra pessoa fosse você mesmo? Por isso, a sugestão é que você faça uma gravação (com algum aplicativo de celular) como se estivesse explicando a matéria com as suas palavras para outra pessoa ouvir.

Organizar o conteúdo estudado com o seu próprio vocabulário já tem efeitos muito maiores do que a simples leitura, e cuidar para que outras pessoas consigam entender o assunto por meio do que você diz estimula a memorização de um jeito completamente diferente. Além disso, você ainda fica com um registro para ouvir mais tarde, no trânsito, por exemplo.

Troque explicações via mensagens de áudio

Se você possui colegas que estão estudando as mesmas disciplinas, experimente criar um grupo para enviar e receber explicações dos conceitos estudados via mensagem de áudio. Além de auxiliar outros e de receber auxílio, você pode estimular o debate — quando discordar de alguma explicação, por exemplo — que é uma ferramenta incrível para o aprendizado.

5. Faça fichamento dos textos

Realizar o fichamento de um texto lido tem um conceito parecido com a dica acima. No entanto, ele estimula partes diferentes do cérebro ao se relacionar com a escrita. Dê preferência para fichamentos feitos à mão, uma vez que escrever no computador não tem o mesmo impacto para a memória.

Fazer esse fichamento pode ser trabalhoso, mas o esforço é recompensado com o entendimento aprofundado do texto. Para fazê-lo, siga o passo a passo que preparamos para você:

  • comece escrevendo o título e o nome do autor ou autora;
  • em seguida, faça um resumo do conteúdo, com as suas próprias palavras;
  • após isso, selecione trechos importantes do texto e os copie para a ficha (aqui, você vai precisar selecionar bem os momentos-chave do texto para não perder tempo, e isso vai auxiliá-lo a compreender ainda melhor o conteúdo);
  • por último, abaixo de cada trecho copiado, explique com suas próprias palavras por que você o selecionou e o que você aprendeu com ele.

Recorra a esse fichamento sempre que tiver de retomar o texto ou conteúdo em questão.

6. Estude em grupos

Ter um grupo de estudos pode ser mais benéfico para algumas pessoas do que para outras. Você precisa descobrir qual é o seu caso — e só conseguirá experimentando.

Ao se reunir para estudar determinado assunto, naturalmente surgirão dúvidas que você nem achava que tinha. Você também poderá ampliar seus conhecimentos tentando elucidar alguns pontos para seus colegas.

Sem contar que o convívio social deixa a prática mais leve, removendo um pouco da pressão do estudo solitário, o que pode trazer grandes benefícios.

7. Evite técnicas de estudo que não funcionam

Essa dica é fundamental: uma vez que você percebeu que algum desses métodos não funciona para você, não pense duas vezes e elimine-o. Cada pessoa tem o seu jeito de aprender, e cabe a você descobrir o seu.

No entanto, existem algumas rotinas bastante comuns que a maioria dos estudantes perde tempo fazendo e que não possuem efeito real. Separamos duas delas, para que você possa eliminá-las da sua vida:

Grifar sem critério

É lindo ver um texto todo grifado e colorido. Isso nos dá a sensação de que o investigamos a fundo, não é mesmo? Mas é apenas uma sensação.

Grifar para tentar destacar algum trecho na esperança de que o cérebro vá memorizá-lo apenas por estar com cor diferente é tão inútil quanto não grifar nada.

Antes de passar o marcador, pergunte-se o motivo de estar selecionando a passagem e o anote. Acostume-se a fazer pequenas anotações próximas aos grifos, explicando a si mesmo a real importância daquele trecho.

Assim, você vai aprender a hierarquizar as informações dentro do texto e a selecionar o que é importante e o que é complemento.

Reler o texto

Reler é importante, mas apenas reler é inútil. Você deve voltar ao texto somente após tê-lo trabalhado por meio de algumas das dicas que apresentamos neste post. Isso provocará uma releitura aprofundada e mais crítica.

Saber estudar é o maior diferencial do bom aluno. Se você gostou das técnicas de estudo que preparamos e acha que elas serão realmente proveitosas, compartilhe este post nas suas redes sociais e ajude mais gente a adquirir o hábito de aprender!