Guia: o que você precisa fazer para passar no Enem

  • 28/mar/2018

Guia: o que você precisa fazer para passar no Enem

Saber como se preparar para estudar e passar no Enem é um desafio para muitas pessoas. Afinal de contas, com o tempo corrido por conta do trabalho, os cuidados com a casa e outras atividades diárias, nem sempre é fácil colocar as matérias em dia e assimilar aquilo que se lê, especialmente quando faz bastante tempo desde a última vez em que você teve contato com determinado assunto.

Para completar, há a pressão do mercado de trabalho que cada vez mais exige profissionais com uma formação superior — o que coloca em risco sua ocupação atual e as chances de conseguir uma promoção. Com tudo isso, se torna ainda mais importante conseguir um bom resultado nesse exame e ingressar numa faculdade, não é mesmo?

Por essa razão, preparamos um post com tudo o que você precisa saber a respeito dessa avaliação e como se preparar adequadamente para ela. Acompanhe!

Entenda o Enem

Tem dúvidas sobre como surgiu o exame, a estrutura dele, para o que ele pode ser utilizado e o que é a famosa metodologia TRI aplicada durante a correção da prova? Então, para começar, está na hora de ficar por dentro de todos esses assuntos. Acompanhe:

Como surgiu o Enem?

Criado em 1998 pelo MEC como instrumento para avaliar o desempenho escolar dos alunos, o Exame Nacional do Ensino Médio evoluiu ao longo dos anos e se tornou a porta de entrada para o ingresso de milhões de pessoas no ensino superior, sendo aceito por dezenas de universidades públicas e particulares em todo o país.

Hoje, ele é o principal exame aplicado em nível nacional e o responsável por permitir que todos os concorrentes tenham mais possibilidades de fazer uma graduação.

A razão disso é que você não apenas pode utilizar sua nota para concorrer às vagas das faculdades da sua cidade, como também as de outros municípios e estados.

Como é a estrutura do exame?

O exame é dividido em redação e mais quatro áreas de conhecimento:

  • Ciências Humanas e suas Tecnologias;

  • Ciências da Natureza e suas Tecnologias;

  • Matemática e suas Tecnologias;

  • Linguagem, Códigos e suas Tecnologias.

Cada uma delas é divida em blocos de 45 questões (que, juntas, somam 180) e são aplicadas em dois domingos consecutivos. No primeiro, os estudantes realizam a redação (com um tema que só será revelado na hora que estiverem em posse da prova) junto com a prova de Linguagem, Códigos e suas Tecnologias e de Ciências Humanas e suas Tecnologias; enquanto, no segundo domingo, fazem as outras duas.

O que é a TRI?

Muita gente que se inscreve para o Enem não sabe, mas desde 2009 é adotada na correção de cada questão da prova a Teoria de Resposta ao Item (TRI). Essa metodologia nada mais é do que uma série de formulações matemáticas que determinam uma escala de dificuldade das perguntas.

Assim, as 45 questões de cada um dos blocos são dispostas de forma aleatória com um nível específico de complexidade para identificar os concorrentes que, de fato, têm conhecimento sobre os assuntos abordados e aqueles que estão acertando apenas na sorte — penalizando este último grupo com uma pontuação inferior.

“Mas como é possível que haja essa distinção?”, você deve estar se perguntando. Acontece que, segundo a TRI, o adequado é que o estudante responda corretamente em maior número as perguntas consideradas fáceis e medianas e em menor proporção as que são tidas como difíceis.

Contudo, se ocorre uma inversão desse caminho e você acerta só as difíceis errando as demais, é detectado que há algo anormal na sua forma de assinalar os itens. A partir disso, é feito um cálculo automático que reduz a sua nota mediante esse seu desempenho fora da reta.

Para que a nota do Enem pode ser usada?

O primeiro uso da nota obtida no Enem, é claro, é para se inscrever no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O motivo disso não poderia ser outro, já que é por meio dele que é possível ter acesso às universidades públicas do país que aceitam o Enem e às respectivas vagas que elas oferecem.

É também nesse sistema que são divulgadas as notas de corte para entrar em cada curso e a sua classificação final. Já para as universidades particulares, por sua vez, você pode ingressar de forma direta quando a instituição aceita essa alternativa ou utilizar o resultado obtido para pleitear um aporte financeiro quando seu orçamento não permite arcar com os custos da mensalidade.

Dois dos mais conhecidos são concedidos pelo Ministério da Educação: o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa Universidade para Todos (ProUni).

O primeiro, como o nome já deixa claro, é um financiamento que fornece uma linha de crédito ao aluno e que é pago tanto no decorrer da graduação quanto após a obtenção do diploma. Já o segundo trata-se de uma bolsa concedida pelo MEC que pode ser parcial ou total.

Porém, é preciso estar atento ao regulamento tanto de um quanto de outro para cumprir com os requisitos que envolvem prazos para inscrição, nota mínima no Enem, renda familiar etc.

Encontre tempo para estudar

Depois de entender o funcionamento do Enem e conhecer as particularidades dele, é hora de organizar a rotina para estudar e alcançar um bom resultado. Contudo, é justamente aqui que várias pessoas apresentam uma grande dificuldade e se veem em um “beco sem saída”.

A razão disso é que muitas já trabalham e participam de diversos compromissos durante o dia a dia que tomam não apenas os períodos matutino e vespertino como, em alguns casos, até o noturno. Logo, o tempo, ou melhor, a falta dele, se torna um empecilho para alguns se aprofundarem como gostariam na leitura, realização de exercícios e afins.

Portanto, antes de começar a estudar, traçar um planejamento e adotar diferentes técnicas, pare e encontre os períodos em que você vai poder se dedicar aos estudos. Pode ser uma hora durante todas as noites, uma hora e meia nas terças e quintas pela manhã ou duas horas exclusivamente aos fins de semana.

Fica ao seu critério definir o que é melhor para si de acordo com a sua realidade e necessidades (como os pontos fracos que precisa melhorar naquela matéria mais complicada).

Entretanto, lembre-se: não é a quantidade de horas que vai definir o quanto você vai aprender, mas sim a maneira que elas são usadas para assimilar o conteúdo, tirar dúvidas, se aprofundar sobre tópicos mais detalhistas e por aí vai. Ou seja, é a qualidade delas. Entendido?

Saiba por onde começar seus estudos

Definiu quais serão os períodos que você terá para estudar sem comprometer sua rotina profissional e demais afazeres? Ótimo. Agora é o momento de colocar algumas dicas em práticas para começar os seus estudos. São elas:

Escolha um ambiente tranquilo para ler

Desenvolver o hábito de leitura é um ponto muito importante para passar no Enem, uma vez que o exame conta com 180 questões em que a capacidade de interpretação é necessária para não cair em armadilhas que pegam os mais desavisados e pouco preparados para encarar enunciados extensos — especialmente nas provas de Linguagem e Ciências Humanas.

Por isso, escolha um ambiente tranquilo no seu lar, em um parque ou uma biblioteca, para ler livros, apostilas, entre outros materiais, e principalmente treinar a sua capacidade de assimilar mais informações sem precisar reler várias vezes a mesma pergunta. Isso será uma grande vantagem ao seu favor.

Monte um cronograma

Estabelecer um cronograma é essencial para que você não se atenha apenas às matérias em que tem mais afinidade e deixe de lado justamente aquelas em que precisa se empenhar mais por não dominá-las.

Por esse motivo, faça um planejamento dos conteúdos que você verá semanalmente — sempre dividindo o tempo de forma igualitária entre eles. Além disso, quinzenalmente, marque uma data para ser o momento do tira-teima. Isto é, o dia para revisar aquelas questões ou tópicos envolvendo os assuntos em que você teve mais dificuldade e atestar se, de fato, você os assimilou ou não.

Considere diferentes formas de estudar

Outra dica bastante útil é analisar diferentes formas de estudar para encontrar aquela que mais se encaixa com o seu perfil e os seus interesses.

Basta lembrar que é possível ler, resolver exercícios e treinar dissertações sozinho, em grupo com outras pessoas que vão prestar o Enem, com o auxílio de um professor particular, em um curso preparatório para o vestibular ou por meio de aulas em uma plataforma online, por exemplo.

Portanto, faça alguns testes e veja em qual formato você sente mais confortável, além, é claro, de ter um ganho considerável no que diz respeito à sua concentração e à sua disposição.

Descubra a melhor técnica para você passar no Enem

Uma vez que você começou a se planejar para estudar, pode (e deve) incluir técnicas que vão facilitar o seu aprendizado e deixá-lo mais preparado para enfrentar os desafios da redação e dos cadernos de questões do Enem. Abaixo, nós reunimos quais são essas técnicas de estudo. Veja:

Elabore resumos

Elaborar resumos das matérias por meio de fichas, questionários ou mapas mentais, por exemplo, é uma excelente técnica para compreendê-las com mais facilidade e treinar a sua capacidade de fazer associações de forma mais orgânica e rápida entre fórmulas, dados e conceitos.

Por isso, ao estudar, sempre tome notas com as suas próprias palavras do que acabou de ler e, em seguida, organize-as visualmente da forma que achar mais eficiente para aumentar a fixação de pontos-chave que podem ser cobrados no Enem.

Realize simulados

Fora montar resumos, não deixe de fazer simulados, pelo menos, duas vezes ao mês. Você pode se programar para responder as edições anteriores do exame em dois domingos consecutivos e no mesmo período determinado para cada dia — 5 horas e 30 minutos para o primeiro, e 4 horas e 30 minutos para o segundo — tal qual acontece durante a realização das provas oficiais.

Com isso, você se acostuma a resolver as questões de acordo com o prazo estabelecido, se programa para ver qual ordem seguir (se começa com a prova de Linguagem ou de Ciências da Natureza, por exemplo) e se está destinando muito ou pouco tempo para a redação.

Aliás, quanta a esta última, vale a pena pesquisar os assuntos mais falados na mídia naquele mês e treinar justamente sobre os que você tem menos aptidão para falar a respeito. Essa é uma forma de ampliar sua capacidade dissertativa e de se preparar para ter que lidar com um tema oficial que seja totalmente diferente do que é esperado — algo que tem acontecido nos últimos anos.

Cuide da sua saúde mental

“Como fazer para estudar em casa? Quais as médias necessárias para entrar na universidade? Como saber se minha nota no Enem é suficiente? E se eu não passar no vestibular?” — essas são apenas algumas das diversas perguntas que não saem da cabeça de quem vai fazer o Enem.

É um processo constante de pressão e cobrança ao qual muitos vestibulandos se autocolocam sem perceber. Porém, uma boa parte entra em um ciclo vicioso de estresse, ansiedade, irritação e medo que impacta diretamente o psicológico.

Por conta disso, gera-se um desgaste tão grande que não importa o quão boas são a rotina de estudos e as técnicas aplicadas, pois o aprendizado fica estagnado, o conteúdo se torna mais complicado de assimilar e só crescem a desmotivação e a certeza de um fracasso iminente.

É por esse motivo que você não pode descuidar da sua saúde mental, pois ela é indispensável para que você que consiga cumprir com eficiência seu planejamento e alcance seu objetivo de entrar no ensino superior. Pensando nisso, reunimos algumas dicas que vão ajudá-lo nessa missão. Veja:

Tenha uma rotina de descanso

A primeira dica trata-se de descansar adequadamente. Afinal, é durante o sono que recuperamos nossa energia e o nosso organismo atua em diversas funções para o correto funcionamento dos órgãos e sistemas do nosso corpo (incluindo a regulagem do relógio biológico e a correta operação das atividades cerebrais, como a memória).

Por isso, busque ter uma rotina de, pelo menos, oito horas diárias de sono até mesmo no sábado e no domingo. Você verá como, em pouco tempo, sua disposição para os estudos será maior.

Faça atividades físicas

Além de dormir bem, é fundamental praticar alguma atividade física. O motivo disso? Simples: ao malhar ou fazer um esporte, há uma maior liberação de hormônios, como a endorfina e a serotonina, que promovem o relaxamento, a sensação de felicidade e o bem-estar.

Com isso, você fica menos suscetível aos efeitos do estresse e da ansiedade sobre seu corpo e principalmente sobre a sua mente!

Pratique um hobby

Por último, separe um tempo para realizar um hobby, como ir ao cinema, ver uma série de TV ou preparar um almoço para toda a família no final de semana.

Essas atividades, por mais corriqueiras que possam parecer, são necessárias para manter a sua saúde mental e evitar que você fique fadigado por se dedicar exclusivamente a estudar — o que pode levá-lo a procrastinar e até mesmo a perder o interesse em aprender (especialmente as matérias nas quais tem mais dificuldade).

Saiba lidar com os dois cenários: aprovação e reprovação

Ao se preparar para passar no Enem, é importante que você não apenas adote as nossas dicas e entenda como é a estrutura do exame (e para o que ele pode ser utilizado), mas também analise os diferentes cenários possíveis ao receber suas notas para lidar da melhor maneira, seja com a aprovação ou com a reprovação.

Isso porque o seu resultado final não depende exclusivamente do quanto você estuda, pois há outros aspectos que podem influenciá-lo, como é o caso da Teoria de Resposta ao Item (TRI) e do estado da sua saúde mental tanto durante a rotina de estudos quanto na hora da realização das provas — assuntos dos quais já falamos ao longo do texto.

Além disso, as chances de entrar no ensino superior são bastante relativas visto que são a soma de diversos fatores que podem ou não aumentá-las, como o curso que será escolhido, a concorrência que ele terá vs. a quantidade de vagas disponíveis, a procura por uma determinada instituição que está em alta etc.

Portanto, é necessário que você tenha objetivos bem definidos e esteja preparado para lidar com diferentes situações de forma calma e, acima de tudo, estratégica. Um exemplo é pensar em mais de uma opção de graduação e que tenham áreas de atuação afins, como Pedagogia e Psicologia, antes de se inscrever no Sisu.

Afinal, o sistema já trabalha visando a seleção de duas opções de curso que podem ser alteradas por você a qualquer momento até o final do processo. Sem mencionar que ainda há a alternativa de concorrer em ampla concorrência para as vagas ou de disputá-las na modalidade de cotas.

Conheça alternativas para entrar na faculdade

Que o Enem se tornou o principal (e mais concorrido) meio de entrar no ensino superior isso você já sabe. Porém, ele não é o único caminho existente para quem deseja alcançar esse objetivo! Existem outras diferentes formas de entrar na faculdade — e conhecê-las é essencial para aumentar o seu leque de oportunidades.

Por essa razão, ao pesquisar por insitituições que ofereçam o curso no qual deseja se graduar, sejam elas públicas ou particulares, é importante que você se informe sobre as opções de ingresso para novos estudantes.

Em muitas delas, por exemplo, é ofertado o vestibular tradicional — que é elaborado pela própria instituição — paralelamente ao Exame Nacional do Ensino Médio. Além disso, há aquelas que contam com mais alternativas para atender suas necessidades e disposição de tempo, como o vestibular agendado e o vestibular a distância.

Aliás, por falar em tempo, são inúmeras as pessoas que se perguntam como vão fazer uma boa faculdade quando já têm a rotina bastante atarefada. Afinal, muitas já trabalham para colaborar com a renda familiar e outras, inclusive, já têm filhos.

Por conta disso, ficam receosas em não conseguir conciliar a vida acadêmica com a pessoal e a profissional e acabar desperdiçando a oportunidade de investir na própria formação. Se esse também é o seu caso, saiba que não existe somente a modalidade de ensino presencial.

Ao contrário, você pode contar com a educação a distância (EAD) para se graduar e alavancar a sua carreira, alcançando, assim, prestígio social, retorno financeiro e tranquilidade profissional.

Isso porque o curso a distância lhe permite ter mais autonomia para organizar seus estudos e o período em que se dedica às aulas, visto que os horários são flexíveis, o conteúdo está sempre disponível online e não é preciso ir até um local pré-determinado para ter contato com o professor e os demais alunos. Você pode fazer isso virtualmente a partir da sua casa ou do lugar que desejar.

Ótimo, não é? Porém, as vantagens dessa opção não acabam aí, já que o valor da mensalidade é reduzido, se comparado ao formato presencial, e o diploma que você recebe ao se formar não possui absolutamente nenhuma diferenciação daquele recebido por quem se gradua presencialmente. Ele é igualmente reconhecido pelo MEC e aceito no mercado de trabalho.

Não se esqueça do que é melhor para você

Para finalizar o nosso post, vale a pena ressaltar que essa prova é, sim, um bom instrumento avaliativo dos seus conhecimentos, mas que não deve ser usado para definir quem você é, especialmente se voltou a estudar para o ENEM depois de anos depois da escola. Como dissemos, há muitos fatores que influenciam o resultado final. Portanto, não se apegue a ele!

Outro ponto importante é que você deve pesar os prós e os contras do modelo de ensino presencial, ainda mais quando não dispõe de muito tempo e já está na ativa no mercado de trabalho. Lembre-se de que uma graduação EAD pode ser exatamente o que precisa para complementar sua formação e dar um passo decisivo para mudar sua carreira.

Agora que você já tudo sobre o Exame Nacional do Ensino Médio, é hora de se preparar com o auxílio das nossas dicas para ter disciplina para estudar em casa e garantir um resultado que lhe permita ingressar no ensino superior e/ou conseguir o Fies ou ProUni.

Contudo, nunca se esqueça que passar no Enem não é o fim a ser alcançado, mas sim um dos meios possíveis para entrar na faculdade (que é o seu verdadeiro objetivo)!

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