Saiba como o ensino superior vai ajudar você a tomar melhores decisões

  • 25/out/2017

Saiba como o ensino superior vai ajudar você a tomar melhores decisões

Uma graduação não proporciona apenas o conhecimento relativo à área estudada. Durante o curso, você vai aprimorar hábitos como disciplina e foco, além de aprender novas formas de ver o mundo, seja por meio dos autores estudados, seja por meio do contato com colegas e professores. Acima de tudo, um bom ensino superior vai capacitar você com mais ferramentas para tomar decisões.

Uma pessoa comum toma milhares de decisões ao longo de um único dia. Desde a escolha do momento e da velocidade com que atravessa a rua, passando pelo que comer ou evitar, até decisões relacionadas à sua segurança (“Passo ou não passo por esta rua perigosa?”).

Algumas dessas decisões são inconscientes. No entanto, principalmente dentro do ambiente de trabalho, é necessário tomar decisões que tragam resultados positivos. Nesse caso, busca-se racionalizar o dilema, combinando fatores como experiência de vida, conhecimentos técnicos e visão de futuro. Para esse tipo de tomada de decisão, a graduação — e tudo o que vem com ela — é um fator imprescindível.

Para compreender como o ensino superior pode ajudar você a tomar decisões com maior segurança, acompanhe o nosso post!

Como nosso cérebro age ao tomar decisões?

Antes de tudo, é necessário fazer uma pausa para refletir: o que significa tomar uma decisão? A ciência tem realizado uma série de esforços na tentativa de compreender como nosso cérebro processa as informações de forma que nos permita concluir qual a escolha mais acertada.

É sabido que muitas decisões não passam por um processo de racionalização (como remover rapidamente a mão quando em contato com o fogo), pois elas são fruto de mecanismos de defesa ou de automação de tarefas (a troca de marchas do carro, a descida de uma escada, por exemplo).

Também já foi comprovada a confluência de fatores como a emoção, a memória, a cognição e a atenção nas decisões mais complexas. Em geral, nosso cérebro combina informações para decidir pela opção mais proveitosa, salvo quando há alguma disfunção nessas áreas.

Ou seja, decidir não é apenas escolher entre opções apresentadas, mas é uma tarefa complexa que envolve experiência de vida e a capacidade de visualizar o todo.

Que fatores influenciam a tomada de decisão?

Dois fatores se destacam nas pesquisas como influenciadores na tomada de decisão, não porque tenham maior ou menor efeito, mas por serem tão comuns que não há quem já não tenha experimentado sua influência.

Estresse

O primeiro deles é o estresse. Um dos maiores males da nossa era, o estresse é fruto da capacidade humana de visualizar riscos hipotéticos e, antes mesmo que ocorram, sofrer por eles. Ele é a resposta a esse risco, uma reação biológica que coloca mente e corpo em alerta máximo.

Em determinado nível, ele é benéfico, funcionando como um estímulo extra, ampliando a capacidade de atenção e reduzindo o tempo de resposta. No entanto, permanecer em estado de alerta o tempo todo tem efeitos devastadores no organismo e pode levar a depressão ou ataques cardiovasculares.

O efeito do estresse na tomada de decisão também tem dois lados: em níveis saudáveis, auxilia a ampliar o olhar e pensar mais rapidamente. Porém, em níveis exacerbados, pode impedir que você dê a mesma atenção aos prós e aos contras ao avaliar decisões.

Buscando se ver livre da pressão, a mente supervaloriza os benefícios de se tomar determinado caminho, aumentando as chances de você optar por ele sem pesar todos os fatores.

Excesso de opções

Por mais curioso que seja, ter muitas opções para escolher também pode paralisar o indivíduo.

Um estudo realizado por Marco Francesconi, da Universidade de Essex, e Alison P. Lenton, da Universidade de Edimburgo, investigou homens e mulheres em speed dates (encontros rápidos entre desconhecidos, prática muito comum nos Estados Unidos), nos quais percebeu que, quanto maiores eram as opções nesses encontros, menor era a taxa de propostas para encontros seguintes.

É possível perceber isso também no dia a dia. Escolher um aparelho de celular, por exemplo, é tão trabalhoso que, muitas vezes, as pessoas preferem que o atendente da loja escolha por elas.

O cérebro paralisa diante da quantidade de informações e variantes, impossibilitado de definir qual é a melhor opção, entre tantas tão similares. Nesse caso, arrepender-se do modelo comprado é uma sensação bastante comum.

Onde fica o ensino superior nisso tudo?

Quando uma decisão importante no ambiente de trabalho deve ser tomada, o aprendizado adquirido no ensino superior proporciona uma sensação maior de controle — já que, durante o curso, costumam ser estudados casos que já ocorreram e variantes de pensamento — e, muitas vezes, permite vislumbrar os efeitos que essa decisão causará com maior precisão.

Além disso, por meio da autoconfiança adquirida com o aumento do poder de barganha que ter um diploma oferece, você terá menos medo de errar. O que reduz o efeito cascata do estresse nessas situações.

Quais são as melhores práticas na hora de tomar decisões?

Como as decisões são parte constante da vida, separamos abaixo algumas dicas para que você possa ajudar seu cérebro a tomar decisões mais acertadas desde já. Acompanhe!

Desenvolver o autoconhecimento

Antes de mais nada, você precisa compreender quais são suas prioridades e seus valores. A partir disso, ficará mais fácil eliminar as opções que tem pouco a ver com você.

Variar pontos de vista

Nossa visão é bastante viciada e limitada. Um bom exercício para perceber qual é o melhor caminho a se tomar é tentar enxergar a questão por meio dos olhos de outra pessoa. Pensar em outro idioma é algo que auxilia a fazer isso. Você também pode tentar imaginar que não é você quem precisa tomar essa decisão, mas alguém estranho.

Reunir informações

Nenhuma decisão pode ser bem tomada no escuro. Antes de escolher, reúna o máximo de informações que conseguir. No entanto, estabeleça um limite (que pode ser um deadline) para essa etapa de pesquisa, de forma que você não corra o risco de pesquisar e pesquisar e nunca tomar a decisão.

Prever consequências

Faça uma lista de prós e contras para cada uma das opções que você possui. Tente identificar os possíveis efeitos de cada uma delas na sua vida e na vida dos outros e pese esses fatores.

Ter um plano B

Por fim, na medida do possível, sempre tenha uma alternativa para o caso de a decisão tomada não ter o efeito esperado. É aconselhável que sejam evitadas as opções consideradas “sem volta” e que sempre seja possível traçar um caminho que corrija o rumo daquilo que saltou dos trilhos.

Buscar um ensino superior também é uma decisão importante a ser tomada. O aprendizado adquirido durante o período do curso compensa todas as horas de dedicação que você terá de investir.

No entanto, se você ainda estiver na dúvida, baixe o e-book que preparamos para você sobre como conciliar a vida pessoal, profissional e acadêmica e dê um fim na sua indecisão!






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