Como será o futuro da educação?

  • 13/dez/2017

Como será o futuro da educação?

A sociedade está em constante transformação. A tecnologia é cada vez mais presente no nosso cotidiano, e a forma como nos relacionamos com o mundo já não é a mesma de vinte anos atrás. Para acompanhar tudo isso, escolas e universidades também precisam mudar.

Tudo indica que o futuro da educação é tecnológico, colaborativo e personalizado. Nos últimos anos têm surgido diversas tendências que vêm mudando o modo como o ensino é pensado no Brasil. Apesar de ainda ser uma realidade distante na maioria das escolas, algumas iniciativas chamam atenção e mostram que é possível reinventar a educação brasileira.

Quer saber tudo sobre as principais tendências pedagógicas que apontam para o futuro do ensino? Continue lendo este post!

1. Personalizado

Tem-se percebido a necessidade de trabalhar melhor as competências individuais dos alunos, permitindo que cada um se desenvolva e aprenda no seu próprio tempo.

Além disso, sabemos que as pessoas aprendem de modos diferentes: alguns têm mais facilidade com recursos audiovisuais, enquanto outros precisam fazer resumos ou esquemas de memória, por exemplo.

Com essa percepção, várias instituições já têm buscado formas de permitir que os alunos tenham mais liberdade para escolher o modo como aprendem. Não se trata de segregar e excluir os alunos, mas de propor desafios mais instigantes àqueles que têm um desenvolvimento mais rápido e trabalhar melhor as dificuldades quando for necessário, para que todos consigam atingir um nível satisfatório e não se sintam desestimulados.

2. Híbrido

O ensino híbrido é um dos principais benefícios possibilitados pela tecnologia na educação. Muito comum nas universidades que utilizam a modalidade de educação a distância (EAD), ele reflete a ideia de que é possível aprender a qualquer hora e em qualquer lugar.

Para isso, não é mais necessário se deslocar até a sala de aula para assistir às aulas. O ensino híbrido estimula o autodidatismo e também permite que o aluno construa seu próprio ritmo de estudos. Além disso, facilita a busca por outras fontes de informação.

3. Centrado no aluno

Essa tendência pode ser vista principalmente no modelo de sala de aula invertida. Nessa modalidade, o professor sai do centro para que o aluno seja protagonista da sua própria aprendizagem.

Os estudantes recebem material para estudar antes das aulas e, ao chegar no encontro presencial, são levados a argumentar entre si e com o professor, de igual para igual. Sendo assim, o professor se torna mediador e estimula a construção do conhecimento crítico nos alunos.

4. Colaborativo

Duas cabeças pensam melhor que uma — uma frase clichê, mas que resume bem a ideia do ensino colaborativo. No mercado de trabalho, o profissional precisa saber trabalhar em equipe. Então, que tal já aprender desde cedo?

Os estudantes aprendem que combinar as suas competências com as de outra pessoa pode levar a resultados muito melhores. Além disso, aprendem a importância da preocupação e do cuidado com o outro.

5. Empreendedor

O ensino empreendedor incentiva a criatividade, a inovação e a proatividade. Os alunos são levados a desenvolver soluções práticas para problemas fictícios ou reais, usando os recursos e informações disponíveis e buscando o melhor resultado possível.

Um aluno empreendedor aprende a lidar com a pressão, a criar seus próprios recursos e, o mais importante, aprende com seus próprios erros. Ele é incentivado a criar, testar e refazer, até encontrar uma resposta satisfatória.

6. Prático

Não quer dizer que a teoria não seja importante, pelo contrário, ela é a base para que a prática possa acontecer. Essa forma de ensino valoriza a execução e a aplicação do conhecimento no cotidiano.

Ao colocarem o aprendizado em prática, trabalhando em situações reais ou similares à realidade, os alunos tendem a guardar muito melhor e por muito mais tempo o que é aprendido.

7. Interdisciplinar

E se, em vez de ter quatro aulas separadas em um dia, o aluno pudesse ter uma aula só, na qual aprendesse sobre história, geografia, matemática e literatura? Melhor ainda: e se essa aula fosse um caso real ou um projeto prático?

Essa é a ideia base do ensino interdisciplinar: integrar o conhecimento. É uma tendência pedagógica que valoriza o aprendizado construtivista, não linear, e que busca formas de despertar o interesse e a curiosidade dos alunos.

8. Amplo

A educação do futuro não é mais centrada apenas no conhecimento acadêmico. Ela gera aprendizado para a vida. Educação financeira, desenvolvimento do pensamento crítico, capacidade de reflexão — todas essas são habilidades muito úteis para a vida do estudante, e que certamente farão uma grande diferença no futuro.

Trabalhar competências artísticas e a inteligência emocional também é um foco importante nesse tipo de ensino. A ideia dessa tendência é formar um ser humano completo.

9. Humanitário

Essa é uma tendência que não se aplica sozinha, mas que pode perpassar todas as outras. Tem se tornado cada vez mais evidente a necessidade de educar o aluno para lidar com o outro. A melhor forma de amenizar o preconceito e os conflitos é ensinar desde cedo que a diferença é normal e necessária.

Fundamentada na sociologia e no estudo da cultura, a educação humanitária ensina a aceitar e respeitar o outro. Para isso, é preciso conhecer histórias e culturas de povos diferentes, aprender que a sociedade muda e se transforma, e que o nosso modo de pensar e agir é uma consequência do meio em que vivemos.

10. Com professores capacitados e valorizados

Infelizmente, sabemos que a maioria dos professores não recebe a devida valorização. Nos últimos anos, no entanto, diversas iniciativas têm trabalhado para solucionar essa questão.

Além do reconhecimento, a tendência é que os professores sejam cada vez mais bem capacitados, acadêmica e emocionalmente, para lidar com o desenvolvimento dos alunos da forma correta. A escola é uma construção conjunta, e o professor é uma peça-chave no aprendizado.

Essas são algumas das principais tendências para o futuro da educação. Elas podem não ser a solução para todos os problemas, mas certamente são excelentes opções. E vale ressaltar: essas técnicas não precisam ser usadas de maneira isolada, elas podem ser combinadas e integradas de acordo com as necessidades dos alunos.

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