O que pode levar você a ser demitido(a)?

  • 12/dez/2017

O que pode levar você a ser demitido(a)?

Infelizmente, ser demitido é algo que pode ocorrer com qualquer pessoa — a não ser que você seja dono do seu próprio negócio. Além de ser desagradável, a situação é capaz de colocar em risco seu futuro profissional e sua saúde financeira.

Logo, se você tem interesse em manter o seu emprego e crescer profissionalmente, o ideal é que evite cometer alguns erros no dia a dia que podem levar à sua demissão.

Mas que erros são esses? Confira, neste post, alguns dos principais critérios que as empresas levam em conta na hora de demitir alguém!

Falta de compromisso

Uma das coisas que mais chamam a atenção é quando a pessoa demonstra falta de compromisso com a empresa. Na prática, isso se traduz em atitudes como chegar sempre atrasado, não participar de eventos importantes, não cumprir prazos, não ter interesse pelos projetos e metas da empresa etc.

Quando isso se torna recorrente, as pessoas à sua volta percebem essa desmotivação, e ela começa a incomodar. É como se a empresa não pudesse realmente contar com aquele colaborador e, aos poucos, ele vai perdendo suas funções e sua importância.

O pior é que, com isso, ele pode prejudicar o trabalho de outras pessoas, o que ainda aumenta as chances de o problema chegar à diretoria e culminar na demissão do funcionário descomprometido.

Mau desempenho

Às vezes, por mais que o trabalhador seja comprometido, o problema está no seu desempenho — ou seja, no que ele entrega como resultado do seu serviço para a empresa.

É claro que dúvidas e dificuldades sempre existem, mas ele não pode deixar que isso atrapalhe sua produtividade. Quando algum obstáculo surgir, é preciso correr atrás de uma solução antes que isso prejudique todo o resto, e ele seja apontado como a parte falha do processo.

Atualmente, a maioria das organizações possuem avaliações de desempenho regulares justamente para medir o rendimento dos funcionários e observar com maior clareza o que precisa mudar e o que está funcionando bem.

Então, é natural que aqueles que não têm apresentado um bom rendimento sejam avisados. Quando isso ocorre, é fundamental refletir sobre os erros e buscar melhorar nesses aspectos. Caso contrário, acumular avisos de mau desempenho é capaz de deixar a demissão cada vez mais próxima.

Problemas de comunicação e relacionamento

Outro fator que costuma impactar diretamente a produtividade da empresa é a dificuldade de comunicação e relacionamento entre as pessoas que trabalham nela. Por isso, essa é uma das situações mais indesejáveis pelos gestores.

Quando o ambiente de trabalho é cheio de conflitos (ainda que eles sejam velados), parece que existe um clima de tensão o tempo todo. As pessoas não se cumprimentam, não se elogiam, não conversam sobre outros assuntos, não comunicam informações importantes sobre o trabalho, entre outras características.

Em vista disso, é importante que o funcionário perceba se está vivendo um contexto parecido e procure resolver quaisquer desentendimentos, esforçando-se para conviver com os colegas de forma mais pacífica e saudável. No fim das contas, não conviver bem com a equipe pode ser um mau sinal.

Despreparo e desatualização

Um dos critérios mais graves que pode fazer um funcionário ser demitido é a sua falta de capacitação para as atividades do cargo que ocupa. Nesse sentido, uma das preocupações de todo bom profissional deve ser a busca constante pelo conhecimento.

Permanecer na sua zona de conforto e não investir em capacitação é um erro decisivo, pois demonstra seu desinteresse em se preparar cada vez mais para contribuir com a empresa.

Por exemplo, em casos de crises financeiras em que há a necessidade de corte de gastos, é muito provável que os colaboradores mais qualificados sejam mantidos em prol da eficiência do negócio.

Portanto, uma maneira de evitar demissões é investir na sua formação profissional. Para isso, não deixe de fazer um curso superior, participar de treinamentos e workshops na sua área, buscar cursos de atualização e especialização, enfim, procurar todo tipo de conteúdo que agregue conhecimento e o ajude a desenvolver certas habilidades.

Novos chefes

Mudanças na diretoria ou nos cargos mais altos da empresa geralmente causam alguns impactos no quadro de funcionários. Isso é muito comum quando a empresa é vendida, ocorre uma fusão ou simplesmente os chefes de departamento são trocados.

Sobretudo para quem ocupa cargos de confiança, esse cenário pode ser ainda mais perigoso. Por conta disso, o ideal é ser um colaborador comprometido e preparado para desempenhar as atividades propostas, reduzindo, assim, as chances de ser demitido.

Atos que configuram justa causa

Por fim, não seria possível deixar de lado alguns dos motivos que levam à demissão por justa causa. Isso acontece quando, a partir de uma justificativa plausível, a empresa pode demitir o seu funcionário e ficar isenta de pagar alguns direitos trabalhistas.

Ela funciona como uma punição máxima para o trabalhador que cometeu uma falha grave e, por isso, pode ter o seu contrato rescindido. Veja a seguir quais são as suas motivações mais comuns:

  • ato de improbidade: quando o funcionário causa algum tipo de dano à empresa ou a um terceiro visando vantagem para si ou para outra pessoa (ex: roubo, furto, adulteração de documentos etc.);
  • incontinência de conduta ou mau procedimento: quando o comportamento do trabalhador é desrespeitoso, ofensivo ou prejudica o ambiente de trabalho (ex: ofensas constantes aos colegas, atos libidinosos etc.);
  • negociação habitual: se o funcionário trabalha em algum tipo de concorrência da empresa sem a sua permissão ou acordo prévio (ex: oferecer o mesmo serviço “por fora” e com valores mais baixos ou utilizar a rede de clientes da empresa para abrir um negócio concorrente);
  • desídia: repetição de pequenas falhas (mau desempenho, desinteresse, atrasos frequentes, faltas recorrentes e injustificadas) que vão se acumulando ao ponto de poder demitir o empregado;
  • embriaguez habitual ou em serviço: relacionado ao uso de bebidas alcoólicas e substâncias tóxicas com efeitos prejudiciais ao ambiente de trabalho (desde que comprovado por exame médico);
  • violação de segredo da empresa: se o funcionário passa adiante informações sigilosas sem autorização, podendo causar prejuízo à instituição (ex: lista de clientes, patentes, fórmulas etc.);
  • ato de indisciplina ou insubordinação: quando as regras estabelecidas pela empresa são desobedecidas (ex: fumar em local proibido, entrar em local restrito sem autorização etc.);
  • abandono: se o funcionário falta ao serviço por mais de 30 dias seguidos sem apresentar qualquer justificativa é caracterizado abandono ao emprego;
  • ofensa moral ou física contra colegas ou superiores: se o funcionário se envolver em algum tipo de calúnia, difamação ou até briga física no ambiente de trabalho ou não;
  • condenação criminal: se o trabalhador tem prisão decretada, suas atividades na empresa devem ser suspensas para que ele cumpra a pena criminal (desde que transitada em julgado, isto é, não seja mais recorrível).

Isso quer dizer que, caso aconteça qualquer uma das circunstâncias citadas acima, a pessoa responsável pelos atos poderá ser demitida por justa causa. Vale lembrar que, para isso ocorrer, o caso deve ser julgado com cuidado e o funcionário pode fazer uma reclamação trabalhista se não concordar.

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