Organização financeira: 6 dicas para conseguir pagar uma faculdade

  • 19/abr/2017

Organização financeira: 6 dicas para conseguir pagar uma faculdade

Você já ouviu falar o ditado “faça o que sempre fez e continuará obtendo o que sempre obteve”? Em outras palavras, ele quer dizer que grandes resultados são precedidos de grandes esforços e da ousadia em guinar a condução de sua vida para outro caminho, ainda que os obstáculos pareçam intransponíveis.

Nesse sentido, fazer uma graduação é das decisões com maior potencial de mudança no destino de uma pessoa. Atualmente, mesmo quem tem salários mais baixos consegue pagar uma faculdade, desde que haja uma organização financeira estratégica.

Imagine o salto qualitativo na carreira de alguém que parou no ensino médio ao concretizar o sonho de receber um diploma de pedagogia, por exemplo? Com essa qualificação, torna-se possível atuar na coordenação pedagógica de escolas, elaboração de materiais didáticos, orientação educacional e até mesmo na área de treinamento das grandes empresas.

Prestígio social, maiores salários, tranquilidade financeira, amplas possibilidades de recolocação no mercado, crescimento pessoal e profissional: que mudança, não? Se você sempre sonhou em fazer uma faculdade, mas ainda não encontrou uma forma de inseri-la em sua agenda ou no seu orçamento, eis aqui 6 dicas excelentes para mudar sua história! Confira!

1. Faça um planejamento financeiro eficiente

Na última pesquisa do IBGE sobre o tema, feita em 2013, constatou-se que profissionais com nível superior recebiam salários 219% maiores do que os que tinham apenas nível médio. Além disso, em meio à crise econômica, muitas empresas privilegiam manter funcionários de maior qualificação em detrimento dos que não fizeram faculdade em épocas de cortes.

Uma organização financeira eficiente, no entanto, pode afastar esses fantasmas. Saiba como:

Coloque suas contas no papel

Pesquisas mostram que o simples ato de sistematizar despesas e receitas já costuma abrir espaço para reduções de gastos entre 20% e 30%. Atualmente, existem inúmeros aplicativos de finanças pessoais para auxiliar você nessa missão!

Enxugue despesas não essenciais

Mudar sua vida para sempre exige alguns sacrifícios temporários. Você pode começar reduzindo o valor das contas de celular, dando preferência ao uso de softwares e aplicativos de comunicação de voz e vídeo (Skype e WhatsApp).

Coloque um limite em suas despesas de lazer e, sempre que possível, faça suas compras à vista (aumentando seu poder de barganha na obtenção de descontos).

Invista a parcela do salário que sobrar

Com a reestruturação de suas contas, uma pequena porção financeira residual provavelmente ficará à sua disposição mensalmente. Em vez de alocá-la na caderneta de poupança — que, em tempos de juros altos, costuma ter rentabilidade real negativa ou perto de zero —, você pode direcionar suas economias a diversos investimentos.

Vários deles têm o mesmo nível de segurança da caderneta — como os CDBs e as Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio (LCI/LCA) — e chegam a render até o triplo. Perceba como uma organização financeira inteligente muda totalmente seus resultados!

2. Busque alternativas de financiamento

Entre 2003 e 2013, o número de matrículas no ensino superior aumentou incríveis 85,6%, dados alavancados pelas incontáveis modalidades de financiamento estudantil criadas nos últimos anos. Você pode optar entre:

FIES

O Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) é um programa do Ministério da Educação que objetiva financiar as mensalidades dos cursos de graduação dos estudantes de instituições privadas. O valor máximo das mensalidades financiadas é R$ 5 mil, com taxas de juros de 6,5% a.a. e período máximo de amortização equivalente a 3 vezes a duração do curso.

Para se candidatar ao FIES é preciso ter renda familiar bruta mensal de, no máximo, 3 salários mínimos por pessoa e ter participado do Enem a partir de 2010 — com pontuação mínima de 450 pontos e nota maior do que zero na redação.

PROUNI

O Programa Universidade para Todos (Prouni), também do Ministério da Educação, concede bolsas integrais e parciais aos estudantes de instituições de ensino superior privado. Para concorrer, o estudante precisa conseguir nota satisfatória no Enem, além de ter renda familiar de até 3 salários mínimos e ter cursado o ensino médio integralmente em escola pública (ou integralmente em escola privada, com bolsa integral da instituição).

Financiamento privado

Ficou fora do FIES? Não conseguiu bolsa pelo Prouni? Existe, ainda, a possibilidade de contratar um financiamento privado, que costuma ter taxa de juros melhores do que as do cheque especial ou dos empréstimos bancários tradicionais, facilitando sua organização financeira.

3. Encontre uma renda extra

Para conseguir uma renda extra você pode registrar-se em uma agência de empregos temporários, fazer estágio no setor administrativo da própria faculdade ou atuar na monitoria das salas de computadores e bibliotecas da instituição.

Nesses dois últimos casos, a baixa carga horária e o pagamento de bolsa-auxílio significam custeio de despesas sem impactos no desempenho acadêmico.

4. Faça uma iniciação científica

A partir do segundo ano de faculdade é possível pleitear uma bolsa para realização de iniciação científica — na qual você terá contato com as metodologias científicas, aprofundará seus conhecimentos acadêmicos e ainda ganhará para isso! Nada mal, não?

5. Considere a possibilidade de um curso EaD

Nos últimos anos, novas tecnologias móveis foram inseridas em nossa rotina, mudando por completo a forma com que enxergamos o mundo. Relacionamentos, amizades, diversão, trabalho: tudo hoje gira no compasso dos dados digitais.

Não teria sentido imaginar que em um mundo tão dinâmico nós continuaríamos a ter aulas como nossos avós tinham na década de 40, correto? A educação finalmente anda em sintonia com as mudanças tecnológicas e essa revolução digital no ensino atende pelo nome de EaD (Ensino a Distância).

Essa é uma modalidade de ensino moderna, interativa, flexível, de melhor qualidade e, principalmente, mais barata. Ela representa uma possibilidade real de acesso a um curso de nível superior para jovens de todas as idades, que agora podem encaixar sua formação acadêmica dentro de suas limitações de tempo e dinheiro.

Antigamente, além das altas mensalidades, o esforço logístico, físico e mental imposto a quem queria fazer faculdade depois dos 30 anos (com responsabilidade de cuidar de filhos e das tarefas da casa), minava os sonhos de quem queria um diploma de nível superior. A EaD mudou esse cenário.

Além disso, engana-se quem pensa que ensino a distância significa menor qualidade em relação aos cursos presenciais. Segundo o MEC, os resultados do Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) evidenciam que estudantes egressos da modalidade a distância têm tido desempenho superior aos alunos dos cursos presenciais no país.

Alguns benefícios da Educação a Distância:

  • baixo custo (facilitando sua organização financeira);
  • maior liberdade para estudar onde, quando e como quiser;
  • mais qualidade de ensino;
  • preferência do mercado (alunos provenientes dessa modalidade costumam desenvolver comportamento proativo, autonomia e senso de organização).

6. Seja um estudante exemplar

A maior vantagem da graduação a distância é justamente a facilidade dada ao aluno de se programar como quiser, além do (precioso) tempo economizado com deslocamentos à universidade.

Com esse tempo excedente em sua rotina, é possível incrementar a carga de leituras e aprofundar-se em pesquisas, melhorando sua formação e suas notas. Em muitas instituições, ter as melhores notas rende belos descontos na mensalidade!

Viu como fazer uma faculdade é muito mais uma questão de estratégia e organização financeira do que a “sorte” de ter recursos disponíveis? Pois bem, escolha ser guiado pelos seus sonhos e não barrado pelos seus problemas!

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