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[COM ESPECIALISTA] O impacto psicológico causado pelas enchentes no Rio Grande do Sul

Enchentes no Rio Grande do Sul

Diante da recente tragédia humanitária causada pelas enchentes no Rio Grande do Sul, torna-se crucial ampliar a conscientização sobre os impactos psicológicos enfrentados pelas comunidades afetadas.

A Unyleya, em parceria com a Coordenadora Psi. Raíla Alves Santos – Psicóloga Especialista em Saúde Mental e coordenadora da Pós-Graduação em Gestão Emocional nas Organizações da Unyleya, reconhece a urgência de divulgar ferramentas e estratégias para apoiar não apenas a recuperação física, mas também o bem-estar emocional das vítimas e dos profissionais envolvidos nesse contexto.

Neste contexto, é essencial compreender os desafios enfrentados e destacar a importância de preparar os profissionais da psicologia para fornecer o suporte necessário às pessoas afetadas pelas enchentes, tanto a curto quanto a longo prazo.

Confira o conteúdo elaborado pela coordenadora abaixo!

Impacto das enchentes no Rio Grande do Sul

No mês de abril de 2024, as notícias recorrentes retratam a situação causada pelas enchentes no Rio Grande do Sul. 89,7% do total de 497 municípios sofrem direta ou indiretamente com as consequências dos eventos climáticos.

O número chega a 446 cidades atingidas. Segundo o site G1, mais de 2,1 milhões de pessoas foram afetadas pelos temporais e cheias que atingem o Rio Grande do Sul desde o final de abril. O estado ainda registra 618,4 mil pessoas fora de casa. Desse total, são 81 mil pessoas em abrigos e 537,3 mil pessoas desalojadas (na casa de parentes ou amigos). 

Danos psicológicos após a tragédia

A recente tragédia que acomete o Rio Grande do Sul afetará os envolvidos de maneira direta e indireta não apenas com a perda material e física. Mas para além das perdas materiais, às famílias afetadas também enfrentarão danos psicológicos decorrentes dessa realidade devastadora.

De imediato é possível esperar por Choque e Transtorno de Estresse Pós-Traumático ou TEPT, infelizmente a longo prazo o quadro de TEPT pode se agravar e evoluir para outros sintomas graves como depressão, insônia e ansiedade.

O Papel do DSM-5TR na Identificação do TEPT

O DSM-5TR, sigla para “Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 5ª edição, Texto Revisado” (em inglês, “Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Fifth Edition, Text Revision”), é publicado pela Associação Americana de Psiquiatria (APA) e é amplamente utilizado por profissionais de saúde mental para diagnosticar e classificar transtornos mentais.

O referido manual apresenta que o transtorno de estresse pós-traumático ou TEPT é um transtorno incapacitador que se desenvolve com exposição a um evento traumático. É compreendido por pensamentos intrusivos, pesadelos e flashbacks; desvio de lembranças do trauma; cognições negativas e mau humor; hipervigilância e distúrbios do sono. O diagnóstico é baseado em critérios clínicos e o tratamento inclui psicoterapia e, às vezes, terapia farmacológica em conjunto².

Contexto nacional e desafios adicionais

Em um País em que 10,2% das pessoas com 18 anos ou mais receberam o diagnóstico de depressão, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 20219)³, e que de acordo com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)4, em 2022, 209.124 mil pessoas foram afastadas do trabalho por transtornos mentais, entre depressão, distúrbios emocionais e Alzheimer.

Pensar no acolhimento às vítimas, seus familiares e equipes de resgate é fundamental para reduzir os danos emocionais e psicológicos que uma tragédia como essa pode causar, em curto e longos prazos.

A importância do acolhimento e suporte profissional

Cuidar da saúde emocional e psicológica é tão ou quão importante como a recuperação física, mas vale ressaltar que assim como os profissionais que atuam no cuidado ao físico, os profissionais que atuam com a saúde emocional deste público precisam estar qualificados para o acolhimento e escuta desses sujeitos, além de estarem presente no momento atual e sequencialmente em curto e longo prazo, minimizando os danos emocionais e psicológicos diretos e indiretos.

A importância de profissionais da saúde mental estarem preparados para lidar com essas situações é inegável. Capacitações específicas, como o curso coordenado pela Psi. Raíla Alves Santos em Gestão Emocional nas Organizações ou a Pós-Graduação EAD em Psicologia em Emergências e Desastres, são fundamentais para formar terapeutas aptos a oferecer suporte especializado e eficaz.

Esses programas proporcionam uma compreensão profunda das necessidades emocionais em contextos de crise, equipando os profissionais com as ferramentas necessárias para atuar com competência e sensibilidade. Conheça mais sobre esses cursos e a grade curricular oferecida pela Unyleya para se preparar para fazer a diferença em momentos críticos.

REFERÊNCIAS 

² Goldstein RB, Smith SM, Chou SP, et al: The epidemiology of DSM-5 posttraumatic stress disorder in the United States: Results from the National Epidemiologic Survey on Alcohol and Related Conditions-III. Soc Psychiatry Psychiatr Epidemiol 51(8):1137-1148, 2016. doi: 10.1007/s00127-016-1208-5 

³Conselho Nacional de Saúde- Ministério da saúde. Sofrimento psíquico no ambiente de trabalho: pesquisadoras apontam situação epidêmica na Saúde Mental no Brasil. Publicado em 11/05/2023. Acesso em 13/05/2024. Disponível : Conselho Nacional de Saúde – Sofrimento psíquico no ambiente de trabalho: pesquisadoras apontam situação epidêmica na Saúde Mental no Brasil (saude.gov.br) 

4FARIA, Erika. Alertas globais chamam a atenção para o papel do trabalho na saúde mental. EPSJV/Fiocruz. Publicado em 14/04/2024. Acesso em 13/05/2024. Disponível em Alertas globais chamam a atenção para o papel do trabalho na saúde mental | Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (fiocruz.br) 

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