Intraempreendedorismo: a inovação como chave para grandes projetos

  • 02/ago/2019

Intraempreendedorismo: a inovação como chave para grandes projetos

O intraempreendedorismo vem ocupando espaço de destaque nos setores públicos e privados. Enquanto pequenas e médias organizações enxergam a inovação como chave para o crescimento, as grandes dependem dessa oxigenação para se adaptarem às mudanças e manterem a competitividade.

Não por acaso, ao desenvolver o perfil do intraempreendedor, o profissional contará com competências fundamentais para uma carreira de sucesso. Haverá espaço em organizações de todos os portes, ramos e segmentos, porque cada vez mais é preciso ser criativo e vir com soluções diferenciadas para atender às partes interessadas.

Logo abaixo, abordamos as principais características do intraempreendedorismo. Quer saber tudo sobre tema e realizar uma preparação adequada? Continue a leitura do post!

O que é intraempreendedorismo?

A capacidade de identificar necessidades e estruturar atividades econômicas para satisfazê-las é frequentemente associada à criação de negócios, mas também é possível exercer esse papel dentro de uma organização já existente. Nesse segundo caso, falamos em intraempreendedorismo.

Note que o prefixo “intra”, de origem latina, indica essa ocorrência no interior das entidades públicas e privadas. A ideia é que, para gerar valor aos stakeholders — partes interessadas na atividade, como clientes, fornecedores e acionistas — é preciso trazer o empreendedorismo para o âmbito da organização.

A inovação e a criatividade, nesse sentido, atuarão em uma zona de incerteza. De um lado, haverá as oportunidades de obter soluções e vantagens competitivas; de outro, a necessidade de arcar com os erros e riscos de iniciativas fracassadas. Por isso, ser capaz de otimizar ganhos e perdas será um diferencial importante na carreira de qualquer profissional.

Empreendedorismo x intraempreendedorismo

Além do âmbito em que as práticas ocorrem, existem diferenças quanto aos recursos, riscos e recompensas. Como o intraempreendedorismo ocorre dentro das entidades, os ganhos e perdas são compartilhados pela organização, e o benefício profissional não está ligado diretamente ao lucro do negócio, mas a planos de carreira, valorização, bonificações etc.

Qual é o perfil do intraempreendedor?

Quem desenvolver o perfil do intraempreendedor terá condições de entregar projetos bem-sucedidos para as organizações e, assim, agregar valor ao portfólio de produtos, serviços e sistemas internos. Entre as habilidades fundamentais, estão as seguintes:

Transforma ideias em projetos

Em qualquer sessão de brainstorming, é possível levantar uma série de ideias para melhorar os portfólios de uma organização. O que diferencia o intraempreendedor é a capacidade de entrega: transformar a ideia em um projeto com ciclo de vida completo — ao final do qual um novo valor será agregado à entidade.

Sabe lidar com riscos

O intraempreendedor atua nas oportunidades e ameaças do negócio. O profissional identifica uma insuficiência e, a partir de então, promove a mudança ou inovação para que seja possível satisfazer a necessidade, mas o processo pode falhar. A capacidade de lidar com essa incerteza e minimizar os riscos também é fundamental.

Mapeia oportunidades

Nas mesmas áreas de incerteza em que estão os riscos, estão as oportunidades. Por isso, o perfil ideal também é de alguém que identifica o que pode levar a um ganho de valor e consegue aproveitar essa chance. 

Entende as necessidades dos stakeholders

Quem tiver esse perfil não dará uma festa se ninguém for aparecer. Para saber onde estão as oportunidades de criar empreendimentos internos, é preciso enxergar o que as partes interessadas realmente querem ou do que necessitam.

De que forma grandes ideias surgem a partir do intraempreendedorismo?

Uma das razões para as empresas apostarem no intraempreendedorismo e a prática ser importante para sua carreira são os resultados concretos produzidos a partir dessa cultura. Há exemplos em diversas organizações, então, citaremos algumas para você se inspirar.

Sony

O Playstation, um dos carros-chefe da Sony, foi fruto da iniciativa de um engenheiro, Ken Kutaragi. Na época, década de 90, a empresa estava focada em vender Walkman e outros aparelhos de som, e não fazia parte dos planos competir com a Nintendo pelo mercado dos games.

Na verdade, as organizações trabalhavam juntas em um projeto visando o mercado americano. Como o Mega Drive era dominante, a detentora do Mário Bross buscava melhorias para aumentar sua participação, solicitando um chip de áudio à Sony. 

Ocorre que o contrato entre empresas foi cancelado. A partir de então, o engenheiro responsável apresentou a ideia de desenvolver um videogame próprio e vendeu aos diretores, obtendo o patrocínio necessário para tocar as atividades. Hoje, a cada nova geração, esse videogame vende mais de 60 milhões de cópias.

Google

A cultura organizacional da Google é focada em criatividade, inovação e satisfação do usuário, sendo, muitas vezes, vista em artefatos como locais de trabalho informais, espaço para lazer durante o expediente e liberdade para os colaboradores.

Uma das práticas da multinacional é a 80/20, em que o profissional pode dedicar 20% do seu tempo para desenvolver projetos internos de seu interesse. Foi nesse período que um colaborador identificou uma necessidade — caixas de e-mail lotadas de promoções e spam — e desenvolveu a solução, que foi a categorização por palavras-chave.

O mais interessante é que a tecnologia já estava lá. Embora seja o mecanismo de busca mais usado da internet, foi preciso de um empreendedor interno para associar a ferramenta com uma demanda dos usuários e, assim, estabelecer um dos principais diferenciais do Gmail.

Dreamworks

Assim como a Google, a Dreamworks tem suas práticas voltadas para estimular a inovação. Uma delas é permitir que os colaboradores da área criativa façam pequenas apresentações, para os executivos, com ideias para novas animações. Além disso, qualquer pessoa, independentemente da posição hierárquica, pode enviar sugestões criativas por meio do programa de ideias da organização.

Outra característica é o investimento em qualificação voltada para incentivar o empreendedorismo e a criatividade. A empresa oferece cursos para incentivar o trabalho artístico, o que não apenas motiva a inovação como valoriza a criatividade enquanto parte da cultura organizacional.

Perceba, com os exemplos da Sony, Dreamworks e Google, que a iniciativa dos colaboradores pode ser valorizada de diferentes formas em uma organização e, em muitos casos, será determinante para projetos altamente rentáveis.

Por isso, o intraempreendedorismo exercerá um papel importante para sua carreira profissional. Hoje, com as empresas buscando profissionais com essa característica, é fundamental desenvolver o perfil e saber como agregar valor em termos de inovação para os negócios.

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