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Guia de Carreiras

Advogado mediador: como é o mercado de trabalho para esse profissional?

Tempo de Leitura: 4 minutos

O advogado mediador ganhou bastante destaque com a edição do Novo Código de Processo Civil e da Lei de Mediação. Ao fixarem incentivos para solução consensual de conflitos, os diplomas naturalmente criaram uma demanda por profissionais capacitados nas práticas autocompositivas.

Na verdade, a própria ideia de meios alternativos para resolução de disputas foi superada com as normas mais recentes. O paradigma atual é o acesso à justiça por múltiplas portas, em que os diferentes caminhos são igualmente importantes, cabendo ao especialista encontrar o mais adequado para o caso concreto.

Sendo assim, é possível reconhecer um grande mercado para os profissionais que se qualificarem e se propuserem a investir nessa opção de carreira. Prossiga e entenda o cenário que aguarda os advogados mediadores!

O que é mediação?

A chamada negociação assistida é um método de resolução de conflitos em que um terceiro imparcial facilita a comunicação entre as partes, com a criação de condições favoráveis ao diálogo. Isso passa pela estipulação de regras e aplicação de técnicas específicas, as quais formam a base do conhecimento do mediador.

Essa via de resolução se difere de outros instrumentos, como a conciliação, a negociação e a arbitragem.

Mediação x conciliação

A conciliação promove um acordo entre os envolvidos, normalmente com o alerta para os riscos processuais e para as possibilidades de concessões recíprocas. Já a mediação atua nas condições de diálogo. Assim, uma vez que essas estejam estabelecidas, espera-se que as partes cheguem a um maior entendimento sobre o conflito.

Mediação x negociação

A negociação ocorre sem a condução de um terceiro imparcial, embora as partes possam ser auxiliadas por profissionais que defendam seus interesses. Logo, é um processo de comunicação direta, diferente da mediação (em que se tem um diálogo assistido).

Mediação x arbitragem

A arbitragem é heterocompositiva: o poder de decisão é transferido para um terceiro imparcial. Por sua vez, a mediação é autocompositiva: a palavra final pertence às partes.

Quais as perspectivas do profissional no Brasil?

A mediação de conflitos encontra-se em uma trajetória de crescimento no mercado jurídico. Não só o procedimento se torna cada vez mais conhecido pelo grande público, como o número de entidades públicas ou privadas que oferecem o serviço aumenta a cada ano.

No começo, o Direito de Família era a principal área em que se optava pela modalidade de resolução consensual. Na verdade, os próprios magistrados, ao identificarem a possibilidade de um acordo, indicam os casos para os Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSCs).

Não obstante, atualmente, nota-se um avanço da mediação no meio empresarial. Isso porque, assim como nos vínculos de família, as empresas, seus sócios, fornecedores, colaboradores e clientes convivem em relações de longo prazo, que requerem condições mínimas de diálogo entre os envolvidos.

Por isso, as perspectivas são positivas para os advogados mediadores, com a chance de conquistar um mercado importante.

Quais podem ser as áreas de atuação?

O principal campo de atuação da mediação são as relações continuadas, em que, após solucionar o conflito, as partes manterão vínculos no longo prazo. Essas estão presentes nas mais diversas áreas, como Direito de Família, do Trabalho, de Empresa e afins.

No entanto, nada impede que o profissional atue na resolução de disputas pontuais, aplicando as técnicas de mediação para substituir ou complementar uma conciliação ou negociação entre litigantes.

Igualmente, é possível que o advogado mediador busque a prevenção do conflito, por exemplo, quando se reúne com os representantes de empresas e de colaboradores para facilitar as tratativas sobre as condições de trabalho.

Qual é o perfil procurado pelas empresas?

Os mediadores são profissionais com ensino superior completo e especialização para o exercício da função. Não se trata, nesse sentido, de uma profissão exclusiva dos advogados, sendo comum o interesse de psicólogos, assistentes sociais, professores, entre outros.

Nesse sentido, em muitos casos, as habilidades comportamentais serão diferenciais para uma contratação, como empatia, criatividade, visão colaborativa, capacidade de escuta e trabalho em equipe.

Entretanto, os advogados mediadores encontram-se em vantagem nos conflitos jurídicos. Via de regra, quando as posições estão embasadas em normas do Direito, o especialista terá melhores condições para entender a disputa e facilitar o diálogo entre os envolvidos.

Quais são as opções de trabalho para o advogado mediador?

A especialização em mediação tanto pode criar oportunidades de trabalho quanto aprimorar o desempenho em tarefas que já integram as atribuições do advogado. Veja as principais funções que podem ser exercidas pelo profissional qualificado:

  • mediação judicial: a atuação como mediador nos tribunais, podendo ser exercida após processo seletivo diferenciado ou concurso público, a depender das regras de recrutamento;

  • mediação extrajudicial: a disponibilização do serviço em câmaras privadas ou no escritório do advogado;

  • mediação sindical: participação para facilitar acordo ou convenções coletivas de trabalho;

  • mediação empresarial: auxílio na resolução dos conflitos de interesses entre as empresas e as partes interessadas, como órgãos públicos, colaboradores, fornecedores etc.;

  • assistência jurídica: o advogado não conduz o procedimento, mas acompanha a parte na mediação;

  • advocacia preventiva: o profissional utiliza a mediação como um dos instrumentos para evitar conflitos em empresas.

Vale ressaltar que, além das funções específicas, as técnicas de mediação podem ser incorporadas ao trato do profissional com seus clientes, aumentando o grau de satisfação com os serviços. É o que ocorre quando a empatia e a escuta ativa fazem parte do atendimento.

Quais são os benefícios de ser advogado mediador?

Um último ponto relevante é entender os verdadeiros ganhos de se especializar e acumular as duas qualificações. Entre outras, as vantagens de ser advogado mediador são as seguintes:

  • ter um diferencial competitivo em relação a outros profissionais;

  • oferecer um tratamento adequado às diferentes modalidades de conflito;

  • aprimorar o contato e o atendimento ao cliente;

  • ocupar novos espaços no mercado jurídico;

  • acompanhar uma das principais tendências do mercado jurídico.

Por isso, uma especialização pode trazer um retorno significativo para o profissional, principalmente quando se busca diferenciais para o crescimento de um escritório ou de uma carreira. Então, considere seriamente a possibilidade de se tornar um advogado mediador!

Para conhecer a pós-graduação em mediação de conflitos, acesse a página do curso e entre em contato conosco!

 

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