Conheça 9 técnicas de memorização que ajudam nos estudos

  • 17/abr/2017

Conheça 9 técnicas de memorização que ajudam nos estudos

A capacidade de memorizar conteúdos acadêmicos é valorizada durante todo o Ensino Básico – e, muitos argumentam, no Superior também. Já na vida adulta, precisamos utilizar a memória para o armazenamento de diferentes tipos de informação.  Não é de se admirar que, hoje, tanto estudantes quantos profissionais busquem técnicas de memorização eficaz, que possam facilitar sua rotina e aumentar sua produtividade.

É por isso que decidimos juntar aqui algumas dessas técnicas e mostrar o quanto elas podem otimizar seu aprendizado. Mas entenda, desde já, que só uma mente saudável é capaz de memorizar, e a saúde da mente está relacionada à saúde do corpo.  

Se você tem interesse em conhecer essas técnicas e saber como aplicá-las em seu cotidiano, a fim de obter resultados melhores em seus estudos, acompanhe as dicas e explicações a seguir!

1. Memorizar x decorar

Muitos acreditam que memorizar é o mesmo que decorar. Mas não se deixe enganar: a “decoreba” é uma reprodução automática e inconsciente de um conceito para um objetivo específico (como passar no vestibular, por exemplo), e não denota compreensão daquilo que se grava. 

Memorização, por outro lado, é a habilidade de absorver uma informação porque houve concentração e atenção na hora do estudo. Para memorizar um conteúdo, é necessário dedicar seu tempo e força de vontade a verdadeiramente compreendê-lo.

2. Treinar o cérebro para manter o foco

O mais importante na hora dos estudos é permanecer concentrado. É necessário, portanto, treinar o cérebro para que ele se acostume a ficar no momento presente, sem se deixar distrair por pensamentos a respeito de possibilidades passadas e futuras.

Empregue uma prática da Yoga para fazer esse treinamento: antes de sentar para estudar, concentre-se, nem que seja por cinco minutos, em seu ritmo respiratório. Conte 1 para inspiração, e 2 para expiração (que deve ser mais longa) e deixe os pensamentos fluírem sem se apegar a nenhum deles. Se você educar sua mente a se concentrar em uma coisa de cada vez, sua aprendizagem será potencializada e você não precisará ler tantas vezes o mesmo texto para absorvê-lo.

3. Ser constante em seus estudos

Saiba que a memorização demanda comprometimento e assiduidade. Não adianta tentar só uma vez por semana, ou quando “dá tempo”. Se você quiser obter um melhor aproveitamento, é necessário elaborar um cronograma de estudos diários e sempre repetir o processo de concentração. A capacidade de se concentrar é ampliada à medida que vira hábito.

Após o término de cada período de estudo, reserve cinco minutos para alongar seu corpo. Quando estudamos, tendemos a ficar sentados e a tencionar o pescoço e os ombros. Para neutralizar esses efeitos, faça alongamentos e permita que a energia acumulada em determinadas partes circule livremente.

4. Organizar o espaço físico

Para ajudar, organize seu local de estudo, mantenha-o sempre limpo e iluminado. Ele deve ser uma extensão de sua mente: um espaço de calmaria. Faça um esforço para se afastar do smartphone, das redes sociais e aplicativos que podem roubar sua atenção de seu objetivo. 

As notificações de mensagens que recebemos, por exemplo, são suficientes para quebrar nosso ritmo. Se isso acontecer, você vai se pegar lendo e relendo o mesmo trecho sem conseguir reproduzi-lo três segundos depois.

5. Elaborar resumos e esquemas

Para aprender algo, é necessário ir além da leitura. Tome um papel ativo perante o conteúdo: faça resumos, mapas mentais, anotações, chuvas de ideias e esquemas que possam sistematizar os principais conceitos expostos. Fale do assunto com seus colegas, verbalize seu ponto de vista.

Outro método bastante eficaz é ensinar para aprender. Reúna suas anotações e considerações e dê uma aula sobre o assunto, nem que seja para um aluno imaginário. Ao verbalizar o conhecimento, você estará ajudando a sedimenta-lo em sua mente. Além disso, fica mais fácil de perceber os pontos em que você ainda tem dúvida e que precisam ser revistos. 

6. Associar o novo ao que você já conhece

Você ouviu falar que a única forma de aprender um conteúdo na vida adulta é associando-o ao que já sabemos? A lógica por trás dessa afirmação é a seguinte: associar uma ideia nova a algo que já existe em nossa rotina (pode ser um filme, um livro ou uma imagem, por exemplo) é uma forma de inseri-la em nosso domínio cognitivo.

A aprendizagem é um processo contínuo e conectado. Então precisamos utilizar esse recurso, que já é uma tendência natural – fazemos isso sem perceber, na maioria das vezes – a nosso favor, e emprega-lo de forma consciente. Quem aprende um novo idioma, por exemplo, costuma associar as palavras estrangeiras às da sua língua materna.

7. Refletir sobre o que aprendeu

Esta dica é a continuação da anterior. A aprendizagem demanda muita reflexão por parte do estudante e esforços complementares. Um equívoco comum, por exemplo, é achar que numa leitura só é possível memorizar os conceitos expostos em um texto.

Leia mais de uma vez, mas em momentos distintos e nunca deixe de refletir sobre as informações passadas. Contextualize, questione o texto. Quem o escreveu? A quem se destina? Quais são suas intenções? Tome uma postura crítica, evitando a passividade.

8. Respeitar os sinais do corpo

E com isso, queremos dizer: permita-se descansar quando perceber que o estudo não está mais rendendo. Sabe aquele momento em que você sente que não vai adiantar ir além porque seu cérebro já está cansado demais? Forçar a barra só irá piorar a situação, pois acabará criando uma aversão ao estudo.

Se você trabalha durante o dia e só tem o período noturno disponível, encontre maneiras de fazer uma pausa antes de começar a estudar. Ao chegar em casa, tome um banho, descanse, alimente-se bem e faça algum exercício, para que seu corpo entenda o final de um ciclo e se prepare para outro.

9. Identificar as técnicas de memorização que funcionam para você

Além das citadas aqui, há formas alternativas de absorver um conteúdo, outras técnicas de memorização. Tudo irá depender de sua rotina e objetivos! Pesquise a respeito e identifique aquelas que funcionam melhor para você.

Lembre-se de que o processo de aprendizagem é diferente para cada ser humano, mas há algo que todos compartilham: somente um cérebro saudável e descansado é capaz de memorizar uma informação ou conteúdo.

Nossas dicas ajudaram você a memorizar mais e melhor? Então compartilhe este post no Facebook e permita que outros tenham a oportunidade de conhecê-lo.