Front-end e back-end: qual a diferença entre eles?

  • 14/fev/2020

Front-end e back-end: qual a diferença entre eles?

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A computação é uma área muito ampla e conta com diversos tipos de profissionais. Entre eles, existem os que trabalham com ciência de dados, desenvolvimento de aplicativos móveis, análise de banco de dados, engenharia ágil de software, projetos de hardware e afins. 

Cada um deles têm atribuições específicas e lida com um conjunto diferente de tecnologias. Entre esses conjuntos de tecnologias, existem aquelas que são voltadas para o desenvolvimento de sistemas online — e é nesse campo que os desenvolvedores front-end e back-end atuam.

Portanto, o foco deste artigo é explicar o que fazem os desenvolvedores dessas áreas e quais as linguagens utilizadas por cada um. Quer entender melhor sobre tudo isso? Então venha com a gente e confira o que preparamos para você!

O que é front-end?

O front-end é, de forma sucinta, toda parte visual de um site — a parte com a qual o usuário interage diretamente. O profissional responsável por trabalhar nessa área de um projeto desenvolve código para a interface gráfica, normalmente por meio de linguagens como HTML, CSS e JavaScript.

Vale lembrar que o trabalho do desenvolvedor front-end não equivale ao de um designer, já que, enquanto o primeiro desenvolve a interface das aplicações por meio de código, o designer utiliza uma ferramenta visual para desenhar telas e refinar a experiência do usuário.

O que faz um desenvolvedor front-end?

Um desenvolvedor front-end normalmente trabalha criando toda a parte visual dos sites por meio de linguagens de marcação e programação — que detalharemos no tópico seguinte —, além de bibliotecas e frameworks como Angular, ReactJS, Vue.js, entre outras.

Apesar de esses profissionais não precisarem saber desenvolver o back-end dos projetos — sobre os quais falaremos melhor daqui a pouco —, é importante ter noção de como um sistema desse tipo funciona, uma vez que o código produzido será conectado diretamente aos sistemas desenvolvidos por alguém da área de back-end.

As atribuições, nesse caso, ficam por conta da criação de páginas com boa navegação, adaptáveis para qualquer tipo de tela, que contem com carregamento otimizado e que funcionem corretamente nos principais navegadores utilizados e na integração com o restante do projeto.

Quais são as principais linguagens?

Apesar das suas diferentes versões e finalidades, essas linguagens têm algo em comum: são executadas no computador do usuário, por meio do navegador — também conhecidas como linguagens client-side.

HTML

A HyperText Markup Language — ou simplesmente HTML — é a linguagem mais essencial de todas e é utilizada para montar a estrutura dos elementos vistos na tela. Entre as suas aplicações estão a definição de menus, criação de botões, textos, entradas de dados e afins. É uma linguagem utilizada por todos os sites ao redor do mundo.

CSS

Cascading Style Sheets — a linguagem CSS — é utilizada para dar estilo às estruturas criadas com o HTML. Por meio dessa linguagem que o desenvolvedor define cores, alinhamento, tamanhos de fonte, animações e outras implementações de design. A grande maioria dos sites do mundo contam com CSS, uma vez que, sem essa linguagem, os sites ficam com uma aparência simples demais.

JavaScript

O JavaScript é, hoje, uma das linguagens mais utilizadas no mercado por conta da sua enorme versatilidade. Por meio dela, os desenvolvedores podem criar animações ainda mais complexas do que com CSS e, além disso, é a linguagem utilizada por grande parte dos frameworks e bibliotecas do mercado.

O que é back-end?

Apesar de mais abstrato, o conceito de back-end também é simples de entender: os dados publicados em uma rede social — como fotos e vídeos — por meio da interface do usuário precisam ser armazenados em algum local para poderem ser acessados posteriormente.

Entretanto, esse envio não é feito diretamente do front-end para o banco de dados da rede social. Ao invés disso, existe uma parte da aplicação que é responsável por receber essas informações, fazer operações específicas — postagens, filtros, exclusões, verificações de segurança e validações — e, após isso, armazenar no banco de dados. Esse é o back-end.

Além disso, diferentemente das operações de interface, estas são executadas em linguagens entendidas por servidores. Por isso, tecnologias back-end também são conhecidas como server-side.

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O que faz um desenvolvedor back-end?

As atribuições de um desenvolvedor back-end não incluem a criação de páginas bonitas ou responsivas, como acontece com profissionais front-end. Em vez disso, eles são responsáveis por implementar arquiteturas robustas, que se comuniquem com o banco de dados e que garantam a segurança dos dados enviados pelo usuário.

Desenvolvedores dessa área utilizam linguagens como C#, Java, Ruby ou até mesmo JavaScript — por meio do Node.js. Além disso, também são mais próximos de ramos como a análise de dados, machine learning e big data.

Quais são as principais linguagens na área de back-end?

Da mesma forma, as linguagens voltadas para back-end podem ser utilizadas para diversas finalidades, entretanto, uma característica em comum é a execução no lado do servidor. A seguir, confira as principais delas.

PHP

PHP é uma linguagem largamente utilizada em sites na internet e por aplicações de todos os tamanhos, desde pequenos sites empresariais até grandes instituições — Facebook, Wikipédia e Tumblr, por exemplo.

É uma linguagem de programação interpretada que foi bastante influenciada pela linguagem C e diversos paradigmas da programação. É possível, por exemplo, utilizar programação funcional ou procedural ao mesmo tempo em que trabalha com orientação a objetos, por exemplo.

C#

A linguagem C# é utilizada de forma bastante ampla nas tecnologias da Microsoft. É uma linguagem robusta, moderna, escalável e com documentação bastante rica.

Pode ser utilizada para diversas finalidades, desde aplicações desktop até serviços web e aplicativos móveis — por meio da plataforma Xamarin. Por conta dessas questões, é hoje uma das linguagens mais utilizadas no mundo.

Java

Java é uma das linguagens mais famosas do mercado e que pode ser utilizada no desenvolvimento de projetos em várias áreas — além da web, pode estar em projetos desktop, mobile e até mesmo IoT.

Apesar de ser multiplataforma, ainda é mais utilizada no desenvolvimento do back-end de sistemas web.

Ruby

Criada em 1995 pelo japonês Yuri Matsumoto, Ruby é uma linguagem relativamente nova. Tem uma sintaxe limpa e fácil de se trabalhar, além de ser orientada a objetos. Também é multiplataforma e pode ser utilizada em diversos tipos de sistemas operacionais.

Além disso, a linguagem Ruby conta com o Rails, um framework para desenvolvimento de aplicações web, que é de código aberto. Essa ferramenta foca na resolução rápida de diversos problemas encarados durante o desenvolvimento web, facilitando bastante o andamento das atividades.

Python

Criada por Guido van Rossum em 1991, a linguagem Python é focada em legibilidade e produtividade. É bastante fácil de ser aprendida e, por conta disso, é a primeira a ser ensinada a iniciantes no mundo da programação.

O que é um desenvolvedor fullstack?

Bem simples de ser explicado, fullstack é um termo para descrever profissionais que trabalham tanto com front-end quanto com back-end. É um profissional mais completo e que normalmente tem mais experiência no desenvolvimento de sistemas web.

Por conta do seu conhecimento amplo, costuma ser mais valorizado no mercado, principalmente se souber lidar bem com as duas áreas e, para aqueles que desejam se tornar desenvolvedores fullstack, a dica inicial é procurar conhecer bem a arquitetura da tecnologia que for escolhida.

Entendeu qual é a diferença entre desenvolvedores front-end e back-end? Então não deixe de compartilhar este post nas suas redes sociais e ajude seus amigos a conhecerem essas definições!

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