Financiamento estudantil: entenda como funciona

  • 13/fev/2017

Financiamento estudantil: entenda como funciona

As dificuldades financeiras muitas vezes acabam impedindo a realização de sonhos pessoais e profissionais, não é mesmo? Logo, é fundamental buscar alternativas para não os deixar de lado. Pensando nisso, hoje falaremos sobre o financiamento estudantil privado.

É fato que existem melhores oportunidades no mercado de trabalho para pessoas mais bem preparadas — e fazer um curso de graduação é um dos primeiros passos que devem ser dados rumo à ascensão profissional.

Por isso, conhecer esse tipo de financiamento pode mudar a sua realidade e garantir voos mais altos para a sua carreira. Confira o post a seguir e entenda melhor sobre o assunto!

Quais são os tipos de financiamento disponíveis?

Mesmo cientes da importância de um curso de graduação para dar novos rumos à carreira profissional, muitas pessoas acabam adiando (ou nunca realizando) esse sonho por falta de dinheiro.

Por mais que se enxugue o orçamento, às vezes ainda é difícil ter o suficiente para bancar as mensalidades de uma faculdade. Para quem vive uma situação como essa, vale saber que existem dois tipos de financiamento para estudantes:

  • o público, realizado pelo FIES (Fundo de Financiamento Estudantil do Governo Federal);
  • o privado, concedido por instituições de crédito, como bancos e sociedades financeiras.

Uma das grandes diferenças nesse sentido é que, como o FIES apresenta taxas de juros mais baixas que o mercado em geral, esse tipo de programa costuma ser a primeira opção dos estudantes. A intenção do governo é justamente facilitar o acesso da população mais carente às instituições de ensino privadas.

Como as vagas nas universidades públicas são muito disputadas, os cursos particulares acabam sendo a opção ideal para quem já está no mercado de trabalho e não teve tanto tempo para estudar para o vestibular, ou mesmo escolheu um curso privado por outros motivos.

Mas, para participar do FIES, é preciso se encaixar nos requisitos estabelecidos pelo programa — dentre eles, está fazer o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), obtendo uma média de pelo menos 450 pontos nas provas e não zerar a redação.

No entanto, com a crise econômica que o país enfrenta desde 2015, o FIES vem apresentando características como quedas no número de financiamentos concedidos e aumento de juros, além de atrasos no pagamento das mensalidades.

Portanto, apesar de essa ainda ser a alternativa com melhor custo-benefício, procurar outras opções é uma boa ideia para quem não quer deixar para trás o sonho de fazer uma faculdade.

Como funciona o financiamento estudantil privado?

O financiamento privado é outro caminho para aqueles que, por algum motivo, não se encaixam nos requisitos do FIES. Aqui, a vantagem é que os créditos estudantis costumam ter taxas de juros mais baixas que os demais financiamentos.

Além do mais, os prazos para o pagamento podem ser flexibilizados, conforme negociação. As instituições de ensino normalmente fazem acordos com bancos e demais instituições financeiras para que ofereçam melhores condições de empréstimo.

Diferentemente do que o FIES oferecia no passado, o financiamento estudantil privado não tem prazo de carência. Isso significa que, após o recebimento do valor do primeiro semestre do curso, o aluno já deve começar a pagar as parcelas.

Por isso, é ideal que o estudante pesquise as melhores taxas de juros e os valores das mensalidades. Não adianta solicitar um financiamento se o orçamento do mês não permite quitar a parcela mínima, concorda?

Então, é preciso avaliar com cautela as possibilidades antes de tomar a sua decisão.

Quais são os seus maiores benefícios?

Ainda que o FIES seja visto como a melhor alternativa por muitas pessoas, o financiamento privado também apresenta grandes benefícios em relação ao programa público. Veja a seguir quais são suas principais vantagens:

Menor burocracia

O processo de obtenção de um financiamento estudantil privado costuma ser mais bem simples que a trajetória para conseguir o FIES — que envolve uma série de critérios, restrições e métodos burocráticos até finalmente conseguir a aprovação.

Nesse caso, trata-se de um financiamento comum, em que o beneficiário consegue um valor à vista para arcar com as mensalidades da faculdade e recebe um prazo para pagar as parcelas da dívida. Aliás, desde que o estudante apresente comprovação de renda, muitos bancos nem exigem a existência de um fiador.

Não exige nota no ENEM

Outro detalhe que dificulta a aprovação pelo FIES é a exigência do Governo Federal de que os candidatos aprovados façam pelos menos 450 pontos na prova do ENEM, além de não zerarem a prova de redação.

Infelizmente, sabemos que a desigualdade é uma realidade social brasileira e que nem todos possuem as mesmas bases educacionais. Logo, muitos alunos acabam ficando de fora da possibilidade de entrar em uma faculdade, pois não tiverem um bom desempenho na última prova do ENEM.

Mas, ao contratar um financiamento privado, o estudante precisa ficar atento apenas às regras exigidas pela instituição em que ele deseja estudar. Muitas vezes, é possível fazer uma prova de vestibular específica, sem ter a necessidade de esperar mais um ano inteiro para fazer o ENEM novamente.

Rapidez

Processos burocráticos ou que envolvam o desempenho obtido em uma prova que é feita apenas uma vez ao ano certamente podem levar mais tempo. O governo tem que lidar com milhares de candidatos de todo o país, analisando diversos dados para dar prosseguimento à liberação de recursos.

Então, faz sentido que o financiamento público realmente seja mais demorado que o privado. No último caso, geralmente basta procurar a instituição desejada e apresentar documentos como RG, CPF e comprovantes de residência e renda para dar início ao financiamento.

Além do mais, não é preciso esperar datas tão específicas para fazer a inscrição, conferir os resultados da pré-aprovação, aguardar a lista de espera ou prosseguir com todo o processo — tudo acontece de forma mais rápida quando você procura um banco ou instituição de crédito por conta própria.

Facilidade no pagamento

Por ser um tipo de crédito destinado à vida estudantil, já se pode contar com juros mais baixos do que os praticados nos empréstimos comuns — e isso garante que você não tenha que pagar um montante tão acima do valor que pegou emprestado.

Outra facilidade oferecida pela maioria dos financiamentos privados é a possibilidade de pagar a dívida no dobro do tempo de estudo (ou em um período maior do que o tempo gasto para a sua formação).

Na prática, isso significa que você poderá aproveitar o status de formado em um curso superior para conseguir melhores oportunidades profissionais antes de quitar o seu débito. Aliás, esse é um dos fatores que você deve se informar antes de fechar o acordo.

Quem pode solicitar o financiamento privado?

Assim como qualquer outro financiamento, as opções privadas também têm os seus pré-requisitos. Mas isso pode variar muito de acordo com a instituição ou com o programa que você escolher, afinal, cada um pode apresentar exigências distintas.

Em geral, a condição mais comum entre eles é que o interessado apresente um fiador — ou seja, alguém que comprove renda e que se comprometa a arcar com a dívida, caso o solicitante não o faça. Porém, até mesmo esse quesito pode variar.

Outro ponto que vale a pena ser ressaltado é que o financiamento estudantil privado pode servir para todos os tipos de cursos superiores. Isso quer dizer que as pessoas que desejam fazer um curso a distância também podem recorrer a essa facilidade.

EAD tem crescido cada vez mais no Brasil e, muitas vezes, essa é a única forma que um trabalhador encontra de continuar com seu emprego e voltar a estudar com uma rotina mais flexível.

Logo, nada mais justo que os financiamentos também apoiem esses estudantes. Sem contar que os custos dessa modalidade tendem a ser bem menores quando comparados ao ensino presencial, o que facilita ainda mais para quem está com o orçamento apertado.

E se eu perder o emprego?

Essa é uma dúvida de muitas pessoas. Nesse caso, é sempre recomendável que, além de separar o dinheiro das parcelas, o aluno consiga fazer uma poupança todos os meses.

Assim, em casos de desemprego ou emergências imprevistas, ele possuirá uma segurança para arcar com as despesas, sem comprometer o pagamento do financiamento estudantil.

Ainda assim, mesmo que o estudante não consiga pagar as parcelas, não precisará largar a formação. A dívida é feita com o banco, e não com a faculdade. A instituição financeira não pode deixar de pagar as mensalidades, mesmo em casos de inadimplência.

Mas, de toda forma, é sempre bom checar com muita atenção os termos do acordo antes fechar o negócio. É essencial estar ciente de todas as cláusulas do contrato para saber como agir em cada situação, sem causar maiores prejuízos.

Existem outras opções?

Sim. O Parcelamento Estudantil Privado (PEP) é outra possibilidade para quem deseja fazer um curso superior. Não se trata de financiamento estudantil, mas de adiamento de parte do valor do curso.

Pelo PEP, o aluno pode pagar até 70% do valor dos estudos depois de formado. O prazo para quitar todas as parcelas é igual ao período do curso. Assim, se você fizer uma graduação de 4 anos, terá 8 para pagar todas as parcelas, sem juros.

Muitas instituições de ensino são parceiras do programa. Alunos do ensino superior ou que já concluíram o ensino médio podem se inscrever sem a necessidade de fazer o ENEM.

Viu como há diversas maneiras de ingressar no ensino superior? Ainda que exija alguns sacrifícios e cortes no orçamento, o diploma universitário é mais do que um sonho a ser conquistado: é um direito a ser reivindicado!

É sempre bom ter em mente que o financiamento é de sua responsabilidade e, como tal, você terá de honrá-la. Portanto, antes de tentar o financiamento privado, busque bolsas parciais ou integrais, ou mesmo um acordo na empresa onde trabalha. Quem sabe também não é do interesse dela investir na sua carreira?

Enfim, caso você não se enquadre nas opções oferecidas pelo governo, não perca a motivação e encontre outra alternativa — como o financiamento privado, que funciona para muita gente. Com organização e planejamento, é possível quitar o empréstimo e conseguir colher os frutos de uma formação melhor.

Conseguiu entender melhor como funciona o financiamento estudantil privado? Então, aproveite também para ler o nosso e-book sobre organização financeira e ficar ainda mais por dentro desse assunto!






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