Saiba qual é o momento ideal para pedir um aumento no trabalho

  • 20/mar/2017

Saiba qual é o momento ideal para pedir um aumento no trabalho

Seu tempo de empresa passa, a inflação corrói seu salário, você se dá conta de que precisa fazer aquela graduação para se manter no mercado: chega uma hora que é inevitável, é preciso pedir um aumento para o chefe. Mas como fazer essa abordagem?

A primeira coisa que deve ser avaliada antes de pleitear reajuste de salário é o nível de suas entregas e o quanto elas são capazes de agregar à empresa (até porque se você não conhece seu próprio valor, não dá para exigir que seus superiores o conheçam, concorda?). Em seguida, é preciso saber o timing exato de sentar para ter essa conversa, a mais delicada da relação laboral. É aqui que muitos profissionais escorregam, prejudicando sua imagem ao invés de conquistarem valorização.

Pensando nesse problema, listamos 7 dicas para você compreender o que deve fazer e qual o momento ideal para falar em aumento de salário! Confira:

Considere a situação da empresa

É essencial que o profissional não seja insensível à situação atual da empresa. Em momentos de queda de vendas, reestruturações e enxugamento de quadro, pedir um aumento é quase assinar seu pedido de demissão! Por isso, é importantíssimo que o profissional se conheça e monitore permanentemente a situação financeira de sua organização. Tomando as palavras do filósofo chinês Sun Tzu, em A Arte da Guerra,

“Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece, mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas…”

Outras situações em que pedidos de aumento não são adequados são períodos de fusões e troca de gestão. Seu pleito pode soar como oportunismo e macular sua imagem na empresa.

Ao invés disso, aguarde momentos de estabilidade, com bons resultados na organização e abertura de novas vagas para postos de maior responsabilidade. Timing aqui é fundamental.

Verifique se há disponibilidade para ocupar um cargo diferente

Não adianta argumentar que lhe falta dinheiro, que merece ganhar mais, etc. Infelizmente, em geral, as empresas não querem saber sobre seus problemas pessoais. Para piorar, esse tipo de argumentação (de que seu salário não supre suas despesas) sinaliza que você não sabe administrar seu dinheiro. Ora, se você não é capaz de gerir sua própria vida, certamente não será capaz de cumprir suas responsabilidades na companhia. Cuidado, portanto, com esse tipo de alegação.

Estratégico seria expor que um reajuste salarial será benéfico para a própria organização. Será que há algum outro cargo, de maior salário (e também maior responsabilidade) em que você poderia contribuir ainda mais e trazer resultados robustos à empresa? Onde você crê que faria a diferença? Você é capaz de convencer sua chefia disso?

Tenha certeza de que é capacitado o suficiente

Seja sincero, você tem entregado resultados ótimos à sua empresa? Você é o diferencial em sua organização (se você saísse, a empresa ficaria com problemas ou sua ausência não seria sentida)? Você possui qualificação profissional, currículo e experiência para assumir novos desafios (e ser melhor remunerado por isso)?

Essa reflexão deve ser feita com racionalidade antes de pedir um aumento. Não adianta ser o funcionário que não comparece às reuniões, chega atrasado, não apresenta nenhum diferencial em relação aos colegas e aparece na sala do chefe dizendo que precisa ser valorizado.

Não são incomuns os casos de colaboradores que, de tamanho destaque, “obrigam” a empresa a conceder-lhes reajuste salarial, mesmo que isso estivesse fora dos planos da organização. Até porque se você é um “pequeno notável”, está treinado e produz bons resultados, não demorará para receber uma proposta de outra empresa (para a organização, é muito mais barato te dar aumento do que contratar/treinar um novo funcionário). Dê a si mesmo seu próprio aumento.

Demonstre interesse em alinhar sua carreira com as metas da organização

Nenhum gerente ou diretor vai querer dar aumento de salário a um funcionário que tende a sair rapidamente da empresa. Conforme já dito, o processo de recrutamento, seleção e treinamento custa caro. Só vale a pena investir no capital humano quando há perspectiva de que ele permaneça na organização, fechado com seus objetivos de longo prazo e alinhado com sua ideologia de crescimento.

Já tratamos no post “Qual é a importância do estágio para formação profissional?” sobre alguns exemplos de profissionais que ingressaram na empresa como estagiários e se tornaram CEOs. Casos como os de Ursula Bruns (presidente da Xerox), Aldemir Bendine (ex-presidente do Banco do Brasil) e Ivan Zurita (ex-presidente da Nestlé) evidenciam que quando se está alinhado com a missão, visão e valores da empresa, o reconhecimento financeiro passa a ser consequência.

Entenda que a remuneração deve ser apenas um efeito de sua grandeza profissional. É essa a virtude que deve ser buscada ao longo de sua plano de carreira.

Esteja em constante processo de qualificação

Você parou no Ensino Médio? Então vai ser difícil exigir promoção, especialmente em uma era em que as instituições superiores de ensino a distância (EaD) têm alcançado as melhores notas no Enade, mostrando que é possível pagar pouco e fazer uma universidade de excelência.

Discursos como “eu mereço ganhar, no mínimo, o mesmo que fulano” ou “eu acho que mereço e tenho filho pequeno” não convencerão seu chefe. O que o convencerá é mostrar à organização no dia a dia de que você está em constante processo de qualificação, buscando uma graduação, cursos de capacitação, aprimoramento de idiomas estrangeiros, etc.

Se você não possui recursos suficientes, busque um financiamento estudantil e só então vá conversar com sua chefia (que pode, movida pelo seu esforço e iniciativa, ajudá-lo com o pagamento da mensalidade da universidade).

Participe de projetos de grande visibilidade

Não basta ser bom, você tem que provar que é. E para isso, você tem que aparecer na organização. Uma maneira inteligente de fazer isso sem parecer prepotente é oferecer-se para se engajar em grandes projetos. Esse tipo de ação é excelente para te colocar em contato com os mais importantes gestores da empresa, que podem perceber seu valor para a companhia.

Projetos de governança corporativa e responsabilidade social são dois ótimos exemplos!

Esteja por dentro do que o mercado paga

Pesquise nos veículos especializados (e também junto a conhecidos em outras organizações) quanto as empresas de mesmo porte e mesmo segmento pagam a profissionais com seu nível de escolaridade, cargo e experiência. É a partir dessa pesquisa que você formulará uma proposta, que deve ser condizente com a realidade da empresa (ou seja, não adianta ser um funcionário polivalente atuando em uma pequena empresa; nesse caso, ainda que você agregue valor imenso à organização, pode ser que ela não tenha condições de valorizá-lo como deveria).

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