Satisfação profissional: o salário é mais importante que a vocação?

  • 24/fev/2017

Satisfação profissional: o salário é mais importante que a vocação?

Quem nunca ouviu que dinheiro não compra felicidade? O bordão dá um certo status a quem o repete, pois sugere nobreza de alma e desapego.

Já nos primeiros anos da vida adulta, entretanto, entendemos que é impossível viver sem dinheiro. Ao escolher uma profissão, inclusive, muitas pessoas defendem priorizar a estabilidade financeira sobre a realização pessoal.

Mas, afinal, é possível encontrar um equilíbrio entre esses dois importantes aspectos da vida profissional? Como encontrar satisfação no que se faz e obter o reconhecimento e a remuneração desejados?

Se você compartilha desta inquietação, nossas dicas podem ajudá-lo! Acompanhe!

1. Conhecendo e seguindo sua vocação

Ao longo de nossa trajetória como estudantes, é natural nos identificarmos com algumas disciplinas ou assuntos específicos. Quando isso acontece, imediatamente pensamos em construir uma carreira baseada nessas preferências.

Somos aconselhados por orientadores pedagógicos e profissionais já estabelecidos a levar em conta nossa personalidade na hora de escolher um curso de graduação, tanto quanto nossas habilidades e competências. A esse conjunto de fatores se dá o nome de vocação!

Vocação X satisfação profissional

Você já deve ter escutado ou até reproduzido frases como Fulano fez um teste vocacional e decidiu ingressar na faculdade de Direito, ou ainda Cicrano seguiu sua vocação ao cursar Contabilidade, certo?

Muitas pessoas associam o alcance da satisfação profissional exclusivamente a essa ideia. E é verdade que a vocação desempenha um papel vital na construção de uma carreira, pois somente quem se envolve de fato com o que faz consegue se destacar e manter no mercado competitivo atual.

Aqueles que se identificam com sua prática profissional diária estão sempre atualizados, buscam inovar, não se esquivam da necessidade de contínuo aperfeiçoamento e reciclagem de seus conhecimentos. Conseguem se manter motivados e focados sem grande esforço, mesmo em situações adversas. Em outras palavras: desenvolvem-se pessoal e profissionalmente com uma desenvoltura ímpar para fazer estes dois âmbitos se cruzarem.

Quando encontramos ou conhecemos pessoas assim, nos sentimos inspirados a também seguirmos nossa vocação. Porém, muitas vezes esbarramos no fato de que as profissões com as quais nos identificamos não costumam remunerar tão bem ou estão na contramão do prestígio social, por mais que inegavelmente contribuam para a sociedade.

O que fazer diante desse impasse? O que priorizar: a vocação ou a garantia de retorno financeiro e valorização? Será que vale a pena sacrificar seu talento e habilidades naturais por uma profissão que garanta estabilidade?

2. Ponderando a questão financeira

Em um mundo capitalista, nossas menores ações são viabilizadas pelo dinheiro. Nesse contexto, viver com um salário baixo pode ser um grande desafio, sob todos os pontos de vista.

A questão financeira, portanto, deve ser ponderada com cuidado na escolha de uma profissão, uma vez que a falta de estabilidade e de um retorno satisfatório ao final de cada mês se torna fonte de grande angústia.

As contas se acumulam e a pressão por quitá-las no prazo é enorme. Não ser capaz de arcar com as próprias despesas pode desencadear sentimentos como fracasso, baixa autoestima, descrença nas próprias competências e até depressão.

Seguir nossa vocação faz com que encontremos significado na profissão escolhida, mas não necessariamente garante sustento. Aqui, há uma espécie de retorno interno em detrimento do externo.

Em contrapartida, ocupar um cargo bem remunerado e ser reconhecido, mesmo não enxergando um significado ou se identificando com ele, garante a satisfação de ser responsável pela própria existência. Aqui, a situação se inverte, e temos um retorno externo em detrimento do interno.

Então como fazer para unificar esses dois tipos de retorno? Como alcançar a satisfação profissional sem abrir mão de uma remuneração justa?

3. Unificando os caminhos

Até aqui, vimos que ambos os aspectos, vocação e estabilidade financeira, são essenciais para a satisfação profissional. Em outras palavras, é preciso achar uma forma de combinar esses elementos e construir uma carreira a partir dessa fusão.

A seguir, elaboramos algumas dicas para tornar essa harmonização possível!

Faça um esforço e ajuste sua perspectiva

O primeiro passo na hora de escolher o curso de graduação ideal (aquele que irá proporcionar, futuramente, o estilo de vida que você almeja) é enxergar remuneração e vocação não como polos divergentes, mas sim como causa e consequência. Em outras palavras, perceber que um resulta do outro.

Quando você se destaca em sua atuação, independentemente de qual seja ela, seu diferencial é reconhecido e recompensado, mesmo que isso leve algum tempo.

Estabeleça ordem no caos

Não seja inocente a ponto de acreditar que, porque você tem um dom natural, não será necessário empenho para se capacitar e especializar. Mesmo que você tenha optado por uma área em que suas habilidades são naturalmente fortes, mapeie as possibilidades de especialização dentro dela. Isto é: jamais se acomode!

Busque aperfeiçoamento, torne-se um expert, aproveite o embalo de fazer algo com que se identifica para procurar maneiras de inovar, propor novas ideias e soluções. Lembre-se: o mercado está saturado de profissionais medianos; ele valoriza os especialistas!

Defina seus objetivos e elabore um plano de ação

O planejamento é um instrumento que deve ser utilizado a seu favor, especialmente para alcançar objetivos em longo prazo. Fique atento ao mercado e às oportunidades em sua área e estabeleça suas metas e objetivos a partir dessas informações.

É interessante fazer isso já na faculdade, pois, nela, os estudantes possuem uma perspectiva mais ampla e estão em contato permanente com seus professores, que podem fornecer orientações e feedbacks valiosos.

Tenha um padrão de vida compatível com seu salário

É importante adequar o estilo de vida à sua situação financeira momentânea. Mesmo que futuramente você amplie sua renda, procure adequar suas despesas ao que seu salário permite hoje.

Mesmo que inicialmente você não receba a remuneração sonhada exercendo sua profissão, persevere e fique longe das dívidas. Antes de tudo, garanta seu desenvolvimento pessoal e profissional!

Alcance a satisfação profissional

Muitos profissionais escolhem trilhar o caminho que garantirá um retorno financeiro imediato, mesmo que ele não traduza suas habilidades e inclinações. Outros tantos seguem uma vocação sem levar em consideração a remuneração que irão receber pela função desempenhada.

Entre os 2 extremos, o ideal é se planejar, estabelecer objetivos e tomar uma decisão que contemple os aspectos vocacional e financeiro, já que ambos são essenciais para a satisfação profissional!

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