Educação inclusiva: saiba por que ela é tão importante para o ensino

  • 29/nov/2019

A importância da educação inclusiva vai além de propor a escolarização de portadores de necessidades especiais. Incluir significa juntar, inserir, fazer parte de um certo grupo. A inclusão é uma oportunidade de convivência com a diversidade, para todos os alunos.

Este post aborda a relevância da educação inclusiva, assim como seus princípios e desafios. Além disso, também vamos falar sobre o papel da escola e da comunidade escolar como um todo no processo de inclusão educacional e social dos alunos. Acompanhe com atenção!

O que é educação inclusiva?

A educação inclusiva é um modelo de ensino contemporâneo que propõe igualdade nas possibilidades de escolarização. Com essa visão, o objetivo é que todos os estudantes — crianças, adolescentes e até alunos do ensino superior — tenham direito à educação em um só ambiente.

A proposta da educação inclusiva é valorizar as diferenças e permitir uma convivência respeitosa e diversificada no contexto escolar. Em um primeiro momento, pensamos nas pessoas que apresentam necessidades especiais, devido à segregação que antes existia em relação a esse grupo de estudantes.

Contudo, contemplar a diversidade também significa reconhecer que há diferentes gêneros, etnias e classes sociais. Enfim, cada indivíduo é único em termos de aparência, cultura, história de vida e capacidade física e intelectual. Dessa forma, a universalização dos direitos educacionais e sociais deve ser respeitada.

Em resumo, educação inclusiva significa oferecer o mesmo espaço para o processo de aprendizagem de todos os indivíduos, independentemente de suas limitações e particularidades. Com a inclusão, os estudantes ganham a oportunidade de aprender, interagir e experimentar a vida em comunidade.

Assim, as diferenças deixam de ser encaradas como obstáculos e passam a ser compreendidas como diversidade. Essa abrangência de visão é fundamental desde a infância para fortalecer a empatia e a consciência social. Por fim, todos têm a ganhar com a educação inclusiva: os estudantes que entram na escola regular e os que aprendem a conviver com as diferenças.

Qual é a diferença entre educação inclusiva e educação especial?

Quando se fala em educação inclusiva, logo vêm à mente as técnicas para a aprendizagem de portadores de necessidades especiais. De fato, os conceitos são relacionados. Mas há distinções que precisam ser esclarecidas.

A educação especial é uma abordagem de ensino direcionada para o desenvolvimento de habilidades específicas de indivíduos com algum tipo de dificuldade de aprendizagem ou deficiência — física, intelectual, auditiva, visual etc. Pessoas com altas habilidades, conhecidas popularmente como superdotadas, também entram no grupo das necessidades especiais, uma vez que requerem recursos próprios para o seu aprendizado.

A educação inclusiva, por sua vez, difere da educação especial por se tratar de um processo educativo e social, ao mesmo tempo. Promover a aprendizagem, nesse sentido, é tão importante quanto possibilitar a convivência com pessoas de todos os tipos. Trata-se de um modelo que prioriza a formação global e sem barreiras ou preconceitos.

Até pouco tempo atrás, o sistema educacional brasileiro mantinha dois tipos de escola: a regular e a especial. Alguns alunos, mesmo com limitações brandas, eram direcionados para a educação especial e privados do contato diversificado com os estudantes regulares.

Com a educação inclusiva, todos os alunos são acolhidos na escola regular, que agora deve dispor de meios adequados e recursos diferenciados para oferecer apoio no processo de aprendizagem de todos os indivíduos.

Essas mudanças no panorama educacional estão previstas na legislação. O Plano Nacional de Educação (PNE) é aprovado pela Lei nº 13.005/2014, que tem como meta a universalização da educação básica.

Sendo assim, pessoas de 4 a 17 anos que apresentam algum tipo de deficiência, transtorno global do desenvolvimento ou altas habilidades têm direito à educação na rede regular de ensino e ao atendimento educacional especializado.

Quais são os princípios da educação inclusiva?

A educação inclusiva é sustentada por 5 princípios que devem ser revisitados pelos educadores com regularidade, para que estes se mantenham firmes em seu propósito. Confira, a seguir, quais são os pilares da inclusão educacional!

1. Toda pessoa tem o direito de acesso à educação

Isso significa que a educação é para todos e não há obstáculos físicos, intelectuais ou de nenhuma outra natureza que possam impedir esse direito.

2. Toda pessoa aprende

Todo indivíduo tem capacidade de aprender. A única diferença está no caminho que ele percorre para obter o conhecimento.

3. O processo de aprendizagem de cada pessoa é singular

Alguns podem seguir os métodos tradicionais, outros precisam de recursos mais elaborados, mas todos podem e devem ter incentivo ao aprendizado. 

4. O convívio no ambiente escolar comum beneficia todos

O contato com a diversidade é importante para a formação completa dos indivíduos. Todos são beneficiados com a inclusão escolar e social, tanto os que são inseridos no contexto comum quanto aqueles que os acolhem.

5. A educação inclusiva diz respeito a todos

A inclusão é para os portadores de necessidades sociais, assim como para qualquer outro tipo de diferença — física, mental, cultural, social, sexual, racial ou étnica.

Qual é o papel da escola nesse cenário?

Para ser uma escola inclusiva, não basta abrir as portas para os alunos especiais ou falar sobre o valor da diversidade. É preciso contar com um projeto pedagógico que coloque a inclusão em prática.

Com base em um projeto educacional inclusivo, a escola consegue cumprir o seu papel com planejamento, organização, flexibilidade e propostas diversificadas. Além disso, a comunidade escolar não pode trabalhar sozinha e, para viabilizar a inclusão, também depende da construção de uma rede de apoio.

Em conjunto com os educadores e gestores escolares, devem estar os familiares e profissionais da saúde que acompanham os alunos — médicos, psicólogos, psicopedagogos, fonoaudiólogos e fisioterapeutas.

O papel da família é proporcionar base sólida para a visão de mundo e para a construção de valores como respeito ao próximo. Para alcançar uma sociedade inclusiva, é necessário que essa conscientização também seja trabalhada em casa. 

Quais são os principais desafios da educação inclusiva no Brasil?

A educação inclusiva ainda segue a passos lentos em território nacional. As propostas são bem definidas, mas ainda há alguns desafios pelo caminho. Veja quais são os principais entraves da inclusão nas escolas!

Poucos recursos destinados às mudanças

Um dos obstáculos enfrentados pelas escolas inclusivas é a escassez de recursos financeiros para investir em adaptações e equipamentos. Exemplos de mudanças necessárias são reestruturações arquitetônicas, ferramentas audiovisuais apropriadas para o processo educativo e até a contratação de apoio profissional especializado para determinados casos.

Falta de preparo da comunidade

Nem todos os educadores precisam ter formação especialista em educação especial, mas todos deveriam estar preparados para conviver com os alunos e suas diferentes condições. Isso também vale para outros profissionais que prestam serviço nas escolas e, principalmente, para as famílias que fazem parte da comunidade escolar. Sem uma conscientização geral, fica bem mais difícil promover a inclusão.

Quantidade insuficiente de professores capacitados

A principal dificuldade na concretização efetiva da educação inclusiva no Brasil é o número limitado de educadores especializados para lidar com alunos especiais. Um exemplo simples é a pouca procura pelo estudo de Libras ou Braille. Para esse ou outros conhecimentos específicos, cursos de extensão e especialização surgem como pilares para a preparação contínua dos profissionais.

Para os que gostariam de atuar na educação inclusiva, mas não sabem por onde começar, a formação em Pedagogia é um caminho. O curso fornece visão abrangente sobre diversidade e inclusão e prepara o educador para lidar com os desafios desse cenário. A qualificação continuada também é necessária para que o profissional se mantenha sempre apto a atender as novas demandas da área educacional.

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