Metodologia ágil: entenda o que é e como ela pode ser aplicada!

  • 29/jan/2020

Metodologia ágil: entenda o que é e como ela pode ser aplicada!

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Tempo de Leitura: 4 minutos

Nos últimos anos, a importância do desenvolvimento de softwares cresceu de forma acentuada nas empresas. Hoje, essa atividade é estratégica para qualquer organização — seja para criar ferramentas de uso interno, seja para oferecer uma boa experiência ao cliente. Logo, a demanda por eficiência e rapidez abriu espaço para o que chamamos de metodologia ágil de desenvolvimento.

Mas, afinal, como exatamente ela funciona? O que há por trás desse conceito? Como ele é aplicado? O que é exatamente o Manifesto Ágil? Quais são as metodologias mais utilizadas pelas empresas?

Criamos este artigo completo sobre para tirar suas dúvidas sobre as metodologias ágeis de software. Confira!

O que é uma metodologia ágil?

O conceito básico de método ágil de desenvolvimento traz como objetivo principal a entrega de um produto com máxima qualidade no menor tempo possível. Isso envolve um planejamento diferenciado, que favorece a entrega de versões (releases) do protótipo em curto prazo e aproxima o cliente ou usuário final do processo de desenvolvimento.

Porém, agilidade e eficiência são fatores que podem facilmente ser relacionados à maioria dos métodos de engenharia. Então, o que há de tão inovador nesse novo paradigma do desenvolvimento? Para entender isso, é preciso observar de que forma ele surgiu.

A metodologia em questão tem como base a filosofia ágil. Algumas décadas após o surgimento dos primeiros softwares, um grupo de 17 especialistas no assunto resolveu se unir para debater formas de otimizar o processo. O resultado é o que chamamos de Manifesto Ágil, um documento que materializou as propostas geradas por essa nova forma de pensar o desenvolvimento.

Grosso modo, o ponto central da discussão é que seria mais benéfico, no contexto da criação de softwares, priorizar os indivíduos e as interações em detrimento de ferramentas e processos. Isso mudou completamente o mindset de muitos profissionais do setor a partir de então.

O que diz o Manifesto Ágil?

Publicado em 2001, o Manifesto Ágil nada mais é do que uma declaração na qual são destacadas as premissas tidas como essenciais para que o desenvolvimento de softwares seja mais rápido e eficiente. O foco em pessoas e interações, por exemplo, é uma parte importante desse novo conceito.

Outro valor fundamental é a colaboração entre desenvolvedor e cliente (ou usuário final). O modelo anterior era mais engessado: um projeto era elaborado para tentar alcançar as expectativas de forma mais ampla, comprometendo o tempo e a própria qualidade do produto. O método ágil deveria levar em conta entregas parciais para que o cliente trouxesse seu feedback a todo momento na fase de criação.

Aqui entra o segundo ponto: priorizar respostas rápidas e mudanças, se necessário. Em vez de focar em um objetivo imutável, os desenvolvedores e o cliente trabalham em parceria para aprimorar continuamente o produto — e isso vai, constantemente, muito além da entrega.

Atualmente, é quase inevitável que um software continue recebendo atualizações mesmo depois de pronto. Assim, o cliente ajuda a identificar com rapidez as novas demandas e é capaz de atender seu próprio público-alvo com rapidez e qualidade.

Grosso modo, como você pode ver, o fator essencial para as empresas é que a metodologia ágil prioriza o objetivo de colocar o software para funcionar. Mesmo que isso signifique trabalhar inicialmente com um protótipo, o produto evolui em velocidade muito mais rápida, sendo aperfeiçoado continuamente.

Rapidez e flexibilidade são palavras-chave aqui — tanto para a empresa quanto para os desenvolvedores.

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Quais são as 5 principais metodologias ágeis?

1. Kanban

Criada na Toyota, o Kanban tinha como principal objetivo conectar etapas de processos que eram, aparentemente, incomunicáveis. A tradução livre do termo seria “sinalização” ou mesmo “cartão”. No contexto do desenvolvimento de softwares, ele funciona por meio dos seguintes princípios:

  • começar pelo agora;
  • buscar mudanças que sejam revolucionárias;
  • respeitar os papéis, as responsabilidades e os cargos atuais;
  • incentivar a liderança em qualquer nível.

Na prática, o método consiste em um quadro de avisos físico ou digital, no qual são fixados cartões coloridos que identificam o que está no workflow — e as cores indicam a prioridade. As colunas podem ser:

  • fazer;
  • desenvolver;
  • em fila para teste;
  • em testes;
  • implantar;
  • pronto/feito.

Sua grande vantagem é a visualização mais ampla e facilitada. Assim, os desenvolvedores podem identificar gargalos e pontos de maior eficiência apenas observando o quadro.

2. Scrum

O grande foco do Scrum são as entregas parciais e rápidas para atender às demandas do mercado (time-to-market). Isso não significa entregar algo inacabado, mas definir funcionalidades essenciais que devem ser entregues primeiro. Os chamados sprints são as versões com cada nova função.

Grosso modo, o Scrum exige reuniões diárias nas quais são discutidos o status do projeto, os problemas, as novas demandas etc. A equipe deve contar com um Product Owner (PO), que é especialista no produto, e um Scrum Master, que domina o framework. Assim, o foco é a parte prática. Com uma primeira versão entregue, é muito mais fácil continuar o desenvolvimento almejando a próxima prioridade.

Seu grande benefício é a capacidade de adaptação para as mais variadas atividades.

3. Extreme Programming (XP)

A metodologia XP é mais antiga que o próprio Manifesto Ágil — o que não significa que é menos eficiente. Ela foi adaptada à nova filosofia para entregar resultados ainda melhores. Seus três pilares centrais são a agilidade no desenvolvimento, a qualidade no produto e a economia no uso de recursos. Os valores para alcançar esses objetivos são os seguintes:

  • feedback;
  • coragem;
  • respeito;
  • comunicação;
  • simplicidade.

As práticas, por sua vez, são guiadas por esses valores.

4. Feature-Driven Development (FDD)

A FDD, como o nome indica, é uma metodologia guiada por funcionalidades. Trata-se de um modelo incremental e interativo que assume o seguinte lema: resultados frequentes, tangíveis e funcionais. Nela, as funcionalidades definidas como prioridade são desenvolvidas em menos de duas semanas.

A metodologia ainda envolve a designação de papéis (gerente de projeto, arquiteto-chefe, programadores, proprietários de códigos etc.) e de processos (entrada, tarefa, verificação e saída). Suas boas práticas incluem modelagem em objetos de domínio, autoria individual, inspeções, integração regular etc.

5. Lean

O desenvolvimento lean traz consigo um grande objetivo central: eliminar desperdícios. Com isso, a metodologia almeja aumentar a velocidade de entrega e a qualidade do produto, reduzindo custos e aumentando a satisfação do cliente. Além disso, outros princípios que guiam esse método são:

  • incluir a qualidade nos processos;
  • criar conhecimento;
  • adiar decisões e comprometimentos;
  • entregar o quanto antes;
  • respeitar pessoas e equipes;
  • otimizar o processo como um todo.

Cada princípio traz consigo uma série de práticas para favorecer um desenvolvimento mais enxuto — em outras palavras, um processo rápido, com zero desperdício, baixo custo e alta qualidade.

Como você pôde ver, há muitas razões para o sucesso que a metodologia ágil vem conquistando no desenvolvimento de softwares. Então, não fique parado. Vale a pena investir em um curso de pós-graduação em Engenharia Ágil de Software. O mercado para esse perfil de profissional está cada vez mais aquecido!

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