Perito forense digital: saiba por que você deve se tornar um!

  • 25/dez/2019

Perito forense digital: saiba por que você deve se tornar um!

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Já pensou em se tornar um perito forense digital? Com o crescimento de usuários no ambiente virtual e o avanço da tecnologia, o papel desse profissional nunca foi tão importante. É uma área de estudos necessária não somente na polícia e em órgãos do governo; empresas de todos os portes também têm requisitado os trabalhos desse profissional para defender seus interesses corporativos.

Neste artigo, você vai saber tudo sobre essa profissão: como é a sua atuação, seu perfil, sua formação acadêmica e os primeiros passos necessários para se tornar um perito forense digital. Continue a leitura e saiba mais!

O que é perícia cibernética?

Para entender o que é perícia cibernética, é interessante esclarecer o que é um crime cibernético. Essas infrações são cometidas em meios virtuais ou eletrônicos e estão diretamente ligadas à tecnologia, sobretudo às da informação.

Normalmente, o objetivo desses crimes é atingir um usuário ou seu sistema, como servidor, computador, smartphone e tablet. Com a presença massiva de dispositivos conectados e dos recursos instalados neles, aumentam os casos de crimes como fraudes bancárias, invasões, roubo de informações e outras infrações virtuais.

Nesse cenário, cresce a procura por profissionais especializados em rastrear os crimes para reunir provas válidas e autênticas e identificar os criminosos.

O que faz um perito forense digital?

Um perito forense digital é o profissional responsável por averiguar a autoria de um crime virtual. Para isso, ele vai precisar coletar e analisar imagens e demais dados de computadores e outros dispositivos para levar informações suficientes sobre o ocorrido.

E não basta apenas procurar as evidências. Tudo precisa ser preservado a fim de que as informações possam ser utilizadas no processo. Para isso, o trabalho de investigação segue algumas etapas bem sistematizadas:

  • a primeira parte envolve a coleta e o isolamento de todos os equipamentos que serão analisados;
  • são utilizadas tecnologias forenses para recuperar os registros armazenados no hardware;
  • tudo precisa ser copiado e armazenado em outro equipamento a fim de garantir a preservação das informações;
  • durante o processo de análise, haverá o cruzamento de informações e acessos a fim de gerar laudos que serão utilizados para acionar o infrator na justiça.

Como você pode perceber, essa sequência de ações exige do perito forense não só conhecimentos técnicos específicos, mas também um perfil baseado em competências muito importantes para a sua atuação. É sobre esse perfil que vamos falar agora!

Qual é o perfil desse profissional?

Exige-se que o profissional perito tenha competências importantes para a sua atuação. As principais são as seguintes:

  • ser bem organizado;
  • ter boa memória;
  • saber trabalhar de forma metódica;
  • ser curioso e autodidata;
  • saber ler, escrever e falar de forma fluente em inglês e espanhol;
  • ser honesto;
  • ter curiosidade para ir atrás das informações e fatos;
  • saber se expressar com facilidade e fluência;
  • ter ótimo raciocínio lógico;
  • ter conhecimentos aprofundados e consistentes na área de Tecnologia da Informação, Análise de Sistemas, Redes, Segurança da Informação, entre outras do gênero.

Assim, como você viu, o perfil do perito forense digital apresenta mais do que um caráter técnico e não se restringe à tecnologia. É preciso também ter um bom conhecimento da legislação, afinal, envolve lidar com advogados e com o sistema judiciário.

Seu papel inclui também auxiliar em processos judiciais e esclarecer para profissionais da área as questões técnicas envolvidas. O profissional que não tem esse conhecimento pode ficar bem limitado à assistência técnica e a perícias internas/corporativas.

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Como é o mercado de trabalho?

Segundo dados do dfndr lab, laboratório da PSafe, mais de 60 milhões de usuários do sistema mobile Android foram vítimas de links maliciosos em 2018 no Brasil, e 26 milhões tiveram suas identidades roubadas.

Essa vulnerabilidade se converte em grandes prejuízos financeiros. Segundo uma pesquisa produzida pela Serasa Experian, em 2018, 72% das empresas no Brasil relataram perdas decorrentes de fraudes digitais. Ficamos em 3º lugar no ranking dos países que mais identificaram perdas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos (80%) e Reino Unido (76%).

Em vista desse cenário preocupante, as empresas estão buscando formas de se munir a fim de não só prevenir tais situações, mas também de investigar os crimes e recuperar as perdas. Por esse motivo, o mercado de trabalho para o perito forense é muito promissor. Uma vez que a tendência é que transações comerciais digitais cresçam, os serviços de peritos forenses vão ter uma demanda cada vez maior nos próximos anos.

Como se tornar um perito forense digital?

A formação de um perito forense passa pela absorção de um conhecimento aprofundado em tecnologia da informação, especialmente em sistemas operacionais, redes sociais e aplicações em geral.

Além desses conhecimentos técnicos, quem deseja se tornar um perito forense precisa entender também sobre questões jurídicas, processos de investigação criminal e aspectos comportamentais.

Existem diversas ferramentas tanto open source quanto proprietárias que auxiliam o perito no exercício de suas funções, e é necessário saber operá-las.

Há também algumas certificações na área de forense digital que elevam a credibilidade do profissional, atestando os conhecimentos necessários para a sua atuação. Entre as principais estão:

  • ACE (AccessData Certified Examiner), do fabricante AccessDat;
  • ACFEI (American College of Forensic Examiners Institute);
  • CCFT (Certified Computer Forensic Technical);
  • CEH (Certified Ethical Hacker);
  • CHFI (Certified Hacker Forensic Investigator);
  • EnCE (EnCase Certified Examiner), do fabricante Guidance;
  • GIAC (Global Information Assurance Certification), da SANS.

Diversos cursos em níveis de especialização também ajudam o profissional a entrar na área e a absorver os principais conhecimentos do perito forense. Um deles é a pós-graduação em Perícia Cibernética.

Do que trata a pós-graduação em Perícia Cibernética?

O curso de pós-graduação em Perícia Cibernética é destinado a pessoas que desejam atuar como especialistas, assessores, consultores e peritos em segurança da informação e cibernética. Por meio dele, o profissional poderá desenvolver competências técnicas para avaliar vulnerabilidades e riscos em potencial que podem impactar a segurança dos ambientes virtuais.

Quem se especializa em Perícia Cibernética está apto a aplicar as ferramentas da computação forense como suporte em suas investigações de crimes virtuais. Esse se torna o principal caminho para entrar nessa carreira tão promissora.

Com tantos recursos digitais chegando a todo momento e, com eles, os grandes riscos à segurança da informação, o perito forense digital se torna o profissional do futuro, aquele que reúne todas as competências técnicas e jurídicas para gerenciar as ameaças virtuais nas organizações, pré e pós-litígio.

Quer saber mais sobre a pós-graduação em Perícia Cibernética? Entre em contato conosco e tire suas dúvidas agora mesmo!

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