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A Comunicação Interna e seu poder de transformar a jornada do colaborador

Da atração de talentos ao offboarding. Uma jornada completa de desenvolvimento, de troca, respeito e de diálogo. Sim, diálogo. Em um evento ouvi uma frase que me chamou atenção “Markets are conversations”. Fiquei pensando nessa frase e no impacto das conversas, do diálogo, não só na formação de mercados, mas em toda a experiência do colaborador dentro das empresas. 

Na nossa vida cotidiana um simples bate-papo já pode diminuir ruídos e evitar centenas de conflitos diários, não é mesmo? E nas organizações é assim também. Afinal, se temos mais de um funcionário dentro de uma empresa, podemos considerar que ela possui sim Comunicação Interna. Então como transformá-la em uma ferramenta para o desenvolvimento das pessoas e para a conexão delas com o negócio das empresas? 

Está aí o pulo gato! Entender que a Comunicação Interna vai muito além de publicar uma notinha em um jornal mural, enviar um email geral ou realizar as festinhas de aniversário no escritório (sim, ainda tem gente que acha que é “só” isso que a gente faz). É preciso encarar o papel estratégico da área. Dialogar e comunicar com o colaborador pode transformar a experiência e o desenvolvimento dele dentro da empresa e, consequentemente, a reputação, percepção interna e externa e, consequentemente, os resultados dela no mercado. 

Mas quando a Comunicação Interna entra na jornada do colaborador?

Desde o início! A comunicação com os candidatos pode atrair ou repelir eles do processo seletivo. Esse papel muitas vezes é feito diretamente pelos times da Talentos, mas a Comunicação Interna pode sim ser uma aliada, norteando as equipes na elaboração de uma régua de comunicação com o candidato, com todos os retornos e “não retornos”. Isso mesmo, o “não retorno”, ou seja, as atualizações sobre respostas que a empresa não possui ainda são muito importantes e demonstram humanização e respeito ao candidato. 

Além da régua da Comunicação, podemos auxiliar na criação e revisão de copies claras, criativas e que passem confiança e credibilidade. Esta também é uma excelente oportunidade para a organização imprimir seu o tom de voz e alguns dos traços da sua cultura organizacional. 

Um “boas-vindas” memorável

O famoso onboarding pode se tornar um espetáculo à parte. Em tempos pandêmicos, as fotos do recebimento dos “Welcome Kits” na casa dos recém-contratados tomou conta do Linkedin. E vamos combinar? As empresas foram criativas, não foram? De canecas e squeezes,  a mochilas, cartas escritas à mão, vídeos personalizados e computadores de ponta. Os kits se tornaram verdadeiros objetos de desejo e, também, porta retrato do profissional para todo o mercado. 

Mas além do kit, é preciso atenção às mensagens. E isso inclui, também, as mensagens do processo burocrático inicial. A experiência da entrega dos documentos e o agendamento do exame médico, por exemplo, pode se tornar algo muito mais simples caso a empresa passe o recado correto por meio de uma comunicação clara e direta.

Já as mensagens institucionais, seus valores, missão, apresentações das áreas e principais processos comuns a todos, são primordiais para que o colaborador entre na empresa já com alguma bagagem e crie conexão com o negócio. É também um importantíssimo que as lideranças sejam preparadas para serem efetivas lideranças comunicadores neste momento, realizando o onboarding técnicos, promovendo a integração com as equipes e deixando claro as funções, atribuições e o que se espera do novo membro do time. 

Momentos coletivos e individuais

A trilha que a empresa traça para seu colaborador é única, mas eu costumo dizer que há necessidade de clareza que há momentos coletivos e individuais nesta jornada. Os ritos de comunicação, como All Hands e Kick Offs, são bons exemplos, de momentos que envolvam todas as pessoas da empresa. Já os calendários institucionais são oportunidades incríveis para aliar estratégias de endomarketing e employee experience, elevando ainda mais a experiência dos funcionários.

Já os momentos individuais são aqueles em que o colaborador vai guardar em sua memória. Aniversário, aniversário de tempo de empresa, casamento, nascimento do bebê, morte na família, licença por doença e tantos outros momentos importantes na vida de cada um e que a comunicação interna pode agir para mostrar o carinho, empatia e acolhimento por cada um que ajuda a construir a história dela. 

Escuta ativa

Por fim, destaco aqui o papel da Comunicação Interna no processo de escuta ativa do colaborador. O radar tem que estar ligado o tempo todo e não é só na “rádio peão”. Pesquisas de clima, de satisfação dos canais e eventos, devolutivas dos embaixadores internos, feedbacks dos processos avaliativos e dos offboarding podem fornecer métricas valiosas para o redirecionamento de rotas.

Deste modo, fecho esse artigo com uma dica: ninguém conhece melhor os bastidores da sua empresa do que o seu funcionário. Escute ele! 

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*Texto de autoria da professora: Flávia Rodrigues Elias Nunes – Mestre em Gestão e Organização do Conhecimento pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), pós-graduada em Gestão de Pessoas e Projetos Sociais pela Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), jornalista graduada pela PUC Minas e Licenciada em Letras pela UFMG. Atua como Analista de Marketing na área de Internal Communication & Employer Branding da Hotmart e é professora da disciplina “Comunicação Interna Integrada: processos, políticas e canais” do curso de de pós-graduação em Gestão do Endomarketing e Employer Branding da Unyleya Educacional.

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