Área pública ou privada: qual eu devo focar para a minha carreira?

  • 30/out/2018

Área pública ou privada: qual eu devo focar para a minha carreira?

Ter uma carreira bem-sucedida e capaz de unir qualidade de vida e estabilidade profissional é o desejo de qualquer pessoa, não é mesmo? Justamente por isso, muitos se questionam se devem seguir área pública ou privada.

Afinal, embora tenha menos vagas e concursos bastante disputados em todo o território nacional, a primeira é conhecida por proporcionar segurança, rendimentos acima da média e ótimos benefícios. Para se ter ideia, existem cerca de 1.172.435 servidores em exercício em todo o país, conforme o Portal da Transparência do Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União.

Por outro lado, a segunda é a mais tradicional, fácil de entrar e que concentra o maior volume de trabalhadores. Diante desse impasse, reunimos uma série de informações neste post para ajudá-lo a chegar a melhor decisão para o seu futuro. Acompanhe!

Quais as vantagens e desvantagens de cada área?

Para começar, vamos falar das vantagens e desvantagens que cada área têm, fazendo um breve comparativo entre o setor público e o privado. Assim, você pode analisá-los com calma e identificar qual deles pode trazer mais benefícios, status social, retorno financeiro e estabilidade para a sua vida pessoal e profissional. Veja:

Experiência prévia

Na iniciativa privada é bastante difícil ver um processo seletivo que não inclua a experiência prévia entre os requisitos para a aprovação para as próximas etapas.

Isso acontece, inclusive, no recrutamento trainee — que é um programa adotado por muitas companhias de grande porte para treinar graduandos e recém-formados (que, em tese, ainda não estão ativos no mercado) para a rotina de trabalho dentro delas.

Contudo, esse padrão não ocorre com a mesma frequência nos editais de chamada para vagas públicas, que tendem a prezar muito mais a formação do que a trajetória profissional dos candidatos.

Média salarial

A faixa salarial inicial de vários concursados — muitos dos quais ocupam cargos de analistas técnicos — fica em torno de 44 mil reais anuais sem contar as bonificações, de acordo levantamento do Banco Mundial noticiado em reportagem da Folha de São Paulo.

Para se ter ideia, essa é justamente a média de ganhos dos profissionais que estão atuando há 6, 8 ou mesmo 10 anos no mercado privado e que são categorizados como pleno, master e sênior, respectivamente. Ou seja, aqueles que ocupam cargos de gestão, supervisão e até direção nas companhias.

Portanto, há uma diferença salarial bem grande entre as duas carreiras. Para completar, ainda há pessoas que vão além e alcançam um rendimento bruto anual entre 55 mil e 236 mil reais ao se tornarem servidores públicos federais, como aponta a matéria.

Entre os principais exemplos, podemos citar os administradores, os contadores e os advogados. Todos contam com uma demanda constante em instituições importantes como a Receita Federal, a Advocacia-Geral da União e o Ministério Público — que tiveram os últimos editais com vagas com os salários nessa faixa.

Benefícios

Como se o alto retorno financeiro por si só já não fosse o suficiente, é preciso falar também dos benefícios que os concursados obtém. Afinal, enquanto os cargos regulares em empresas se centram no vale-refeição, no vale-alimentação, no vale-transporte, no plano médico/odontológico e afins, os empregos públicos vão além e oferecem também uma série de incentivos. Alguns exemplos são:

  • o estímulo à qualificação, que proporciona aumento salarial a cada nova titulação obtida (especialização, mestrado, MBA, doutorado);

  • a previdência suplementar/diferenciada para que o profissional não fique dependente exclusivamente do INSS nem do teto imposto pela autarquia; e

  • as gratificações anuais, como a participação em programas de resultados.

Jornada de trabalho

A jornada de trabalho em empresas, geralmente, fica entre 40 e 44 horas semanais — que segue sendo a quantidade máxima permitida pela CLT mesmo com a reforma trabalhista. Na prática, isso dá uma média de 200 a 220 horas mensais. Por outro lado, os órgãos públicos têm uma rotina laboral mais flexível.

Tanto é que há profissionais que trabalham apenas 20/30 horas por semana, o que, sem dúvidas, permite que o indivíduo tenha mais qualidade de vida, passe mais tempo com a família, realize cursos variados e invista em atividades do próprio interesse.

Estabilidade

Por fim, ao analisar qual das duas é a melhor entre área pública ou privada, é impossível não tratar da estabilidade no exercício da profissão. O motivo é simples: na iniciativa privada, a manutenção de um emprego depende de diversos fatores, como a economia do país, o aumento ou a retração do consumo, o capital de giro e a lucratividade da organização, a capacidade do funcionário de bater as metas da companhia etc.

Ou seja, a sua vontade e o seu empenho em continuar trabalhando, infelizmente, não são o suficiente para assegurar a sua posição na firma, pois ela leva em conta todos os aspectos possíveis.

No entanto, quem é servidor público não encara o mesmo problema, pois se você é aprovado em concurso e assume as atividades previstas de forma efetiva por três anos ininterruptos, você automaticamente alcançará a estabilidade prevista no artigo 21 da seção V da Lei Nº 8112/90. Trocando em miúdos, isso significa que você contará com o seu cargo enquanto estiver ativo profissionalmente.

Vale mencionar ainda que diversos órgãos governamentais, autarquias, ministérios, instituições e demais entidades públicas, independentemente dos níveis em que estão (municipais, estaduais ou federais), oferecem planos de carreira. Portanto, você pode começar como analista, por exemplo, e alguns anos depois ocupar outra colocação.

O que fazer para ter uma trajetória profissional de sucesso em ambas?

Para concluir nosso post, é importante ressaltar que não importa se você escolhe área pública ou privada para trabalhar. Ambos os mercados buscam cada vez mais por profissionais qualificados e especializado.

Portanto, tanto em uma quanto em outra é indispensável continuar se atualizando, adquirindo conhecimento e se familiarizando com as tendências do seu ramo de formação para se destacar em processos seletivos e ter melhor desempenho em concursos públicos.

Ou seja, se graduar e partir para uma pós-graduação não é só um simples diferencial no currículo, mas sim um fator decisivo para a conquista de novas oportunidades.

Como você viu, na comparação entre área pública ou privada, a primeira sai na frente por garantir uma carreira não apenas sólida e com boa remuneração, mas com mais incentivos e benefícios para o seu crescimento profissional. Por isso, siga a nossa dica e não pare de investir na sua formação para conquistar uma excelente posição como servidor público.

Para isso, não deixe de conhecer os nossos cursos de pós-graduação a distância para carreiras públicas!

 

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