Quando é a hora de mudar de carreira e como fazer isso?

  • 01/jul/2019

Quando é a hora de mudar de carreira e como fazer isso?

Pelos mais variados motivos, mudar de carreira pode ser uma boa decisão profissional. Você pode se sentir insatisfeito com a posição atual, não enxergar oportunidades de crescimento ou, ainda, ver melhores incentivos em outra área. A questão é uma só: como ter certeza disso?

O dilema é renunciar aos benefícios atuais em prol de ganhos incertos. Além disso, a mudança demanda bastante do indivíduo, que precisa sair completamente da zona de conforto e, frequentemente, investir em qualificação profissional. Logo, a escolha exige cautela.

Neste post, trouxemos as principais informações sobre mudança de carreira. Ao longo do texto, você entenderá quando é a hora certa e como se planejar para exercer uma nova profissão. Continue lendo e tome uma decisão informada!

Quando é a hora de mudar?

A troca parte da consonância entre dois fatores. De um lado, existe a insatisfação com a posição atual; de outro, a perspectiva de melhora em profissão diversa. Logo, o primeiro passo para saber a hora certa de mudar de carreira é pesar esses elementos, avaliando perdas e ganhos.

Posteriormente, os olhos devem se voltar para viabilidade. Você pode verdadeiramente acreditar que seria mais feliz como estrela de cinema, jogador de futebol, piloto de Fórmula 1 ou astronauta. Porém, o quanto isso realmente é possível? Deve haver meios para concretizar a mudança.

Por fim, existe a questão do momento. Por exemplo, há alguns anos, o barril de petróleo estava nas alturas, e havia um curso de formação para o setor público ou privado praticamente em cada esquina, graças à demanda por profissionais. Hoje, a barreira de entrada é muito maior.

Quais são os sintomas de que é hora de mudar?

A insatisfação com o trabalho deve ser submetida a uma avaliação crítica. Logo abaixo, você encontrará pontos-chave para refletir e constatar se realmente não há perspectivas dentro da carreira atual.

Desmotivação

Pense na sua disposição em realizar as atividades e quais são os fatores que influenciam o moral. Um cuidado, nessa reflexão, é diferenciar a insatisfação com a carreira daquela relacionada ao contexto, colegas, empresa, ambiente, cobrança, líderes etc. Afinal, no segundo caso, muitas vezes uma decisão menos radical pode resolver o problema.

Prejuízo à saúde física e mental

Entenda o impacto no seu bem-estar. A saúde é um dos pontos que mais justificam mudanças de carreira ou transformações profundas sem deixar a profissão, e o ideal é contar com o auxílio de especialistas para entender os efeitos negativos do cargo atual.

Impossibilidade de reinvenção

Considere quais são as opções de mudança sem abandonar a carreira. Há casos em que uma especialização ou troca de atribuições resgata a motivação sem a necessidade de transformações mais radicais.

Falta de perspectiva

Projete os próximos anos. Uma dica é elaborar um plano de carreira para visualizar o quadro geral e constatar se a insatisfação será permanente.

Quais critérios devem ser considerados?

Ao diagnosticar a insatisfação com a carreira atual, o passo seguinte é descobrir se a mudança valerá a pena. Não há fórmula mágica para tomar a decisão, mas existem critérios que podem direcionar a atenção para os pontos críticos. Confira alguns deles:

  • necessidade: verificar se não há uma forma mais econômica para melhorar a satisfação com a carreira atual;

  • custo-benefício: os ganhos de seguir a nova carreira devem ser maiores do que as perdas;

  • perfil profissional: a nova carreira deve ser compatível com os seus objetivos, propósito, potencial e características;

  • remuneração: a conta precisa fechar, principalmente em relação ao padrão de vida pretendido;

  • vida pessoal e social: o impacto nas relações fora do trabalho também deve ser considerado.

Nesse caso, duas ferramentas bastante utilizadas em processos de coaching podem facilitar a decisão. Veja:

Análise SWOT

Com a também chamada matriz FOFA, você descreverá quais são as suas forças (strengths) e fraquezas (weaknesses) e, posteriormente, as oportunidades (opportunities) e ameaças (threats) apresentadas pelo contexto em caso de mudança.

O primeiro par é de ordem interna, como conhecimento, habilidades, atitudes, saúde financeira entre outros; enquanto o segundo é de ordem externa, como empregabilidade, possibilidades de remuneração, opções para qualificação, concorrência etc.

Quadro de perdas e ganhos

Outra prática interessante é comparar vantagens e desvantagens antes de tomar uma decisão. Para isso, monte um diagrama a partir das questões abaixo:

  • O que eu ganho se mudar de carreira?

  • O que eu perco se mudar de carreira?

  • O que eu ganho se não mudar de carreira?

  • O que eu perco se não mudar de carreira?

Não descarte também a consulta a um especialista — terapeuta, aconselhador ou coaching — em auxiliar esse tipo de mudança.

Como se planejar de forma adequada e segura?

O ideal é evitar uma mudança impulsiva e ter uma estratégia para conquistar o lugar desejado dentro da nova carreira. A seguir, você encontrará as linhas gerais para elaborar um plano. Após a leitura, procure se aprofundar em cada ponto para construir uma transição tranquila.

Defina milestones

Pense a nova carreira como a linha de chegada e estabeleça uma série de marcos para serem superados antes da conquista. A criação de passos menores facilita a motivação, porque é possível focar sempre na próxima etapa e evitar a frustração com o processo.

Faça um planejamento financeiro

Calcule todo o investimento necessário para mudar de carreira, verifique a necessidade de alinhar as despesas e construa uma reserva para uma mudança mais segura. Os principais desafios serão diferenças salariais e gastos para se inserir no novo mercado.

Considere o impacto da mudança no seu entorno

Procure maneiras de administrar os efeitos da mudança nas instâncias além da carreira, como educação, família, vida social e saúde. Muitas vezes, é preciso se dedicar ainda mais ao trabalho atual para construir as condições e viabilizar a mudança. Tudo isso deve ser contemplado no plano.

Trabalhe sua inserção no novo mercado

Elabore uma estratégia para se qualificar, criar uma rede de contatos e identificar oportunidades dentro da carreira desejada. Isto é, na mesma medida que você se afasta gradualmente da profissão atual, é preciso investir na aproximação com a colocação futura.

Quais são os principais erros?

Mudar de carreira envolve muito mais do que tomar uma decisão. Nesse sentido, há um processo dentro do qual precisamos minimizar a ocorrência de erros.

Impulsividade

Muitas vezes, o problema não está na carreira em si, mas no próprio profissional ou em algum elemento que pode ser mudado. Por exemplo, se uma pessoa não investe em qualificação, a falta de perspectiva pode não ter nada a ver com a profissão.

Pressa

Outro problema é deixar a posição atual sem um plano. Pode até ser que a mudança seja o melhor caminho, mas isso não significa dizer que você deve abandonar o emprego de uma hora para outra.

Despreparo

Qualquer mercado exige a qualificação apropriada. A grande vantagem, nesse caso, é poder utilizar os conhecimentos obtidos na carreira anterior como um diferencial para a nova, mas nada disso exime o profissional de se preparar.

Ausência de contatos

O período antes de deixar o cargo deve ser dedicado a construir um networking. Participe de palestras, especializações e eventos para conhecer pessoas que possam facilitar o seu ingresso no novo mercado. Do contrário, o começo será ainda mais difícil.

Com esses cuidados, planejamento e reflexão, você saberá se é o melhor momento para mudar de carreira e, se for caso, passará pelo processo de forma mais segura.

Para ajudar na sua carreira atual ou em um eventual mudança, aproveite a visita ao blog e entenda por que você deve se preocupar com o networking profissional!

 

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