Como conciliar teoria e prática estudando a distância?

  • 30/jul/2019

Como conciliar teoria e prática estudando a distância?

Entre os principais mitos da educação a distância, está a ideia de que não é possível unir teoria e prática, devido ao estudo ocorrer fora de sala de aula. No entanto, será que estudar por uma plataforma online e receber o conteúdo pela internet realmente dificulta a experimentação? Você já parou para pensar nisso?

A verdade é que as formas de exercitar o conhecimento na EAD são até bem parecidas com o ensino presencial, embora existam algumas adaptações, como procedimentos para tirar dúvidas com o professor e contato com os membros da turma.

Logo abaixo, falaremos bastante sobre como conciliar teoria e prática para que você entenda que não há nenhum prejuízo e obtenha o seu diploma a distância. Não deixe de conferir!

Por que é importante aliar teoria e prática?

Embora algumas disciplinas sejam mais voltadas para o desenvolvimento de técnicas e comportamentos enquanto outras para compreensão, sempre haverá a necessidade de conciliar teoria e prática em alguma medida.

Uma analogia pode ser realizada com aprender a andar de skate. Se ninguém contar onde colocar os pés, como se equilibrar e quais são os movimentos em cima da prancha, você provavelmente cairá no chão. Contudo, mesmo conhecendo a teoria, você só será um bom skatista se praticar bastante.

Em uma graduação, a teoria será mais complexa do que a necessária para andar de skate, mas a lógica é a mesma. Cursos como Administração, Contabilidade, Direito, Medicina e Letras combinam os dois lados do aprendizado. A Programação Neurolinguística oferece bons fundamentos para entender essa relação entre conhecimento e experiência:

  • iniciamos o aprendizado pela incompetência inconsciente, em que nem sequer sabemos o que desconhecemos sobre um tema;
  • avançamos para incompetência consciente em que já identificamos nossas dificuldades e o que precisa ser aprendido;
  • chegamos, então, à competência consciente em que as coisas demandam nossa total atenção para serem executadas;
  • finalizamos na competência inconsciente em que os comportamentos aprendidos já se encontram automatizados.

O conhecimento acadêmico, nesse sentido, dá o alicerce para o desenvolvimento de habilidades e compreensão de uma disciplina. Com ele, saímos da completa ignorância sobre um assunto até o seu domínio consciente. Posteriormente, a repetição, a experimentação e a tentativa constroem as competências inconscientes.

Isso ocorre mesmo em disciplinas mais teóricas. Imagine, por exemplo, se o advogado tivesse que repassar mentalmente toda a teoria do Direito Civil sempre que o Juiz fizesse uma pergunta, haveria um grande problema, não é mesmo? Em algum ponto, a competência profissional teve de se tornar automática, aliando teoria e prática.

Como aliar teoria e prática na EAD?

A principal diferença da educação a distância é a forma como o conteúdo teórico chega até o aluno: em vez de frequentar uma sala de aula com data e hora marcada, o estudante recebe o material por uma plataforma online — conteúdo multimídia, textos, áudios, vídeos etc.

Utilize as ferramentas da plataforma digital

Com a transferência para o ambiente virtual, as atividades voltadas à prática em sala de aula precisam ser concluídas online. Para isso, as faculdades disponibilizam fóruns de discussão, tarefas, exercícios, canais para solucionar dúvidas, tutoria e outros mecanismos para suprir as necessidades do aluno.

Por isso, a primeira medida de quem deseja aliar teoria e prática é ser um usuário ativo dos recursos da plataforma de ensino. O ideal é, no mínimo, equiparar o grau de engajamento que você teria presencialmente. Resumidamente, se você faria diversas perguntas ao professor e teria discussões sobre a aula com os colegas, faça isso pelos meios digitais.

Um ponto interessante é que, para as pessoas mais tímidas, a educação a distância pode ser uma forma de se engajar até mais do que ocorreria em sala de aula. Não existe aquela pressão ao tirar uma dúvida ou dizer que não entendeu a explicação, por exemplo.

Pense nas aplicações práticas ao estudar teoria

Outra dica importante é adotar uma postura ativa diante do conteúdo. Ao estudar, procure levantar quais são os problemas e situações em que podemos aplicar o que foi aprendido. A internet está aí para isso, busque como o conteúdo vem gerando resultados na sua área, em pesquisas, empresas, escritórios etc.

A partir dessa imersão, também é possível notar como as atividades práticas se refletem na teoria. Questões como mudanças tecnológicas, novas descobertas, leis, problemas sociais e dificuldades específicas de um setor geram mudanças nas disciplinas.

Dedique um tempo para os exercícios

Com a grande quantidade de concursos públicos realizados na última década, existem bancos de dados gratuitos com diversas questões de provas anteriores. Logo, uma boa maneira de integrar teoria e prática é resolver problemas.

Os exercícios têm duas grandes vantagens. A primeira delas é auxiliar a memorização, a segunda é que, se algo caiu em um processo seletivo, é porque o desafio proposto tem alguma ligação com a prática ou, no mínimo, o tema tem alguma relevância.

Perceba que a sugestão é válida mesmo se você não tiver nenhum interesse no setor público. É que, trabalhando em uma empresa ou em negócio próprio, saber analisar um problema e, mais importante, resolvê-lo é uma habilidade comportamental indispensável.

Participe das atividades complementares

A postura ativa também deve ser adotada em relação às atividades complementares ao curso. O ideal é buscar uma forma de vivenciar o dia a dia profissional desde a faculdade, principalmente em ambientes onde os formandos são orientados por especialistas e professores. Veja algumas iniciativas a seguir:

Estágio extracurricular

São programas criados para formação de profissionais, geralmente oferecidos por empresas ou entidades públicas. A ideia é permitir a execução de tarefas supervisionadas de nível compatível com o desenvolvimento do aluno, permitindo a junção de teoria e prática.

Empresa júnior

São entidades sem fins lucrativos que contam com alunos universitários em seus quadros, também mediante a supervisão de profissionais mais experientes. Nesse programa, os estudantes vivenciam a prática atuando em um empreendimento real, ainda que com riscos minimizados.

Programas de extensão

São atividades realizadas junto à comunidade, como atendimento ao público, ações sociais, pesquisas e afins. O estudante, nesse caso, pode não só utilizar os conhecimentos adquiridos e ganhar experiência, como também desenvolver um papel social relevante.

Eventos

São as palestras, workshops, minicursos e demais atividades da comunidade científica da área. É muito comum faculdades, conselhos profissionais e associações discutirem as novidades e problemas de um segmento, convidando especialistas e abrindo espaço para o público.

Por fim, vale ressaltar que a maior parte das atividades mencionadas já seriam importantes no ensino presencial. Logo, uma boa formação sempre passa por realizar uma série de medidas para complementar o conhecimento acadêmico.

Logo, se você deseja obter o diploma pela modalidade de ensino a distância, não haverá nenhum prejuízo para aliar teoria e prática. O fator determinante, nas duas modalidades, é o engajamento nas ações direcionadas a experimentação e vivência profissional.

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