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Carreiras na Pós

Jornalismo Investigativo: o que é e como atuar nessa área?

jornalismo investigativo

Com o passar do tempo, muita gente conclui que, para conquistar uma vida financeira tranquila, é necessário ingressar em outra área. Se você também chegou à mesma conclusão, precisa ter atenção redobrada na hora de escolher uma especialização alinhada ao seu próximo objetivo profissional. Saindo um pouco da mesmice, é possível encontrar ótimas opções para se destacar no mercado de trabalho, como o Jornalismo Investigativo.

Trata-se de mais uma das possibilidades de pós-graduação em Jornalismo. Como você já deve saber, dar continuidade aos estudos é fundamental para ser valorizado e almejar voos cada vez mais altos em sua carreira.

Entretanto, antes de decidir qual rumo tomar, vale a pena analisar as características de cada curso. Depois de conhecer os detalhes relacionados ao Jornalismo Digital, chegou a hora de ficar por dentro dos principais aspectos ligados ao Jornalismo Investigativo.

Preparado? Vamos lá!

O que é o Jornalismo Investigativo?

Essa modalidade jornalística é caracterizada pela realização de reportagens mais aprofundadas. Como o próprio nome diz, o tema deixa de lado o mero caráter informativo para ser esmiuçado sob diferentes nuances e perspectivas.

Desse modo, o profissional consegue descobrir detalhes ocultos, que passaram despercebidos diante de um olhar inicial mais superficial. Para muita gente do ramo jornalístico, inclusive, esse trabalho de detetive deveria aparecer em todos os segmentos da profissão.

Na prática, não é o que acontece. Isso porque esse processo de investigação demanda uma boa quantidade de tempo e de dedicação. Esses são dois pré-requisitos essenciais para que o jornalista investigativo consiga se tornar um profissional bem-sucedido.

Como é essa área de atuação?

O dia a dia de um jornalista investigativo contém os mesmos aspectos da rotina de qualquer outro colega de profissão. De modo geral, todo mundo precisa, por exemplo, checar as informações passadas por fontes com muito cuidado.

O cotidiano das pessoas do meio também contempla a redação de textos no formato de uma publicação escrita ou adaptados para uma narrativa falada. No entanto, a faceta investigativa atrelada ao Jornalismo exibe certas peculiaridades, como demonstraremos na sequência.

Maior tempo de pesquisa e análise

O período de todo o processo descrito tende a ser bem mais extenso. Em certos casos, a reportagem só é finalizada depois de anos — ao ponto, inclusive, de fornecerem um material utilizado para a criação de documentários especiais.

Uso de diferentes fontes de informação

Outra característica marcante é a atuação semelhante à feita por um investigador da polícia civil ou por um detetive particular. Isso significa que existe tanto a coleta de diferentes conjuntos de dados quanto a realização de combinações entre eles. O intuito, claro, é justamente descobrir novas pistas sobre o caso.

Por tocar nesse assunto, vale salientar que estamos em uma época simbolizada pela expansão de atuação do cientista e analista de dados. Nesse sentido, o trabalho de tratamento, exploração e modelagem desses elementos também fortalece o poder de exatidão das descobertas investigativas.

Porém, o trabalho está longe de se restringir às facilidades proporcionadas pela transformação digital e pelos dispositivos eletrônicos modernos. Afinal, é comum que, conforme a história em foco, seja necessário recorrer a documentos antigos ainda não submetidos à digitalização.

Além disso, é igualmente parte da rotina a realização de entrevistas. Elas são feitas com fontes que recebem classificações distintas:

  • oficiais — são pessoas que representam entidades governamentais ou instituições privadas;
  • oficiosas — pessoas que mantêm algum vínculo com os órgãos e empresas acima, mas não autorizadas a se pronunciarem como porta-vozes deles;
  • primárias e secundárias — enquanto as primeiras relatam o conteúdo que formará a base da matéria, as segundas auxiliam no aprofundamento das primeiras informações coletadas;
  • especializadas — são experts no assunto tratado, como economistas, juristas etc.;
  • testemunhas — pessoas com envolvimento direto no caso e que, portanto, têm propriedade para, sob seu ângulo de visão, dizer o que aconteceu;
  • independentes — indivíduos sem qualquer elo com o tema abordado.

Adição de fatos novos a casos públicos

Também é importante ter em mente que o processo não se limita ao descobrimento de fatos completamente novos. Muitas vezes, o jornalista investigativo volta sua atenção à análise de aspectos já amplamente divulgados.

Nesse caso, o propósito central consiste em achar eventuais lacunas ou pontos que ainda não tenham sido esclarecidos de forma realmente satisfatória. Nessa linha de atuação, o jornalista pode se deparar, de repente, com outras versões bem embasadas para explicar determinados acontecimentos.

Não à toa, algumas reportagens acrescentam informações que, de alguma maneira, chegam a estimular as polícias a reabrir processos com base no chamado “fato novo”.

Qual é o foco do Jornalismo Investigativo?

O foco recai sobre a investigação de grandes histórias e de fatos com elevado interesse público. Em resumo, tudo aquilo que for questionável e que denuncie a ausência de aprofundamento.

Isso se aplica aos mais variados agentes e campos da sociedade. O jornalista investigativo almeja se debruçar sobre histórias absurdas de injustiça cometidas contra indivíduos comuns ou aos escândalos de fraudes atreladas aos setores político ou econômico, por exemplo.

Quais as características dos profissionais dessa área?

Assim como acontece com outras áreas, trilhar uma carreira de sucesso nessa vertente jornalística depende da existência e aperfeiçoamento de algumas habilidades pessoais, como:

  • curiosidade — como dissemos em outro momento, questionar — sempre — é a chave;
  • persistência e disposição — na hora de contatar fontes ou solicitar autorização para ler um determinado documento, a negativa é uma resposta frequente. Diante disso, persistir e manter o entusiasmo é imprescindível;
  • comunicação clara e objetiva — refere-se tanto à expressão oral quanto à escrita, que devem ser diretas, objetivas, organizadas e, na medida do possível, concisas;
  • habilidade interpessoal — qualidade vital, principalmente para lidar com diferentes fontes. A leitura dos perfis é determinante para que o jornalista faça a melhor aproximação em cada circunstância;
  • imparcialidade — também é relevante para não se deixar influenciar por um dos lados ligados ao tema investigativo;
  • multidisciplinaridade — mostramos que existem as fontes especializadas, mas isso não retira do jornalista a necessidade de estudar o tema por conta própria;
  • aprendizagem de outras línguas — aprender outros dialetos e línguas pode fazer a diferença em diversos trabalhos ao longo da carreira.

Essas são as informações mais importantes relacionadas à pós-graduação em Jornalismo Investigativo. Se você acredita que se daria bem na área, resta selecionar a melhor instituição de ensino EAD do Brasil. A Unyleya conta com uma infraestrutura totalmente digital, professores mestres e doutores, além de um suporte ágil e atencioso.

Então, não perca mais tempo e venha bater um papo com um de nossos consultores sobre o curso que pode transformar sua vida profissional!

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