Faculdade pública vs. particular: entenda as diferenças no mercado

  • 28/jun/2017

Faculdade pública vs. particular: entenda as diferenças no mercado

É comum, durante a formação no ensino médio ou na preparação para o vestibular, que os estudantes escutem que “faculdade boa é faculdade pública”. Mesmo sendo tão rotineira, essa frase sustenta um mito perigoso, que desqualifica o ensino em uma faculdade particular e o potencial dos profissionais formados por ela.

Se você está em dúvida sobre qual caminho seguir e quer entender como cada instituição é analisada do ponto de vista do mercado de trabalho e das suas organizações, não pode perder este post!

A seguir, vamos listar as principais vantagens e diferenças entre cada instituição para que você decida qual pode ser melhor para você. Confira!

O que diferencia a faculdade particular da pública?

Faculdade pública, como o próprio nome diz, é uma instituição de ensino pertencente ao governo. Trata-se do cumprimento de um dos direitos fundamentais previstos na nossa Constituição: o acesso à educação.

Como é dever do Estado garantir a educação de todos os cidadãos — tanto no ensino básico quanto no superior —, é preciso que existam instituições de ensino público com acesso gratuito e formação de qualidade.

As universidades públicas podem se dividir em três esferas: federal, estadual ou municipal. Como a arrecadação de recursos pelo Estado em âmbito federal é muito maior, a qualidade dessas instituições, consequentemente, é superior. Mas isso não quer dizer que as universidades estaduais ou municipais sejam ruins. Alguns exemplos, como Unicamp e USP, comprovam esse fato.

Já a faculdade particular é uma instituição de ensino mantida pela iniciativa privada. Isso quer dizer que, na maioria dos casos, ela tem interesses financeiros e, por isso, o estudante precisa pagar a mensalidade dos cursos.

Existem, porém, incentivos e fiscalização por parte do governo para garantir que o ensino privado seja de qualidade e cumpra requisitos básicos exigidos pela lei. Um curso que não é certificado pelo Ministério da Educação (MEC), por exemplo, não tem nenhuma validade no mercado.

Atualmente, existem muito mais faculdades particulares do que públicas no Brasil. Diante da alta dificuldade de ingressar nestas últimas, o ensino privado acaba absorvendo a maior quantidade dos estudantes.

Quais são as características de cada uma?

Agora, que você já sabe o que diferencia as universidades públicas das particulares, é hora de analisar as características específicas de cada uma. Vamos deixar claro as suas vantagens e desvantagens para que você possa decidir qual é a melhor opção.

Qualidade de ensino

O ensino superior público no Brasil é de excelente qualidade. Não é à toa que muitas instituições estaduais e federais dominam os rankings das melhores universidades —  como o da Times Higher Education (THE), que lista as melhores instituições de ensino da América Latina. Mas isso não quer dizer que a educação privada seja inferior.

Atualmente, existem muitos professores que lecionam tanto em faculdades públicas quanto particulares. Ou seja, não é possível medir a qualidade de ensino apenas por esse critério. Na verdade, existem instituições privadas especializadas em determinadas áreas — como é o caso da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para os cursos de direito e administração —, que disputam o topo do ranking das melhores faculdades do país, superando, inclusive, muitas instituições públicas.

Isso sem contar que, em uma faculdade privada, as exigências são muito maiores em relação aos professores, o que faz com que o corpo docente seja muito mais comprometido do que no âmbito público. Os professores também encontram melhores oportunidades de criar uma aula mais dinâmica e favorecer a qualidade do ensino ofertado.

É importante lembrar que o que mais influencia na qualificação de uma instituição é a maneira como o estudante se comporta durante a graduação. Mesmo em uma faculdade de primeira linha, sem motivação e empenho dificilmente ele poderá se capacitar com eficácia ou se tornar um bom profissional.

Corpo docente

Nas universidades públicas, os professores, em geral, são extremamente bem qualificados, com mestrado, doutorado e diversas especializações. É comum encontrar muito profissionais de destaque no mercado de trabalho ensinando nas salas de aula.

Para lecionar em uma faculdade pública, é preciso ser aprovado em concurso. Isso quer dizer que os professores têm estabilidade e diversas outras vantagens próprias de servidores públicos. Por mais que isso seja bom, é também desvantajoso em alguns casos, pois pode gerar falta de comprometimento.

É comum encontrar alunos de instituições públicas reclamando de professores que não comparecem às aulas, que não se preocupam em transmitir o conhecimento de forma didática ou que simplesmente não se importam com a formação dos estudantes. É claro que isso é a exceção, mas, mesmo assim, é um incômodo para aqueles que lutaram para iniciar o ensino superior e desejam ter a melhor educação possível.

Já nas faculdades particulares não existe estabilidade. Se um professor não demonstra comprometimento, ele pode ser demitido. Isso faz com que eles sejam muito ativos e preparados, entregando aos estudantes exatamente aquilo que foram buscar.

É preciso deixar claro que as instituições privadas também investem muito em projetos de pesquisa e na qualificação dos seus professores. Esses incentivos, somados a um plano de carreira atrativo, fazem com que os docentes se sintam motivados e comprometidos com a formação dos alunos.

Formas de ingresso

Atualmente, o Enem padronizou a forma de ingresso, tanto nas universidades públicas quanto nas privadas. São raríssimos os casos de instituições que não aceitam o exame como critério de seleção de estudantes.

A diferença, porém, está no fato de que os cursos nas faculdades públicas são muito mais concorridos do que nas particulares. Consequentemente, o estudante deve alcançar uma nota muito alta para conseguir uma vaga.

Pessoas que já trabalham e querem investir nos estudos para subir na carreira, normalmente, não têm tempo para se dedicar ao Enem. Nesses casos, investir em uma faculdade particular talvez seja a melhor opção. Até mesmo porque muitas delas contam com vestibular próprio, evitando o estresse de ter que estudar diversas matérias que não serão o foco do curso escolhido.

Flexibilidade

Quem já está inserido no mercado de trabalho acha difícil encontrar tempo para investir em uma graduação sem comprometer a vida profissional. Por isso, é preciso encontrar uma forma de conciliar a sua agenda com os horários das aulas.

Universidades federais e estaduais, geralmente, possuem uma carga horária maior em relação às particulares. É comum que as aulas ocorram em turnos distintos, atrapalhando a organização do estudante que precisa trabalhar em horários específicos.

Além disso, a maioria das universidades públicas fica localizada em grandes cidades, quase sempre nas capitais dos estados, dificultando o acesso de estudantes que moram no interior. O custo do deslocamento, muitas vezes, acaba invalidando a economia com a mensalidade.

Já as faculdades privadas — principalmente na modalidade EAD — possuem uma carga horária mais flexível e permitem que os estudantes assistam às aulas nos horários mais apropriados à sua rotina, sem precisar sequer sair de casa. Essa é uma ótima oportunidade, tanto para quem mora longe quanto para quem precisa conciliar o trabalho com os estudos.

Calendário acadêmico

Quem entra em uma faculdade privada conta com uma grade curricular bem segmentada, uma estrutura organizada e a garantia de que se formará no período previsto. A não ser que o estudante seja irresponsável e fique reprovado em algumas disciplinas, não há nenhum risco de atrasar a formatura por motivos da instituição.

O mesmo não acontece com estudantes de uma faculdade pública, que sofrem o risco de ter as aulas paralisadas por conta de greves que podem durar mais de seis meses. Diante disso, resta a incerteza de quando receberão o diploma.

Esse atraso vai muito além de uma simples perda de tempo. Ele é um obstáculo na vida do estudante, pois compromete a sua entrada no mercado de trabalho e a busca de oportunidades profissionais.

Se você tem pressa para se formar e não quer correr nenhum risco de ter os estudos interrompidos por greves ou qualquer outra instabilidade no calendário acadêmico, talvez a melhor opção seja investir em uma faculdade particular.

Currículo profissional

É muito comum, no Brasil, acreditar que as universidades públicas possuem um peso no currículo profissional muito maior que as particulares. Antigamente, isso podia até fazer sentido, afinal existiam muito menos faculdades privadas e poucas tinham a mesma qualidade do ensino público.

Por isso, as empresas tinham preferência em contratar apenas profissionais recém-formados em determinadas universidades de renome. Hoje, porém, essa história não passa de um mito que pode acabar afastando os estudantes de buscarem o crescimento profissional por medo de não serem bem-vistos no mercado.

Não importa se você é formado em uma universidade pública ou privada, presencial ou a distância. O que importa é o seu currículo e o seu perfil profissional. Vale lembrar que o próprio estudante é o maior responsável pelo seu sucesso. Afinal, se ele for dedicado e tiver disciplina para estudar e correr atrás das oportunidades, estará sempre na mira de grandes empresas para ser contratado.

Em relação aos cursos a distância, uma pesquisa realizada pela Exame com headhunters de grandes empresas brasileiras revelou que, na era digital, não faz sentido distinguir candidatos formados em EAD dos demais. O que realmente é levado em consideração pela empresa contratante é se o curso em que esse profissional se formou é reconhecido e certificado pelo MEC, que utiliza os mesmos critérios para autorizar e avaliar cursos presenciais e a distância.

Oportunidades no mercado

Para quem deseja seguir carreira acadêmica, as faculdades públicas possuem um histórico excelente, com linhas de pesquisa bem desenvolvidas e um corpo docente qualificado especificamente para a área.

Existe também alto investimento do governo em instituições de pesquisa que utilizam os próprios professores e alunos de faculdades públicas para atuar em projetos científicos. Tudo isso é perfeito para quem busca atuar mais no campo teórico e acadêmico.

Já para aqueles que desejam seguir outras oportunidades profissionais, o ensino privado pode ser um excelente aliado, já que as instituições particulares possuem uma metodologia menos teórica e com experiências mais práticas, que dialogam diretamente com as exigências do mercado.

O mais importante para os estudantes de ambos os segmentos é que invistam em experiências relevantes ainda na graduação — como estágios, participação em congressos, seminários e cursos de capacitação. Isso os ajudará a vivenciar a rotina profissional e enriquecer o currículo no futuro.

Infraestrutura

Por mais que as universidades públicas ofereçam um ensino de qualidade, é muito comum observar que a sua infraestrutura é arcaica e, muitas vezes, insuficiente para satisfazer as necessidades dos estudantes. Como elas dependem de aporte do governo para funcionar — o qual vive sofrendo cortes orçamentários na educação —, o dinheiro muitas vezes não é suficiente para investir em equipamentos modernos.

Já as faculdades privadas costumam investir muito na sua infraestrutura, principalmente como forma de retorno do valor pago pelos estudantes. Por isso, estão sempre em busca de equipamentos e práticas que melhorem a qualidade do ensino e destaquem os alunos no mercado de trabalho.

Isso inclui prédios maiores, ambientes mais confortáveis e ferramentas modernas. No caso dos cursos a distância, o estudante também pode contar com uma tecnologia de ponta nos polos presenciais, com laboratórios e bibliotecas muito bem equipados para a realização de aulas práticas e pesquisas.

Custo-benefício

Aos olhos dos estudantes, uma das principais vantagens das universidades públicas é a gratuidade do ensino. O fato de poder se formar sem gastar um centavo para isso é realmente atrativo. Porém, também é possível ingressar em uma faculdade particular sem grandes custos.

Existem programas governamentais que concedem bolsas de estudo e estímulos financeiros para o pagamento das mensalidades — como o Fies e o Prouni —, além de programas de financiamento próprios das instituições particulares, em parceria com empresas e bancos.

Para quem deseja economizar ainda mais, os cursos na modalidade EAD também oferecem esses benefícios e contam com mensalidades até 60% menores do que as dos cursos presenciais.

Como escolher a faculdade ideal?

Agora, que você já sabe as principais vantagens e desvantagens das faculdades públicas e particulares, é preciso decidir em qual delas estudar. Diante de tudo o que dissemos neste post, vamos resumir alguns aspectos que devem influenciar nessa decisão.

Se você tem tempo suficiente para estudar para o Enem e acha que consegue conciliar a carga horária das aulas com a rotina do seu dia a dia, a faculdade pública talvez seja a escolha ideal. Afinal, é uma forma de economizar e garantir uma formação de qualidade.

Já no caso de uma vida corrida, cheia de afazeres e trabalhos — ainda mais se você reside em uma cidade do interior —, a melhor opção é a faculdade particular, principalmente na modalidade de educação a distância (EAD). Além de o custo ser mais barato, você ainda pode tentar conseguir um financiamento ou bolsa de estudo para evitar despesas.

Vale lembrar que o diploma em EAD não tem qualquer distinção do presencial. Ambos são igualmente reconhecidos pelo MEC e apresentam a mesma aceitação no mercado de trabalho.

Seja qual for a sua escolha, lembre-se de que o maior responsável pela sua formação é você mesmo! Na faculdade pública ou na faculdade particular, você precisa se dedicar para conseguir o seu diploma e garantir o sucesso!

Ainda está em dúvida? Então, aproveite para baixar o nosso e-book e descubra por que a EAD pode ser a sua melhor opção!






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