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Discriminação racial no mundo acadêmico: como acabar com isso?

discriminação racial
Tempo de Leitura: 4 minutos

Falar sobre preconceito e discriminação racial é um assunto não só importante, mas, acima de tudo, necessário. Afinal, essas ocorrências não se tratam de casos isolados, mas de uma realidade vivenciada por grande parte da população.

Infelizmente, como consequência delas, essas pessoas acabam sofrendo danos psicológicos e emocionais. Além disso, precisam lidar com uma forte desigualdade racial em várias esferas da vida (econômica, tecnológica, profissional, acadêmica, social etc.)

Por essa razão, neste artigo, conversamos com Jackson Santos dos Reis, Coordenador Pedagógico de Pós-Graduação Lato Sensu na Unyleya. Aqui, vamos discutir o assunto e abordar formas de combatê-lo ativamente, em especial dentro do espaço universitário. Então, continue a leitura para saber mais!

Panorama do racismo no Brasil

Não podemos iniciar este texto sem pincelar como é o panorama do racismo no Brasil, não é mesmo? Para tanto, quatro pesquisas vão nos ajudar a entender esse cenário.

A primeira delas, produzida em 2020, é um estudo do Instituto Locomotiva. Ele destaca o fato de que 56% da população brasileira se declara negra ou parda. Contudo, a pesquisa também traz dados muito graves sobre os desafios do mercado de trabalho quanto à inclusão dessa parcela da população. Veja:

  • 46% dos brasileiros entrevistados pela organização apontam que existe pouca diversidade racial no local em que trabalham. Ou seja, pouco menos da metade das empresas são ocupadas quase que exclusivamente por pessoas brancas;
  • 76% dos cidadãos negros do nosso país sabem de alguém que foi vítima de algum tipo de preconceito ou discriminação racial;
  • 95% dos profissionais negros no Brasil ganham até R$ 4.591. Já profissionais brancos com as mesmas qualificações chegam a receber quase o dobro, cerca de R$ 10.187. Essa diferença está no mesmo objetivo profissional, cargo e atribuições.

A segunda pesquisa, por sua vez, é de 2020 e foi feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Ela trata sobre a participação da população negra no ensino superior do país. Segundo o estudo, até o ano de 2005, menos de 29,8% dos estudantes em faculdades públicas e privadas do país eram negros ou pardos.

Apenas em 2013, um ano após a entrada em vigor da Lei das Cotas (nº 12.711/12), esse percentual chegou a 40,6%. Dois anos depois, em 2015, subiu para 43,7%.

Apesar desse avanço, um boletim informativo de 2019 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta diferenças no nível de escolarização. Os dados foram levantados entre jovens de 18 a 24 anos brancos e negros/pardos.

No primeiro grupo, 78,8% deles estão no ensino superior. Em contrapartida, apenas 55,6% de negros/pardos cursam alguma graduação.

Por fim, o levantamento elaborado pelo DataPoder360 indicou que 76% da nação reconhece que o racismo faz parte do cotidiano das pessoas. Além disso, 28% assume de maneira aberta que têm preconceito contra negros.

Dicas para acabar com o preconceito e a discriminação racial no meio acadêmico     

Agora, você já conhece o cenário da discriminação racial no Brasil. Neste tópico, vamos passar algumas dicas para enfrentar o racismo nas faculdades. Assim, será mais fácil fazer com que elas tenham um ambiente plural e com educação inclusiva.

Adote ações afirmativas

A primeira medida é elaborar um conjunto de ações afirmativas dentro do ambiente acadêmico. E se você quer saber o que elas representam na prática, não se preocupe.

Segundo Jackson Santos, as ações afirmativas são políticas de inclusão voltadas para as minorias sociais. Elas têm como proposta uma reparação histórica por conta do Estado que validou a exclusão social. 

Além dos negros, o Estado, por meio da legislação, validou a segregação e a exclusão de outros grupos, como pessoas indígenas, mulheres, deficientes etc.

“O objetivo dessas ações é corrigir as desigualdades raciais acumulada aos longos dos anos, revertendo a representação negativa no negro”, afirma o Coordenador Pedagógico de Pós-Graduação Lato Sensu.

Esse modelo busca também promover mais oportunidades dessas pessoas ocuparem espaços que, até pouco tempo, eram negados ou limitados.

No caso do ambiente acadêmico, por exemplo, as ações afirmativas trazem mais pessoas negras para assumirem papéis de relevância em:

  • promoção do conhecimento;
  • docência;
  • produção de pesquisas;
  • gestão do campus;
  • vida universitária etc.

Conscientize as pessoas  

“O grande desafio da nossa sociedade acadêmica está na superação das ideias ainda de inferiorização da pessoa negra. Em grande parte, oriundas do racismo estrutural”, destaca Jackson. Por isso, é fundamental trabalhar campanhas de conscientização que incluam discentes, docentes e funcionários das instituições de ensino superior.

Elas podem envolver, por exemplo, oficinas, palestras, workshops, conferências entre outras iniciativas. O importante é que elas discutam os impactos negativos por trás do ideal de uma superioridade branca. Mais do que isso, levar nomes conhecidos no movimento negro para um debate acessível sobre a igualdade racial.

Incentive as denúncias contra práticas racistas

Outra dica é incentivar as denúncias contra atos de preconceito, estigmatização ou discriminação racial ocorridos nos espaços das faculdades, sejam físicos ou virtuais. Isso é fundamental para que posturas assim não se repitam, muito menos sejam normalizadas.

Inclusive, Jackson reforça que o Brasil conta com a tipificação de crime racial (racismo) pelo Estatuto da Igualdade Racial (Lei nº 12.288/10). Ela assegura a defesa dos direitos étnicos individuais, coletivos, difusos e combate à discriminação e demais formas de intolerância étnica.

“Para realizar a denúncia de práticas em qualquer esfera de racismo deve procurar a delegacia de Polícia Civil e registrar Boletim de Ocorrência”, orienta o Coordenador Pedagógico de Pós-Graduação Lato Sensu.

Punições da lei brasileira contra o racismo 

 A Lei nº 7.716/89, que identifica e pune os crimes de preconceito racial, não dá margem a dúvidas. Eles são inafiançáveis, com penas que variam de dois a cinco anos, além do pagamento de multa.

Já as ocorrências de discriminação racial, entendidas como injúria racial, são tipificadas conforme o Código Penal (Lei nº 2.848/40). Dessa forma, a pena é de um a três anos, além de multa.

Posicionamento da Unyleya sobre o assunto

A Unyleya é uma instituição que promove a equiparação racial, a partir dos processos internos de configuração do quadro de colaboradores. Ou seja, estimula a inserção das minorias sociais em cargos de gestão, planejamento e liderança. Isso quer dizer que são cruciais para o meio acadêmico e de produção intelectual.

“Ao longo da formação histórica da Unyleya, ela vem fomentando um ambiente institucional e acadêmico de valorização da população negra”, explica Jackson.

Além disso, a política antirracista faz parte cotidianamente de todas as nossas ações estudantis, científicas, profissionais e de pesquisa. Assim, a faculdade se torna um lugar mais inclusivo e com mudanças reais que reverberam na sociedade, possibilitando mais igualdade e oportunidades para todos.

Como mostrado, combater o preconceito e a discriminação racial é um processo que requer muitas frentes. Em especial, o comprometimento de toda a sociedade contra o racismo. Essa luta envolve não só cidadãos, mas também as instituições que a integram.

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